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Comissão Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose elege novos dirigentes e discute ações contra as doenças
Eleita por aclamação, nova presidente destacou avanço no índice vacinal contra brucelose no estado e colocou aumento da testagem de animais e estímulo às notificações entre as metas para os próximos meses

A Comissão Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose no Estado de Goiás (CECBT/GO) se reuniu nesta quinta-feira (23/4) no auditório da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O encontro, o primeiro após a reformulação do grupo pela Portaria nº 187/2026-Agrodefesa, teve como pautas a apresentação de resultados, a eleição de novos dirigentes e a aprovação do cronograma de reuniões ordinárias para os próximos meses.
Os representantes das entidades que integram o CECBT/GO aclamaram como nova presidente da comissão a médica-veterinária e auditora fiscal Eveline Tundela, representante da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa). O então presidente, Antônio da Silva Pinto, representante da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), foi eleito vice-presidente por votação. Sivane Dorneles, da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), permaneceu como secretária do colegiado.
Já como nova presidente do CECBT/GO, Eveline Tundela defendeu a importância da comissão. Ela lembrou que, graças ao trabalho do grupo, Goiás tem o primeiro plano de ação para controle da brucelose bovina e bubalina reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Eveline ressaltou também o avanço do índice vacinal contra a doença no estado, que saiu de 64,1%, em 2022, para 79,9%, em 2025, maior crescimento do país no período. Entre as metas para os próximos meses, Eveline propôs a discussão de ações para aumentar o número de animais testados e para estimular as notificações ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). “A gente só reduz a prevalência de uma doença vacinando, testando e eliminando os animais positivos”, resumiu.
Desafios
Representantes de entidades manifestaram apoio ao trabalho do CECBT/GO e expuseram seus pontos de vista sobre os principais desafios do combate à brucelose e à tuberculose no estado. Um dos representantes do Fundo Emergencial para a Sanidade Animal de Goiás (Fundepec-GO), Antônio Flávio de Lima afirmou que a brucelose se tornou a maior preocupação da entidade após a obtenção do certificado internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação para Goiás. Ele reforçou a necessidade de “olhar para os problemas reais” enfrentados pelos produtores. Já o professor Álvaro Ferreira Júnior, representante da Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás (EVZ/UFG), pediu que a comissão desenvolva um projeto de capacitação periódica de estudantes e médicos-veterinários com envolvimento das universidades.
Também participaram da reunião o diretor em exercício de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Fernando Bosso, e os gerentes de Sanidade Animal, Denise Toledo, e Fiscalização, Janilson Azevedo; o presidente do Fundepec-GO, Alfredo Luiz Correia, e o diretor-executivo da entidade, Uacir Bernardes; além de representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa); da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO); da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás (SES/GO); da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa); do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/GO); do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO); da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC); da Associação Goiana dos Empresários Revendedores de Produtos Agropecuários (Agerpa); e do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). foto Agrodeseja
Nova composição
Confira a íntegra da Portaria nº 187/2026-Agrodefesa, que designa membros da Comissão Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose (CECBT/GO): https://legisla.casacivil.go.gov.br/pesquisa_ato_infralegal/agrodefesa/21207/portaria-187
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Festa da Uva reúne tradição, cultura e celebração na Baiinha
Evento realizado nos dias 4 e 5 contou com apresentação da Orquestra de Rio Verde, cavalgada, almoço, churrasco e a tradicional coroação da Rainha da Uva

A comunidade da Baiinha viveu dois dias de festa, cultura e valorização das tradições com a realização da Festa da Uva, nos dias 4 e 5 de setembro. O evento reuniu moradores, visitantes e famílias em uma programação marcada pela música, confraternização e preservação dos costumes da comunidade.

A abertura oficial aconteceu na sexta-feira (4), com a apresentação da Orquestra de Rio Verde. O repertório musical deu início às festividades e proporcionou ao público um momento especial de cultura e entretenimento.
No sábado (5), a programação ganhou ainda mais movimento com a realização da tradicional cavalgada, reunindo participantes em uma das manifestações que representam a ligação da comunidade com suas raízes rurais e com a cultura do campo.

Após a cavalgada, a confraternização prosseguiu com almoço e churrasco, proporcionando um momento de encontro entre moradores e visitantes. A programação também reforçou o caráter comunitário da Festa da Uva, que preserva tradições e promove a integração entre diferentes gerações.
Rainha da Uva
Um dos momentos mais aguardados foi a tradicional coroação da Rainha da Uva, cerimônia que simboliza a história e a identidade da festa e mantém viva uma tradição construída ao longo dos anos na Baiinha.
Com música, cavalgada, gastronomia e celebração, a Festa da Uva encerrou mais uma edição reafirmando sua importância para a comunidade. Mais do que um evento festivo, a programação representa um momento de valorização da cultura local, das tradições rurais e dos vínculos entre as famílias que ajudam a preservar a história da Baiinha.
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Everaldo Pereira é eleito novo presidente do Sindicato Rural de Rio Verde
Chapa encabeçada por Everaldo Pereira e Cleibe Maia recebeu 222 votos; nova diretoria assume em 1º de outubro para mandato de dois anos

O Sindicato Rural de Rio Verde elegeu, nesta terça-feira (18), a diretoria que estará à frente da entidade no próximo biênio. Everaldo Pereira foi eleito presidente, tendo Cleibe Maia como vice-presidente, após a chapa única receber 222 votos dos associados. Ao todo, foram contabilizados 223 votos, sendo apenas um nulo.
A eleição marcou mais uma etapa importante na trajetória de uma das principais entidades representativas do setor produtivo de Rio Verde. A participação dos associados reforçou o envolvimento dos produtores rurais na escolha daqueles que terão a responsabilidade de defender os interesses da categoria nos próximos dois anos.
O vice-prefeito de Rio Verde e associado do Sindicato Rural, Walter Baylão Júnior, destacou a importância da participação dos produtores no processo eleitoral.
“É muito importante que o produtor rural participe, venha votar e exerça o seu direito de escolher quem vai representá-lo. É essa participação que fortalece a entidade e a representação dos produtores rurais”, afirmou.
Além da escolha da nova diretoria, a votação também representou um momento de reconhecimento ao trabalho realizado pelo Sindicato Rural de Rio Verde. Ao longo dos anos, a entidade consolidou sua atuação na representação dos produtores, defesa dos direitos da categoria, prestação de serviços e apoio ao desenvolvimento da atividade rural.
A associada Irene Leão ressaltou a relação histórica de sua família com o Sindicato e a importância da entidade para quem vive e trabalha no campo.
“Meu pai foi diretor por anos aqui no Sindicato e eu tenho muito orgulho. Poder ser associada do Sindicato Rural também é ter a segurança de saber que existe uma entidade trabalhando pela nossa categoria. Nós contamos com serviços, orientação e, principalmente, com uma representação que está ao lado do produtor quando precisamos. Fico satisfeita em participar e contribuir com o Sindicato”, declarou.
Continuidade e proximidade com o produtor
Após a confirmação do resultado, Everaldo Pereira agradeceu a confiança dos associados e destacou que a nova gestão pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Sindicato, mantendo a defesa do produtor rural como uma de suas principais prioridades.
“Quero agradecer a cada associado que participou da eleição e exerceu o seu direito de voto. A confiança de cada produtor aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Vamos continuar ao lado do produtor rural, defendendo seus direitos, representando seus interesses e trabalhando para fortalecer cada vez mais o nosso Sindicato Rural de Rio Verde”, afirmou Everaldo.
O vice-presidente eleito, Cleibe Maia, também ressaltou que a gestão buscará manter uma relação próxima com os associados, ampliando o diálogo e acompanhando as demandas do setor.
“Vamos manter o diálogo aberto com os produtores, ouvindo suas demandas e buscando soluções que contribuam para fortalecer o setor. Nosso compromisso é estar presente e representar o produtor rural com responsabilidade, trabalho e união”, destacou.
A nova diretoria tomará posse no dia 1º de outubro de 2026, quando Everaldo Pereira e Cleibe Maia iniciarão oficialmente o novo mandato à frente do Sindicato Rural de Rio Verde. A gestão terá pela frente o desafio de dar continuidade ao fortalecimento da entidade e de ampliar sua atuação em defesa de um setor fundamental para a economia de Rio Verde e de toda a região sudoeste de Goiás.
DIRETORIA ELEITA
(PRESIDENTE) EVERALDO BARBOZA PEREIRA
(VICE-PRESIDENTE) CLEIBE DIVINO OLIVEIRA MAIA
(SECRETÁRIO) ANA PAULA BARBOSA ANDRADE
(TESOUREIRO) AUGUSTO GONÇALVES MARTINS
SUPLENTES:
LÚCIO SILVA MORAES
VANDERLEI SECCO
IVAN ROBERTO BRUCCELI
LUIZ EGÍDIO GALETTI
CONSELHO FISCAL:
FLÁVIA MONTANS
NIDIA RIBEIRO GUERREIRO
RENATO LEÃO
RENATA FERGUSON
FELIPE RIBEIRO
DELEGADOS REPRESENTANTES:
ADRIANO ANTÔNIO BARZOTTO
ÊNIO JAIME FERNANDES JÚNIOR
NIVALDO GONÇALVES DE OLIVEIRA
JOÃO EMÍLIO RIBEIRO VALONGO
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Sindicato Rural de Rio verde e comitê jurídico realizam reunião técnica sobre renegociação de dívidas rurais

O Sindicato Rural de Rio Verde e o Comitê Jurídico, realizaram uma reunião técnica para discutir os principais pontos da Medida Provisória nº 1.376/2026 e da Resolução CMN nº 5.330/2026, que estabelecem mecanismos para a composição, renegociação e reorganização de dívidas de produtores rurais.
Publicada em 15 de julho de 2026, a MP 1.376/2026 criou uma política pública voltada à reorganização do passivo rural, permitindo a contratação de novas linhas de crédito destinadas à liquidação ou amortização de operações existentes. Já a Resolução nº 5.330, publicada pelo Conselho Monetário Nacional em 27 de julho, regulamentou as condições para acesso à linha de crédito, estabelecendo critérios de enquadramento, limites, taxas de juros, prazos e condições operacionais.
Durante a reunião, foram analisadas as operações que podem ser contempladas pela medida, incluindo contratos de custeio, comercialização, industrialização, investimento e determinadas operações de CPR Financeira. Também foram discutidas as situações que não se enquadram na regulamentação, como operações encaminhadas para a Dívida Ativa da União e aquelas que não atendam aos recortes de datas, natureza da dívida e situação de adimplência ou inadimplência previstos na resolução.
Um dos principais pontos de atenção é que o acesso ao benefício não é automático. De acordo com a regulamentação, produtores rurais e cooperativas precisam comprovar perdas de renda ou safra em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada, decorrente de eventos climáticos extremos ou da redução dos preços de comercialização dos produtos financiados. Há ainda uma condição excepcional para quem comprovar perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda, provocada por eventos climáticos extremos.
A reunião também detalhou as condições financeiras previstas. Na condição geral, os prazos podem chegar a oito anos, com pagamento da primeira parcela do principal após dois anos de carência. As taxas variam de 6% a 12% ao ano, conforme a categoria do produtor. Na condição excepcional, o prazo pode chegar a 10 anos, com taxas entre 5% e 11% ao ano e carência de dois anos para o pagamento da primeira parcela do principal. Em ambos os casos, a contratação deve ser realizada até 12 de novembro de 2026.
Outro ponto considerado fundamental durante a reunião foi a necessidade de elaboração de laudo técnico por profissional habilitado, com ART/CREA, capaz de demonstrar a relação direta entre as perdas registradas e as operações que serão liquidadas ou amortizadas. O documento deve retratar fielmente a realidade da propriedade, e cada caso precisa ser analisado individualmente.
O encontro também chamou a atenção para a responsabilidade envolvida na apresentação das informações. A utilização de laudos, relatórios ou declarações com informações falsas ou fraudulentas pode resultar na perda do benefício, restituição dos valores e impedimento de contratação de operações de crédito rural subvencionadas ou recebimento de incentivos públicos por até cinco anos, além de outras responsabilidades administrativas, civis e criminais.
Para o produtor do Sudoeste Goiano, o tema ganha ainda mais relevância diante de um cenário marcado pelo aumento dos custos de produção, redução dos preços das commodities, queda das margens econômicas e dificuldades de fluxo de caixa.
O Comitê Jurídico reforçou que o produtor deve avaliar a situação de forma individualizada antes de tomar qualquer decisão. A recomendação é verificar o enquadramento da operação, comprovar os requisitos de perda de renda, organizar contratos e demais documentos, providenciar o laudo técnico e revisar cuidadosamente as informações antes do protocolo.
Para aqueles que não se enquadrarem nas condições da MP, permanecem alternativas como alongamento, prorrogação, negociação administrativa e, quando cabíveis, medidas judiciais. A reunião destacou ainda que a MP não substitui as regras previstas no Manual de Crédito Rural.
Com a realização da reunião técnica, o Sindicato Rural de Rio Verde e o Comitê Jurídico buscam ampliar o conhecimento sobre a regulamentação e contribuir para que os produtores tenham mais segurança na avaliação das possibilidades de reorganização de suas dívidas, especialmente diante do prazo para contratação, que se encerra em 12 de novembro de 2026.
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