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Governo Federal publica medida provisória que cria nova renegociação de dívidas rurais

Produtores rurais que enfrentaram sucessivas perdas nas últimas safras ganharam uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. Entrou em vigor a Medida Provisória (MP) nº 1.376/2026, que institui uma linha especial para renegociação e quitação de dívidas do crédito rural, abrangendo operações de custeio, investimento, comercialização e também Cédulas de Produto Rural (CPR).
A medida tem como objetivo oferecer condições mais favoráveis para produtores que acumularam prejuízos entre os anos de 2019 e 2025, permitindo o alongamento dos prazos de pagamento e a redução das taxas de juros.
Pelas regras gerais, poderão aderir ao programa produtores que registraram perdas em duas ou mais safras no período, com redução mínima de 30% da renda, provocada por fatores climáticos ou pela queda nos preços dos produtos agrícolas. Já os produtores que sofreram perdas exclusivamente em razão de eventos climáticos terão acesso a condições ainda mais vantajosas, desde que comprovem prejuízos em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda.
Em ambas as situações, a comprovação dos prejuízos deverá ser feita por meio de laudo técnico emitido por profissional legalmente habilitado.
A MP estabelece prazos de até oito anos para pagamento na modalidade geral e de até dez anos para os casos relacionados exclusivamente a perdas climáticas. Também está prevista carência de dois anos, período em que o produtor pagará apenas os juros da operação.
As taxas de juros variam conforme o porte do produtor. Na regra geral, os encargos ficam entre 6% e 12% ao ano. Já para os enquadrados na modalidade climática, os juros variam de 5% a 11% ao ano. Os valores financiáveis vão de R$ 400 mil a R$ 8 milhões, de acordo com o perfil e enquadramento do beneficiário.
O prazo para contratação é de 120 dias, contados a partir de 15 de julho de 2026, encerrando-se, portanto, em meados de novembro deste ano.
Embora a medida provisória já esteja em vigor, a efetiva contratação das operações ainda depende da regulamentação do governo federal e da disponibilização da linha de crédito pelas instituições financeiras. Especialistas orientam que os produtores aguardem a regulamentação antes de procurar os bancos, evitando deslocamentos e expectativas frustradas.
A MP também estabelece restrições. Não poderão aderir ao programa produtores com débitos inscritos na Dívida Ativa da União. Além disso, operações vinculadas a programas específicos poderão seguir regras próprias. O texto prevê ainda punições rigorosas para casos de apresentação de laudos falsos, responsabilizando tanto o beneficiário quanto o profissional responsável pela emissão do documento.
Diante das novas regras, a recomendação é que os produtores rurais busquem orientação técnica especializada para verificar se atendem aos critérios estabelecidos pela medida provisória e definir a estratégia mais adequada para renegociar seus débitos.
AGRO
Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória
Acordo prevê até 10 anos para pagamento e fundo garantidor

O governo federal e o Congresso Nacional fecharam na quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.
Acordo
Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA.
Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal.
“Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.
Adesão
A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.
Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:
Perdas em duas ou mais safras;
Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.
Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:
Três ou mais safras afetadas;
Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.
Condições
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.
As condições variam conforme o perfil do produtor.
Regra geral
Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:
Prazo: até oito anos para pagamento;
Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;
Entrada não será exigida.
Juros anuais:
6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
12% para os demais produtores.
Maiores perdas
Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:
Prazo de até 10 anos;
Carência de até dois anos; e
Entrada dispensada.
Juros anuais:
5% para o Pronaf;
8% para o Pronamp;
11% para grandes produtores.
Fundo garantidor
A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.
Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.
“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.
Outras medidas
Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:
Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;
Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;
Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;
Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.
Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorreu ainda na quarta-feira. Agência Brasil
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EXPO RIO VERDE 2026 FECHA COM SALDO POSITIVO, 200 MIL VISITANTES E IMPACTO DE R$ 100 MILHÕES NA ECONOMIA

A Expo Rio Verde 2026 chegou ao fim reafirmando o que o tempo já consolidou: muito mais do que uma feira agropecuária, o evento é um dos maiores motores de desenvolvimento econômico, social e cultural da região. Durante 11 dias, entre 2 e 12 de julho, a 66ª edição transformou Rio Verde em um grande palco de negócios, entretenimento e oportunidades, reunindo cerca de 200 mil pessoas em uma programação que fortaleceu o agronegócio e movimentou toda a cadeia produtiva do município.
Os números traduzem a grandiosidade da edição. Foram nove grandes shows, provas esportivas de alto nível, julgamentos de animais, exposições, gastronomia, espaços voltados às famílias e uma programação que valorizou as tradições do campo sem perder de vista a inovação que impulsiona o setor agropecuário.
Na arena, o rodeio distribuiu R$ 200 mil em premiações, reunindo alguns dos principais competidores do país e consolidando Rio Verde como referência nacional na modalidade. Ao mesmo tempo, cerca de mil animais passaram pelas pistas da Expo, evidenciando a força da pecuária regional, o elevado padrão genético dos rebanhos e a importância da feira como vitrine para negócios e valorização do setor.
Mas os impactos da Expo vão muito além dos portões do parque. A edição 2026 movimentou aproximadamente R$ 100 milhões na economia, resultado que contempla vendas de ingressos, comercialização de animais, negócios realizados durante a feira, prestação de serviços, comércio local, rede hoteleira, alimentação, transporte e diversos segmentos que encontraram no evento uma oportunidade concreta de crescimento.

Esse reflexo também foi sentido na geração de empregos. Ao longo da realização da feira, aproximadamente cinco mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, foram criados, beneficiando profissionais de diferentes áreas e reforçando o papel da Expo como uma importante indutora do desenvolvimento regional.
Cada expositor, patrocinador, empresário, produtor rural, competidor, artista, colaborador e visitante ajudou a escrever mais um capítulo dessa história. O sucesso da Expo Rio Verde é construído de forma coletiva, resultado da união entre tradição, planejamento, investimento e o compromisso permanente de oferecer uma experiência cada vez mais completa para quem vive e acredita na força do agronegócio.
Encerrar uma edição com resultados tão expressivos é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. A Expo Rio Verde segue evoluindo a cada ano, fortalecendo sua relevância para Goiás e para o Brasil, impulsionando negócios, gerando oportunidades e valorizando um setor que move a economia nacional.
A 66ª Expo Rio Verde deixa um legado de crescimento, recordações e conquistas.

Mais do que números, fica a certeza de que, quando o campo, a cidade e as pessoas caminham na mesma direção, os resultados ultrapassam expectativas e se transformam em desenvolvimento para toda a região.
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NATANZINHO LIMA ENCERRA A EXPO RIO VERDE 2026 COM SHOW HISTÓRICO E RECORDE DE PÚBLICO

A Expo Rio Verde 2026 chegou ao fim da melhor maneira possível: com uma arena lotada, muita emoção e um espetáculo que ficará para sempre na memória de quem viveu essa noite. No domingo (12), Natanzinho Lima subiu ao palco para encerrar a 66ª edição da feira e protagonizou um dos maiores shows da história do evento.
Fenômeno do arrocha e do brega, o cantor sergipano confirmou por que é um dos artistas mais queridos da atualidade. Durante cerca de duas horas e meia de apresentação, embalou o público com os maiores sucessos da carreira e transformou a arena em um grande coro, onde milhares de vozes cantavam cada música do início ao fim.
A conexão entre Natanzinho e o público foi um dos pontos altos da noite. Em um momento que levou os fãs ao delírio, o artista desceu do palco e foi para o meio da multidão, distribuindo sorrisos, tirando fotos e retribuindo de perto o carinho de quem esperava por esse encontro. Um gesto simples, mas que tornou o espetáculo ainda mais especial e inesquecível.


Do primeiro acorde ao último refrão, a energia tomou conta da Expo Rio Verde. O público cantou, dançou, se emocionou e fez da noite de domingo uma grande celebração. O carisma de Natanzinho Lima, aliado a um repertório repleto de sucessos, criou uma atmosfera única, encerrando a programação de shows em alto nível.
A apresentação também entrou para a história por outro motivo: a noite registrou o maior público desta edição da Expo Rio Verde, consolidando o sucesso de um evento que, ao longo de onze dias, reuniu tradição, entretenimento, negócios e o melhor do agronegócio.
Mais do que um encerramento, o show de Natanzinho Lima foi a celebração de uma edição marcada por grandes encontros, emoções e momentos inesquecíveis. A arena se despediu da Expo Rio Verde 2026 com a certeza de que novas histórias foram escritas e com a expectativa de tudo o que está por vir em 2027.
Porque algumas noites terminam quando as luzes se apagam. Outras permanecem vivas na lembrança de quem esteve presente. E a despedida da Expo Rio Verde 2026 foi, sem dúvida, uma delas.
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