cultura
Livro Cozinha Multicultural será lançado em Rio Verde com relatos e receitas de migrantes
Obra realizada pelo Empreende Aí reúne pesquisa acadêmica, histórias de vida e receitas que conectam diferentes tradições alimentares

Rio Verde (GO) recebe, no dia 21 de maio, às 18h, o lançamento do livro Cozinha Multicultural, uma realização da escola de negócios Empreende Aí. A obra investiga as memórias alimentares de migrantes em cidades brasileiras — incluindo Rio Verde, uma das localidades retratadas no livro — e mostra como a culinária pode funcionar como ferramenta de integração cultural, geração de renda e empreendedorismo.
O livro reúne pesquisa histórica, relatos de migrantes e um conjunto de receitas que dialogam com tradições latino-americanas, africanas e asiáticas. Com foco em cidades que receberam fluxos migratórios recentes — como Rio Verde (GO), Toledo (PR) e Uberlândia (MG) —, o livro destaca a diversidade cultural presente nesses territórios e as transformações sociais e econômicas impulsionadas por essas movimentações nos últimos 25 anos. A publicação é o resultado final de um projeto amplo, que incluiu a realização de cursos e oficinas de formação empreendedora nessas cidades ao longo de 2025. O programa é uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Empreende Aí e contou com o patrocínio do Instituto BRF, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
A pesquisa envolveu entrevistas com migrantes que compartilharam suas histórias de vida e suas relações com a comida, mesmo quando não atuavam diretamente no setor gastronômico. Muitos desses relatos mostram como receitas tradicionais foram adaptadas com ingredientes locais, dando origem a novos pratos e, em alguns casos, a iniciativas de geração de renda. A partir dessas narrativas, os autores identificaram elementos comuns entre diferentes culinárias, como o uso de ingredientes como milho, mandioca e quiabo, evidenciando aproximações entre culturas aparentemente distantes.
Além do conteúdo histórico e social, a obra inclui um livreto de receitas que propõe adaptações possíveis à realidade brasileira, incentivando o uso integral dos alimentos e o combate ao desperdício — prática recorrente em contextos de vulnerabilidade, mas também presente em saberes tradicionais de diferentes povos.
“A comida é um dos principais pontos de conexão entre culturas e também uma porta de entrada para oportunidades. Ao valorizar essas histórias e saberes, conseguimos não só preservar identidades, mas também abrir caminhos concretos para geração de renda e autonomia para essas pessoas”, afirma Jennifer Rodrigues, cofundadora do Empreende Aí.
Mais do que um registro, o livro nasce como desdobramento prático das ações do Empreende Aí nos territórios, reforçando a gastronomia como ferramenta de inclusão produtiva e fortalecimento de pequenos empreendedores.
A iniciativa também reforça o papel da gastronomia como porta de entrada para o empreendedorismo entre migrantes — uma das agendas diretamente conectada à atuação do Empreende Aí, que trabalha na formação e fortalecimento de empreendedores em diferentes territórios.
“Acreditamos que a cultura e o empreendedorismo são ferramentas potentes de inclusão e geração de renda. Ao apoiar o Cozinha Multicultural, reafirmamos nosso compromisso com iniciativas que valorizam a diversidade, fortalecem trajetórias de imigrantes e refugiados e promovem desenvolvimento social nos territórios onde o Instituto MBRF está presente, diz Gabriele Candido, Coordenadora de Impacto Social do Instituto MBRF.
Ao unir pesquisa histórica, relatos contemporâneos e práticas culinárias, o livro propõe ao leitor uma reflexão sobre diversidade, convivência e abertura cultural — temas que atravessam o cotidiano de cidades como Rio Verde, onde diferentes trajetórias e tradições se encontram também à mesa — destacando a curiosidade do brasileiro por novas experiências gastronômicas como um ativo importante para a integração.
SERVIÇO
Lançamento do livro Cozinha Multicultural
Local: UNIRV – Bloco 1, prédio administrativo, Campus Fazenda Fontes do Saber – setor universitário
Data: 21 de maio
Horário: 18h
Evento aberto ao público
Após o lançamento, o livro será disponibilizado gratuitamente para download em formato digital
cultura
Segundo dia da Flip destaca Amyr Klink e reúne representantes da literatura brasileira em Paraty

O segundo dia da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) consolidou o clima de intensa efervescência cultural que toma conta da cidade histórica. Nesta quinta-feira (23), escritores, pesquisadores, artistas e leitores participaram de uma extensa programação de debates, lançamentos e encontros literários espalhados pelas casas parceiras e pelos espaços oficiais do evento, considerado um dos mais importantes festivais literários da América Latina.
Um dos momentos de maior destaque da programação paralela ocorreu na Casa da Cultura, onde o navegador, escritor e velejador Amyr Klink participou do encontro “100 Dias – Entre o Livro e o Filme”. Ao lado do diretor Carlos Saldanha, do ator Filipe Bragança, das roteiristas Elena Soarez e Thais Tavares, com mediação do jornalista Marcelo Tas, Klink falou sobre o processo de adaptação cinematográfica de seu clássico Cem Dias Entre Céu e Mar, compartilhando memórias da histórica travessia do Atlântico e os desafios de transformar sua experiência em uma produção para o cinema.
Entre o público presente esteve o presidente da Alerve – Academia de Letras de Rio Verde (GO), Alexandre Giffoni, a teóloga e escritora Oníria Guimarães, que acompanha a programação da Flip em busca de intercâmbio cultural e de novas experiências literárias. Sua participação reforça a presença da literatura goiana em um dos principais encontros do calendário cultural brasileiro e evidencia a importância da aproximação entre academias de letras, escritores e instituições voltadas ao incentivo da leitura e da produção literária.

Durante todo o dia, Paraty recebeu milhares de visitantes que circularam pelas ruas do Centro Histórico, participando de mesas de debates, lançamentos de livros, sessões de autógrafos e encontros com autores brasileiros e estrangeiros. A programação oficial da Flip é complementada por dezenas de atividades promovidas pelas casas parceiras, ampliando o diálogo entre literatura, artes, cinema, ciência e pensamento contemporâneo.
A edição de 2026 presta homenagem à poeta Orides Fontela, cuja obra inspira parte das discussões promovidas ao longo do festival. Até o encerramento, no domingo (26), a expectativa é de que milhares de leitores continuem movimentando Paraty, transformando a cidade em um grande palco de encontros entre escritores, artistas e amantes da literatura.
cultura
ALERVE, Rádio e TV Cerrado prestigiam abertura da 24ª FLIP em Paraty

A Academia de Letras de Rio Verde (ALERVE) juntamente com os proprietários do Jornal Folha da Cidade, Rádio e TV Cerrado prestigiaram a abertura da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começou na quarta-feira (22) e vai até domingo (26). Nesta edição, a homenageada é a poeta Orides Fontela, uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira, a autora é conhecida pelo rigor formal com a língua e pela atualização que faz do Modernismo. Junto com a Rádio MEC, a Agência Brasil e a Rádio Nacional realizam a cobertura do festival no litoral fluminense.
“A presença da ALERVE através de seus membros Alexandre Avelino Giffoni Júnior (presidente); Maria José Jardim Godoi, Sebastiana Aparecida Moreira; Oníria Guimarães de Oliveira e da imprensa rio-verdense (Jornal Folha da Cidade, Rádio e TV Cerrado) representa o compromisso com a difusão do conhecimento e da cultura. A ALERVE acredita que a Feira é um importante momento para ampliar os grandes debates do país e aproximar cada vez mais a população da literatura, dos autores e das diferentes expressões culturais brasileiras. É uma alegria fortalecer essa parceria em um evento tão relevante para a vida cultural do Brasil”, afirmou o presidente Alexandre Giffoni.

A partir desta quarta-feira, todos que estão em Paraty prestigiando o vento terão a oportunidade de acompanhar uma vasta programação que inclui debates, lançamentos de obras de grandes autores e ainda momentos riquíssimos de interação entre leitor e escritor. Às 15h no Espaço Arandu acontece a apresentações de dança infantil; Silo Cultural, Asa Laranjeiras, Companhia Dança & Arte Paraty e Tia Tharcylla Ballet, além da OFICINA “Brincando com gravetos”
Sobre a homenageada do evento: Orides Fontela
A poeta Orides Fontela (1940-1998) transformou o ofício da escrita em uma forma de existência. Ela dedicou-se a pensar o poema, perseguir a palavra exata, escrever e reescrever, como se lapidasse os versos. Considerada por críticos e estudiosos uma das grandes poetas brasileiras do século 20, construiu uma obra marcada pela precisão da linguagem e pela densidade filosófica.
O resultado é uma obra poética marcada por originalidade, em que poucos versos dão conta de reflexões profundas. No entanto, durante boa parte da vida e mesmo depois da morte de Orides, a poesia dela permaneceu por décadas restrita a círculos acadêmicos, à margem de um reconhecimento mais amplo. Enquanto seus poemas despertavam a atenção entre críticos, professores e escritores, ela seguia invisibilizada diante do grande público.
Quase 30 anos depois de sua morte, a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa nesta quarta-feira (22), tem Orides Fontela como homenageada. A escolha da curadora Rita Palmeira tem permitido que se reconheça o valor do trabalho da autora, cuja vida se organizou em torno da poesia. Além disso, o evento deve promover um maior acesso do público à obra dela.
Natural de São João da Boa Vista, no interior paulista, a poeta se formou em filosofia, além de ter sido professora primária e bibliotecária. A autora venceu o Prêmio Jabuti com o livro Alba, em 1983, na categoria Poesia, e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1996.
Segundo o pesquisador e jornalista Gustavo de Castro, autor da biografia O Enigma Orides (editora Hedra), no passado, principalmente enquanto ela era viva, havia uma narrativa consolidada sobre a escritora, inclusive na imprensa, que deslocava o foco da poeta para uma personagem quase folclórica, descrita a partir de conflitos pessoais.
“Ela não teve reconhecimento de sua obra. Ela era conhecida como uma poeta universitária, foi reconhecida pelos críticos, pelos professores da universidade, mais ninguém. Ela não tinha um alcance nacional, não mesmo, como isso que está acontecendo agora com a Flip, graças a Rita Palmeira, que teve uma visão de valorizar uma mulher poeta, pobre e marginalizada”, disse Gustavo de Castro, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ele, os rótulos e estereótipos atribuídos a Orides foram muito destacados em detrimento do valor literário da obra dela. O pesquisador defende que a autora seja reconhecida como uma artista que fazia poesia apesar das situações extremas de pobreza.
“É uma poeta inteligentíssima, que pensa o livro enquanto produto artístico, o poema enquanto elaboração sensível, e a palavra enquanto sentimento.”
Outro elemento que contribuiu para invisibilizar Orides, aponta o pesquisador, foi o machismo. “Ela foi vítima do machismo, que está na sociedade brasileira e por isso também está na literatura brasileira. E esse machismo continua”, lamentou Castro.
O pesquisador disse que a autora ainda é retratada na imprensa a partir dos estereótipos atribuídos, majoritariamente, a mulheres que desafiam as expectativas sociais sobre comportamento, relações afetivas e trabalho.
“A Orides que merece ser vista é aquela que medita a palavra. A palavra dela é como um cristal: se você gira um pouquinho para cá, você vê uma determinada coisa. Se gira um pouquinho para lá, você vê uma outra coisa. Esse é o poder da poesia”, ressaltou.
Orides tinha um processo de escrita marcado pela reescrita constante. “Ela terminava de ler um livro e escrevia atrás dele alguns versos, inspirada naquela leitura. Ela escrevia em folhas avulsas e ia guardando em pastinhas. Depois reunia, retrabalhava, reescrevia. A poesia de Orides tem muito de reescritura, isso é uma marca”, contou Castro.
“Mas não era essa poeta que marca um horário, senta, escreve, sabe? Ela tentava unir inspiração e transpiração, no sentido de captar uma ideia poética, anotar e depois retrabalhar aquilo com calma”, explicou. Lançada originalmente em 2015, a biografia de Orides foi reeditada e ganhou trechos inéditos neste ano em que a autora é a homenageada da Flip.
Para Gustavo Castro, que tem como tema de pesquisa acadêmica justamente biografias de poetas, chama atenção a dedicação de Orides a pensar a poesia continuamente.
“Só pensa poesia, vive poesia, respira poesia. A família da Orides, o pão da Orides, a vida da Orides eram a poesia. Isso implica uma vida de intensidade, viver na intensidade da poesia.”
Orides de Lourdes Teixeira Fontela (1940–1998) foi uma poeta e filósofa brasileira, celebrada pela crítica pelo alto rigor formal, concisão e misticismo. Foto: Fritz Nagib/ Divulgação

Ele ressaltou que, apesar das condições materiais precárias que marcaram a trajetória da autora, Orides continuou a se dedicar à poesia. “Isso é muito radical. Essa radicalidade de sacrificar as condições materiais em função da poesia, quem faz isso? Orides fez”, disse o biógrafo. “Ela é uma espécie de santa da poesia, eu costumo dizer. Porque é uma espécie de santidade, de pureza, de crença na palavra poética.”
“Não precisa também idealizar a Orides, não, sabe?”, ponderou Gustavo, relatando que ela viveu um “despedaçamento” em sua vida por conta dessa dedicação total à poesia. “Você não consegue ter uma vida prática, objetiva, prosaica. Você se despedaça, como foi o caso dela. Ela foi se esquecendo de tudo, até de si mesma.”
O biógrafo lembrou ainda uma expressão que a poeta costumava mencionar.
“Ela dizia assim: ‘Clarice Lispector escreveu Perto do Coração Selvagem. Eu sou o próprio coração selvagem.’” Ele conclui: “Orides estava muito próxima de um estado radical, selvagem, de apostar uma vida inteira em palavras, em versos, e até abdicar de relações em função da sua poesia.”
cultura
Sudoexpo lança festival Louvor e Violão e abre espaço para talentos da música gospel

A Sudoexpo, uma das maiores feiras multissetoriais do Centro-Oeste, traz uma grande novidade para sua próxima edição: o Festival Louvor e Violão. A iniciativa foi criada para valorizar e incentivar os talentos da música gospel, proporcionando um espaço especial para que cantores e músicos possam compartilhar sua fé por meio da arte.
O festival integra a programação da feira e promete reunir participantes de diferentes cidades da região, fortalecendo a cultura cristã e promovendo momentos de inspiração e adoração para o público. A proposta é ampliar ainda mais as oportunidades oferecidas pela Sudoexpo, que há anos se destaca por incentivar a música e revelar novos talentos.
Festival Louvor e Violão
Voltado para cantores do segmento gospel, o Festival Louvor e Violão busca valorizar artistas que utilizam a música como instrumento de evangelização e expressão da fé. As inscrições estarão abertas de 15 de julho a 15 de agosto e deverão ser realizadas por meio da plataforma Sympla, com acesso pelos canais oficiais da Sudoexpo e da Acirv.
Os participantes terão a oportunidade de se apresentar para um grande público durante a feira e concorrerão à premiação em troféus para os três primeiros colocados. As audições acontecerão de 24 a 27 de agosto, na UNIRV, enquanto as apresentações classificatórias e a grande final serão realizadas durante a programação oficial da Sudoexpo 2026.
Os já tradicionais e consolidados festivais Barzinho & Violão e Pirulito & Violão seguem com inscrições abertas na mesma data!
Sobre a Sudoexpo
A Sudoexpo 2026 chega à próxima edição consolidada como uma das maiores feiras multissetoriais do Centro-Oeste, com expectativa de movimentar cerca de R$ 100 milhões em negócios e receber aproximadamente 40 mil visitantes ao longo de quatro dias de evento. A estrutura contará com 7.900 m², reunindo 180 estandes e cerca de 150 empresas expositoras.
Com mais de 34 horas de programação e mais de 50 apresentações, a feira reforça sua força regional e a confiança do mercado, refletida nos mais de 80% dos estandes já comercializados.
Serviço
Data: 09 a 12 de setembro
Link inscrições Inscrições: 15 de julho a 15 de agosto
Local: Estacionamento do Teatro Lauro Martins++
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