Conecte-se conosco

AGRO

Com 2ª safra desafiadora, Aprosoja-GO realiza Abertura Estadual da Colheita de Milho em Mineiros

Publicado

ligado

Semeadura em janela desfavorável, baixos volumes de chuvas e estiagem prolongada em importantes regiões produtoras prejudicaram o desenvolvimento das lavouras de 2ª safra de milho em Goiás. Esses fatores devem levar à quebra de 30% da produção, segundo estimativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO).

Na 2ª safra de 2025, Goiás produziu 12,7 milhões de toneladas de milho durante um ótimo ciclo produtivo. Para a colheita que está prestes a começar, calcula a Aprosoja-GO, a produção não deve passar de 9 milhões de toneladas.

Além dos fatores ambientais, o aumento dos custos de produção, preços baixos, juros altos e endividamento do produtor tornam o cenário atual um dos mais desafiadores para a produção de grãos em Goiás nos últimos anos. Essa conjuntura será o pano de fundo do evento de Abertura Estadual da Colheita de Milho 2ª safra, que será realizado pela Aprosoja-GO no dia 26 de junho, em Mineiros.

Segundo o presidente da Aprosoja-GO, Clodoaldo Calegari, o evento será um momento de encontrar o produtor e demonstrar o apoio da associação. “A Aprosoja-GO busca estar ao lado do associado em todos os momentos, sejam de êxito ou frustração. Mas sabemos que são nos momentos de maior dificuldade é que a união é capaz de produzir melhores resultados”, ressalta.

Mineiros: destaque na produção de milho

Na edição deste ano, o município de Mineiros foi escolhido como sede do evento, devido à sua posição de destaque na agropecuária estadual. De acordo com os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mineiros foi responsável por 7% da produção goiana de milho em 2024.

Dados daquele ano também apontaram Mineiros como o 3º maior produtor de milho 2ª safra em Goiás e o 3º município em área plantada com o cereal, atrás de Rio Verde e Jataí. A produtividade média de Mineiros foi 10% superior à produtividade média do Estado, com 108 sacas por hectare, umas das maiores de Goiás.

O 1º diretor Regional Sudoeste da Aprosoja-GO e produtor no município, Carlos Augusto Porfírio, destaca que o evento coloca Mineiros no centro do agronegócio estadual. “A Abertura da Colheita de Milho firma a importância da 2ª safra para a nossa região”, ressalta. “Esperamos que esse evento seja muito bem recebido pela comunidade do agronegócio, pois trará informações de qualidade e oportunidades de negociação com excelentes fornecedores que estão nos apoiando.”

Programação do evento

A programação da Abertura Estadual da Colheita de Milho 2ª safra terá início às 08h00 e contempla café da manhã com patrocinadores, painel técnico sobre novas fontes de demanda de milho e oportunidades no mercado, palestra sobre as perspectivas econômicas para a cultura do milho com o especialista Paulo Molinari (Safras & Mercados), abertura institucional e colheita simbólica do milho. O evento segue com almoço e confraternização até às 17h.

O evento é exclusivo para produtores rurais e profissionais do agro e as pré-inscrições serão abertas na semana do evento no site da Aprosoja-GO: www.aprosojago.com.br.

SERVIÇO:

O QUÊ: Abertura Estadual da Colheita de Milho – 2ª safra 2026

ONDE: Haras SH Ranch (Estrada Coqueiros, sentido Morro do Pudim, km 2)

PISTA DE POUSO: aeroporto municipal (SWME), a 3,6 km do evento

QUANDO: sexta-feira, 26/06/2026

HORÁRIO: 08h00 às 17h00

INSCRIÇÕES: www.aprosojago.com.br

PÚBLICO-ALVO: produtores rurais e profissionais do agro

INFORMAÇÕES IMPRENSA: Wenya Alecrim – 64 981526063

Continuar lendo
Clique para comentar

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

AGRO

Governo Federal publica medida provisória que cria nova renegociação de dívidas rurais

Publicado

ligado

Por

Produtores rurais que enfrentaram sucessivas perdas nas últimas safras ganharam uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. Entrou em vigor a Medida Provisória (MP) nº 1.376/2026, que institui uma linha especial para renegociação e quitação de dívidas do crédito rural, abrangendo operações de custeio, investimento, comercialização e também Cédulas de Produto Rural (CPR).

A medida tem como objetivo oferecer condições mais favoráveis para produtores que acumularam prejuízos entre os anos de 2019 e 2025, permitindo o alongamento dos prazos de pagamento e a redução das taxas de juros.

Pelas regras gerais, poderão aderir ao programa produtores que registraram perdas em duas ou mais safras no período, com redução mínima de 30% da renda, provocada por fatores climáticos ou pela queda nos preços dos produtos agrícolas. Já os produtores que sofreram perdas exclusivamente em razão de eventos climáticos terão acesso a condições ainda mais vantajosas, desde que comprovem prejuízos em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda.

Em ambas as situações, a comprovação dos prejuízos deverá ser feita por meio de laudo técnico emitido por profissional legalmente habilitado.

A MP estabelece prazos de até oito anos para pagamento na modalidade geral e de até dez anos para os casos relacionados exclusivamente a perdas climáticas. Também está prevista carência de dois anos, período em que o produtor pagará apenas os juros da operação.

As taxas de juros variam conforme o porte do produtor. Na regra geral, os encargos ficam entre 6% e 12% ao ano. Já para os enquadrados na modalidade climática, os juros variam de 5% a 11% ao ano. Os valores financiáveis vão de R$ 400 mil a R$ 8 milhões, de acordo com o perfil e enquadramento do beneficiário.

O prazo para contratação é de 120 dias, contados a partir de 15 de julho de 2026, encerrando-se, portanto, em meados de novembro deste ano.

Embora a medida provisória já esteja em vigor, a efetiva contratação das operações ainda depende da regulamentação do governo federal e da disponibilização da linha de crédito pelas instituições financeiras. Especialistas orientam que os produtores aguardem a regulamentação antes de procurar os bancos, evitando deslocamentos e expectativas frustradas.

A MP também estabelece restrições. Não poderão aderir ao programa produtores com débitos inscritos na Dívida Ativa da União. Além disso, operações vinculadas a programas específicos poderão seguir regras próprias. O texto prevê ainda punições rigorosas para casos de apresentação de laudos falsos, responsabilizando tanto o beneficiário quanto o profissional responsável pela emissão do documento.

Diante das novas regras, a recomendação é que os produtores rurais busquem orientação técnica especializada para verificar se atendem aos critérios estabelecidos pela medida provisória e definir a estratégia mais adequada para renegociar seus débitos.

Continuar lendo

AGRO

Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória

Publicado

ligado

Por

Acordo prevê até 10 anos para pagamento e fundo garantidor

O governo federal e o Congresso Nacional fecharam na quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.

Acordo

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA.

Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal.

“Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.

Adesão

A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.

Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:

Perdas em duas ou mais safras;

Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.

Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:

Três ou mais safras afetadas;

Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.

Condições

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.

As condições variam conforme o perfil do produtor.

Regra geral

Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:

Prazo: até oito anos para pagamento;

Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;

Entrada não será exigida.

Juros anuais:

6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);

9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);

12% para os demais produtores.

Maiores perdas

Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:

Prazo de até 10 anos;

Carência de até dois anos; e

Entrada dispensada.

Juros anuais:

5% para o Pronaf;

8% para o Pronamp;

11% para grandes produtores.

Fundo garantidor

A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.

“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.

Outras medidas

Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:

Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;

Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;

Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;

Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.

Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorreu ainda na quarta-feira. Agência Brasil

Continuar lendo

AGRO

EXPO RIO VERDE 2026 FECHA COM SALDO POSITIVO, 200 MIL VISITANTES E IMPACTO DE R$ 100 MILHÕES NA ECONOMIA

Publicado

ligado

Por

A Expo Rio Verde 2026 chegou ao fim reafirmando o que o tempo já consolidou: muito mais do que uma feira agropecuária, o evento é um dos maiores motores de desenvolvimento econômico, social e cultural da região. Durante 11 dias, entre 2 e 12 de julho, a 66ª edição transformou Rio Verde em um grande palco de negócios, entretenimento e oportunidades, reunindo cerca de 200 mil pessoas em uma programação que fortaleceu o agronegócio e movimentou toda a cadeia produtiva do município.

Os números traduzem a grandiosidade da edição. Foram nove grandes shows, provas esportivas de alto nível, julgamentos de animais, exposições, gastronomia, espaços voltados às famílias e uma programação que valorizou as tradições do campo sem perder de vista a inovação que impulsiona o setor agropecuário.

Na arena, o rodeio distribuiu R$ 200 mil em premiações, reunindo alguns dos principais competidores do país e consolidando Rio Verde como referência nacional na modalidade. Ao mesmo tempo, cerca de mil animais passaram pelas pistas da Expo, evidenciando a força da pecuária regional, o elevado padrão genético dos rebanhos e a importância da feira como vitrine para negócios e valorização do setor.

Mas os impactos da Expo vão muito além dos portões do parque. A edição 2026 movimentou aproximadamente R$ 100 milhões na economia, resultado que contempla vendas de ingressos, comercialização de animais, negócios realizados durante a feira, prestação de serviços, comércio local, rede hoteleira, alimentação, transporte e diversos segmentos que encontraram no evento uma oportunidade concreta de crescimento.

Esse reflexo também foi sentido na geração de empregos. Ao longo da realização da feira, aproximadamente cinco mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, foram criados, beneficiando profissionais de diferentes áreas e reforçando o papel da Expo como uma importante indutora do desenvolvimento regional.

Cada expositor, patrocinador, empresário, produtor rural, competidor, artista, colaborador e visitante ajudou a escrever mais um capítulo dessa história. O sucesso da Expo Rio Verde é construído de forma coletiva, resultado da união entre tradição, planejamento, investimento e o compromisso permanente de oferecer uma experiência cada vez mais completa para quem vive e acredita na força do agronegócio.

Encerrar uma edição com resultados tão expressivos é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. A Expo Rio Verde segue evoluindo a cada ano, fortalecendo sua relevância para Goiás e para o Brasil, impulsionando negócios, gerando oportunidades e valorizando um setor que move a economia nacional.

A 66ª Expo Rio Verde deixa um legado de crescimento, recordações e conquistas.

Mais do que números, fica a certeza de que, quando o campo, a cidade e as pessoas caminham na mesma direção, os resultados ultrapassam expectativas e se transformam em desenvolvimento para toda a região.

Continuar lendo

Tendências