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Câmara de Rio Verde homenageia 13 personalidades em duas sessões solenes

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Em duas noites de reconhecimento, Legislativo concedeu Títulos de Cidadão Rio-verdense e Comendas a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município

A Câmara Municipal de Rio Verde realizou, nos dias 24 e 25 de agosto, duas Sessões Solenes de Entrega de Honrarias, homenageando 13 personalidades com trajetórias de destaque em diferentes áreas da sociedade. As cerimônias, realizadas no Plenário da Casa de Leis, foram marcadas pelo reconhecimento a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social, cultural, esportivo, educacional e institucional do município.

Na primeira solenidade, realizada na segunda-feira, 24, seis personalidades receberam o Título de Cidadão Rio-verdense. Já na terça-feira, 25, sete homenageados foram agraciados com diferentes Comendas, concedidas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados a Rio Verde.

O presidente da Câmara, Cabo Moraes, destacou durante as cerimônias que as honrarias representam uma forma de o Poder Legislativo reconhecer publicamente pessoas que ajudaram e continuam ajudando a construir a história do município.

Seis novos cidadãos rio-verdenses

Na primeira noite de homenagens, receberam o Título de Cidadão Rio-verdense personalidades que, embora nascidas em outros municípios, escolheram Rio Verde para viver, trabalhar e contribuir com a comunidade.

O Pastor Ernesto Passos Santos de Souza, natural de Morro do Chapéu (BA), recebeu a homenagem por iniciativa da vereadora Nayara Barcelos. Pastor Regional da Assembleia de Deus Filadélfia, ele é fundador da AMPARE, Casa de Apoio a Pessoas com Câncer e Familiares, além de voluntário do Projeto Fé e Espiritualidade do Hospital do Câncer de Rio Verde.

Nilton César Moreira Jorge, natural de Paranaiguara (GO), foi homenageado pelo presidente Cabo Moraes. Morador de Rio Verde desde 1984, construiu trajetória no serviço público, principalmente nas áreas de educação e conscientização para o trânsito, além de atuação comunitária e pastoral.

O vereador Nilsim da Saúde concedeu a honraria ao Dr. Júlio Márcio Ferreira do Carmo, natural de Quirinópolis (GO). Cirurgião-dentista e servidor municipal desde 2011, ele ocupou funções de coordenação e direção na área odontológica e contribuiu para a implantação do Programa de Atendimento Emergencial Odontológico 24 horas.

Na área da segurança pública, o Coronel Euler Barbosa da Silva Filho, natural de Goiânia, recebeu o título por iniciativa do vereador Soldado Fernando. Atualmente subcomandante do 8º Comando Regional da Polícia Militar, possui carreira marcada pela participação no planejamento e execução de ações de segurança em Rio Verde e região.

Também recebeu o título o secretário municipal de Saúde, Thiago dos Santos Souza, natural de Goiânia e morador de Rio Verde desde 2003. A homenagem foi proposta pelo vereador Túlio Barcelos. Enfermeiro e servidor público desde 2012, Thiago participou da implantação da primeira UTI do Hospital Municipal Universitário e teve atuação destacada durante a pandemia da Covid-19. Desde 2025, comanda a Secretaria Municipal de Saúde.

Completando os homenageados da primeira solenidade, o 3º Sargento João Paulo Evangelista, natural de Nova Crixás (GO), recebeu o título por iniciativa do vereador Dieison Lima. Integrante da Polícia Militar desde 2016 e atuando na Companhia de Policiamento Especializado (CPE), possui qualificações em operações aéreas, inteligência, patrulhamento tático e ações especializadas.

Comendas reconhecem sete trajetórias

Na terça-feira, 25, a Câmara realizou a segunda Sessão Solene, desta vez para a entrega de sete Comendas. A cerimônia reuniu homenageados, familiares, vereadores, autoridades e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

Os primeiros homenageados foram Dr. Wagner Guimarães Nascimento, o Dr. Waninho, e Armando Fonseca Junior, que receberam a Comenda Sebastião Arantes pelos serviços prestados à política. As homenagens foram propostas, respectivamente, pelo vereador Armando Filho e pelo presidente Cabo Moraes.

Nascidos em Montividiu, quando o município ainda era distrito de Rio Verde, ambos tiveram participação na vida pública. Dr. Waninho, formado em Medicina pela UFMG, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e exerceu dois mandatos como deputado estadual. Armando Fonseca Junior, formado em Direito, também foi vereador e presidente do Legislativo rio-verdense, participou do processo de emancipação de Montividiu e tornou-se o primeiro prefeito daquele município.

A cultura também ganhou destaque com a homenagem a Altino Vieira Cardoso, o Rony Cardoso, que recebeu a Comenda Fátima Leão, proposta pelo vereador Luciano Perpétuo. Cantor e compositor, Rony construiu uma longa trajetória musical, com projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980. Atualmente, coordena a Orquestra de Sanfoneiros e Violeiros da Secretaria Municipal de Cultura.

O Dr. Sidon Oliveira Cardoso recebeu a Comenda Antônio Chavaglia, por iniciativa do vereador Iran Cabral, pelos serviços prestados ao cooperativismo. Médico urologista e fundador da Unimed Rio Verde, também preside o Conselho de Administração do Sicoob Unicidades.

Na área da saúde, o vereador Dieison Lima homenageou o Dr. Mário Augusto Padula Castro com a Comenda José Marques Ferreira. Médico radiologista, atua desde 2005 na Clínica Radiológica de Rio Verde e, desde 2011, integra o corpo docente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde. Atualmente, preside o CODERV.

O esporte foi representado por Kênia Souza Leite, que recebeu a Comenda Desportiva Sebastião Freitas da Silva (Gansão), proposta pelo vereador Gerlos. Entre suas atividades, destaca-se a presidência do Clube Resenhas, projeto de futsal feminino voltado à formação de atletas, inclusão e fortalecimento da participação das mulheres no esporte.

Encerrando as homenagens, Ana Paula da Silva recebeu a Comenda César da Cunha Bastos, por iniciativa do vereador Chico KGL, pelos serviços prestados à educação. Com mais de duas décadas de atuação na área, dirigiu a Creche de Amor São Francisco e atualmente está à frente do CMEI Professora Judith Lara Alves Augusto.

Reconhecimento a quem contribui com Rio Verde

As duas sessões evidenciaram a diversidade das trajetórias reconhecidas pelo Legislativo, reunindo representantes da saúde, educação, segurança pública, política, cultura, esporte, cooperativismo, serviço público, atividades religiosas e projetos sociais.

Ao final das solenidades, o presidente Cabo Moraes agradeceu aos homenageados, familiares, autoridades e convidados e ressaltou que as honrarias representam não apenas uma homenagem individual, mas o reconhecimento de Rio Verde às pessoas que dedicaram parte de suas vidas ao crescimento, desenvolvimento e bem-estar da comunidade.

A programação de solenidades da Câmara continua no dia 1º de setembro, às 19 horas, quando o Plenário receberá uma cerimônia em comemoração ao Dia do Educador Físico.

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Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro expõe a polarização política e os perigos do fanatismo religioso no Brasil

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Confronto na TV Globo revelou diferenças entre os candidatos, mas também mostrou como a intolerância, a manipulação da fé e a falta de pensamento crítico comprometem o debate democrático.

JC Oliveira

O último debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de sexta-feira, 23 de outubro, pela TV Globo, foi mais do que um confronto entre dois projetos políticos. Representou um retrato de um Brasil profundamente dividido, onde a paixão partidária frequentemente supera a razão e onde, lamentavelmente, a religião tem sido utilizada como instrumento de influência eleitoral.

Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro abordou temas fundamentais, como economia, segurança pública, saúde, endividamento das famílias e programas sociais. Entretanto, as propostas dividiram espaço com acusações pessoais, provocações e disputas sobre acontecimentos do passado.

Lula demonstrou maior domínio da experiência administrativa, utilizando realizações de seus governos para defender suas posições e confrontar o adversário. Flávio Bolsonaro, por sua vez, procurou apresentar uma imagem mais moderada, explorando principalmente o custo de vida, a segurança pública e as dificuldades financeiras enfrentadas pela população.

O presidente mostrou maior desenvoltura em determinados momentos, especialmente ao questionar o histórico político do adversário. Flávio conseguiu levantar problemas reais do cotidiano brasileiro, mas nem sempre apresentou respostas suficientemente detalhadas sobre como pretende solucioná-los. Ambos recorreram a ataques que reduziram o espaço para uma discussão mais aprofundada sobre o futuro do país.

A avaliação de desempenho não foi consensual entre os analistas. Enquanto a Folha de S.Paulo apontou vantagem de Lula, outros comentaristas destacaram a postura mais controlada de Flávio. A checagem da Agência Lupa também identificou declarações problemáticas dos dois candidatos.

Quando a fé deixa de orientar e passa a impedir o pensamento

Entretanto, existe uma questão ainda mais preocupante do que o desempenho dos presidenciáveis: o fanatismo religioso que contamina parte da discussão política brasileira.

A religião, quando fundamentada no amor, na solidariedade, na justiça e no respeito ao próximo, representa uma importante contribuição para a sociedade. O problema começa quando a fé é transformada em instrumento de submissão política e líderes religiosos passam a apresentar candidatos como representantes exclusivos de Deus.

Nenhum político possui procuração divina para governar o Brasil. Nenhum partido é proprietário da verdade, da moralidade ou dos valores cristãos.

O fanatismo religioso produz ignorância política quando substitui o conhecimento pela obediência cega, a investigação dos fatos pela repetição de discursos e o pensamento crítico pela crença de que questionar determinado candidato significa contrariar a vontade de Deus.

É importante distinguir religiosidade de fanatismo. Milhões de brasileiros encontram na fé inspiração para exercer a cidadania com responsabilidade. O problema não está em acreditar em Deus, mas em abandonar a capacidade de pensar por conta própria em nome de uma liderança política ou religiosa.

Quando um cidadão deixa de analisar propostas, investigar denúncias, comparar resultados administrativos e cobrar responsabilidades porque acredita que seu candidato foi escolhido por Deus, a democracia perde um eleitor consciente e ganha um seguidor incondicional.

E isso pode acontecer tanto à direita quanto à esquerda, embora a instrumentalização explícita da identidade religiosa tenha assumido características particularmente marcantes em determinados movimentos políticos conservadores.

O perigo de transformar políticos em figuras sagradas

Uma das maiores contradições da política brasileira está na facilidade com que determinados grupos defendem valores religiosos enquanto relativizam comportamentos que contrariam os próprios princípios que afirmam seguir.

Pregam o amor, mas disseminam o ódio. Defendem a família, mas toleram ofensas pessoais. Falam em verdade, mas compartilham informações falsas quando elas favorecem seus candidatos. Exigem honestidade dos adversários, mas encontram justificativas para irregularidades praticadas por seus aliados.

Essa contradição não pertence exclusivamente a uma corrente política. Ela revela o perigo da idolatria partidária, especialmente quando revestida de linguagem religiosa.

O eleitor precisa compreender que Lula não está acima das críticas e Flávio Bolsonaro também não. Ambos devem ser avaliados por suas propostas, trajetórias, decisões e compromissos com a Constituição.

A democracia não necessita de salvadores da pátria. Necessita de governantes competentes, instituições fortes, liberdade de imprensa e cidadãos capazes de fiscalizar o poder.

A ignorância política interessa a quem deseja controlar

O fanatismo não surge apenas da falta de informação. Muitas vezes, ele se alimenta da recusa deliberada em aceitar informações que contrariem convicções pessoais.

As redes sociais agravaram esse fenômeno ao criar ambientes nos quais as pessoas recebem continuamente mensagens que confirmam aquilo em que já acreditam. Quando discursos políticos são associados ao medo religioso, à ameaça contra a família ou à ideia de uma batalha entre o bem e o mal, o debate racional fica ainda mais difícil.

Nesse ambiente, adversários deixam de ser vistos como cidadãos com opiniões diferentes e passam a ser tratados como inimigos que precisam ser derrotados a qualquer custo.

O resultado é uma sociedade mais intolerante, vulnerável à desinformação e menos preparada para discutir questões concretas, como inflação, emprego, educação, saúde, segurança e desenvolvimento econômico.

A fé não deveria ser usada para impedir perguntas. Pelo contrário, uma sociedade verdadeiramente comprometida com valores éticos deve estimular a busca pela verdade, a responsabilidade individual e o respeito às diferenças.

O Brasil precisa de eleitores, não de discípulos políticos

O debate da Globo ofereceu aos brasileiros mais uma oportunidade de comparar os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste segundo turno. Mas a decisão eleitoral não deveria depender apenas de quem falou mais alto, apresentou a frase mais impactante ou conseguiu constranger o adversário.

É necessário avaliar quem possui propostas viáveis, capacidade administrativa, compromisso democrático e condições de enfrentar os problemas estruturais do país.

Também é fundamental reconhecer que a liberdade religiosa e a liberdade política são direitos que devem caminhar juntos, sem que uma seja utilizada para anular a outra.

Deus não tem partido político. A fé não substitui a inteligência. E a democracia não pode ser refém do fanatismo.

O Brasil continuará dividido enquanto milhões de cidadãos acreditarem que seu candidato representa o bem absoluto e que o adversário simboliza todo o mal.

Mais importante do que descobrir quem venceu o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro é compreender que o verdadeiro vencedor de uma eleição deve ser o povo brasileiro.

E um povo somente exerce plenamente sua soberania quando aprende a pensar, questionar e decidir sem entregar sua consciência a políticos, líderes religiosos ou influenciadores.

Afinal, a fé pode iluminar a consciência, mas jamais deveria apagar a razão.

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Pesquisa Quaest: Flávio tem 45% e Lula 44%; diferença diminui a quatro dias da eleição

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Levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) aponta empate técnico entre os candidatos à Presidência da República. Segundo turno acontece no próximo domingo, 25 de outubro.

A disputa pela Presidência da República segue acirrada na reta final das eleições de 2026. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece com 44%. A diferença de apenas um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento revela uma redução da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em relação à pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro. Na ocasião, o candidato do PL registrava 46%, contra 44% de Lula. Agora, Flávio oscilou um ponto para baixo, enquanto o presidente manteve seu percentual, reduzindo a distância entre os dois candidatos de dois para um ponto percentual.

Segundo a Quaest, 9% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos, enquanto 2% permanecem indecisos. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 50,56%, contra 49,44% de Lula.

Outro dado importante é o índice de rejeição dos presidenciáveis. Flávio Bolsonaro registra 52% de rejeição, enquanto Lula aparece com 47%. Em comparação com o levantamento anterior, a rejeição ao presidente caiu de 53% para 47%, enquanto a do senador passou de 54% para 52%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos, Lula e Flávio aparecem numericamente empatados, ambos com 40% das intenções de voto. Nesse cenário, 14% dos eleitores ainda se declaram indecisos.

Disputa promete emoção até o último voto

A quatro dias da votação, marcada para domingo, 25 de outubro, os números demonstram o equilíbrio da corrida presidencial. Embora Flávio Bolsonaro mantenha uma pequena vantagem numérica, a diferença está dentro da margem de erro, impossibilitando apontar um favorito estatisticamente definido.

O cenário reforça a importância dos últimos dias de campanha, quando os candidatos intensificam suas agendas, participações em debates e mobilizações nas redes sociais para conquistar os eleitores ainda indecisos.

A nova pesquisa é a primeira realizada pela Quaest após o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro promovido pela TV Bandeirantes no último domingo, dia 18.

Metodologia

A pesquisa Quaest foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. Foram entrevistados 2.154 eleitores, com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro, em diferentes regiões do país. O levantamento apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Com o segundo turno se aproximando, o Brasil chega à decisão presidencial em um cenário de forte polarização e equilíbrio nas intenções de voto. O resultado definitivo será conhecido nas urnas, no próximo domingo.

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Eleições 2026: 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo

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Sudeste concentra maior fatia do eleitorado, enquanto Norte registra maior crescimento proporcional desde 2022; votação mobiliza mais de 563 mil urnas em todo o país

Mais de 158,7 milhões de brasileiras e brasileiros estão aptos a votar neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são exatamente 158.745.463 eleitoras e eleitores — 2,29 milhões a mais do que em 2022, crescimento de 1,46%. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios brasileiros e 186 cidades no exterior. 

A dimensão do pleito também se reflete na estrutura preparada pela Justiça Eleitoral. Ao todo, serão 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas eleitorais, com 563.910 urnas eletrônicas disponíveis para a votação.

Seis escolhas na urna

Em 2026, estão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador; senador; deputado federal; e deputado estadual ou distrital. Serão escolhidos 27 governadores e vice-governadores, 54 senadores e 513 deputados federais, além dos deputados estaduais e distritais, cujo número varia conforme cada unidade da Federação. Eventual segundo turno para presidente e governador está marcado para 25 de outubro.

Sudeste reúne quatro em cada dez eleitores

O Sudeste continua sendo a região com a maior concentração de eleitoras e eleitores do país. São 66,3 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 41,78% do eleitorado nacional.

Apesar da liderança, a região foi a única entre as cinco regiões brasileiras a registrar redução no número de eleitores em relação a 2022. Naquele ano, eram 66,7 milhões, ou 42,64% do eleitorado. A queda foi de cerca de 378 mil pessoas, uma redução proporcional de 0,56%.

O Nordeste aparece em segundo lugar, com 43,5 milhões de eleitores e 27,42% do total nacional. Na sequência estão Sul, com 22 milhões (14,40%); Norte, com 13,1 milhões (8,26%); e Centro-Oeste, com quase 12 milhões (7,56%).

São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do Brasil, com 34,1 milhões de eleitoras e eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e Rio de Janeiro, com 12,9 milhões. Bahia e Paraná completam a lista dos cinco maiores eleitorados estaduais. Juntos, os cinco estados concentram 83,3 milhões de pessoas, 52,45% do eleitorado nacional. 

Norte cresce acima da média nacional

Embora concentre uma parcela menor do eleitorado, o Norte foi a região que mais cresceu proporcionalmente desde 2022. O número de eleitores passou de 12,56 milhões para 13,11 milhões, aumento de 548,9 mil pessoas, ou 4,37%. 

O avanço regional é puxado por estados que apresentaram algumas das maiores taxas de crescimento do país. Roraima teve alta de 9,63%, seguido por Tocantins, com 8,07%.

Também chama atenção o crescimento do eleitorado brasileiro no exterior. São 918.876 pessoas habilitadas a votar fora do país, 221.798 a mais do que em 2022, quando eram 697.078. O aumento foi de 31,82%. 

Mulheres são maioria e eleitorado está mais maduro

As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores. Em 2026, são 83,8 milhões, ou 52,84% do eleitorado, enquanto os homens somam 74,8 milhões. Em 2022, as mulheres representavam 52,65% dos aptos a votar. 

Outro movimento observado pelo TSE é o aumento da participação das faixas etárias mais velhas. O número de pessoas com 60 anos ou mais passou de 32,8 milhões, em 2022, para 37,4 milhões em 2026. A participação desse grupo subiu de 21,02% para 23,60% do eleitorado.

Entre as faixas etárias, o maior contingente está entre 40 e 44 anos, com quase 16 milhões de eleitores. Já os jovens de até 18 anos somam 3,57 milhões, ante 4,17 milhões em 2022.

A biometria também avançou. O cadastro alcança 141,3 milhões de eleitoras e eleitores, ou 89,01% do total. Em 2022, o índice era de 75,51%. 

Mais de 563 mil urnas estarão em operação

Para atender ao eleitorado, a Justiça Eleitoral colocará em funcionamento 563.910 urnas eletrônicas. Serão utilizados quatro modelos: UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013.

As versões mais recentes — UE2022 e UE2020 — representam 77% dos equipamentos. Segundo o TSE, apesar das diferenças de design, os recursos são os mesmos em todas as versões. 

A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todos os estados e no Distrito Federal. Neste primeiro turno, o eleitorado escolherá candidatos para seis cargos. A sequência começa pelo deputado federal, passa pelo deputado estadual ou distrital, pelas duas vagas de senador, governador e, por último, presidente da República. 

Fachin pede voto com “serenidade, consciência e confiança”

Às vésperas da votação, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, divulgou uma nota sobre as eleições. No documento, ele destacou a participação dos mais de 158 milhões de eleitores e o papel da Justiça Eleitoral na organização do pleito.

“Convocamos os mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores a exercer o direito ao voto com serenidade, consciência e confiança nas instituições”, afirmou Fachin.

O ministro também ressaltou que o voto é, em sua avaliação, “a expressão máxima da cidadania” e reconheceu o trabalho dos tribunais eleitorais e dos mais de 1,9 milhão de mesárias e mesários envolvidos na eleição.

Com eleitorado maior que o registrado em 2022, mudanças na distribuição regional e uma estrutura de votação que mobiliza centenas de milhares de urnas e seções eleitorais, o Brasil chega ao primeiro turno de 2026 com um dos maiores processos de mobilização eleitoral do mundo.  Fonte: Brasil 61

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