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Desemprego no Brasil recua a 5,2% e atinge menor nível desde 2012

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País registra aumento da ocupação, redução da informalidade e avanço do rendimento médio

247 – O mercado de trabalho brasileiro registrou avanços históricos no trimestre encerrado em novembro de 2025. A taxa de desocupação recuou para 5,2%, o menor nível desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012, refletindo a expansão da ocupação e a melhora dos indicadores de renda. Os dados fazem parte da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e indicam redução consistente do desemprego tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2024.

Desemprego e ocupação atingem níveis históricos

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O número representa queda de 7,2% frente ao trimestre móvel anterior e recuo de 14,9% na comparação anual.

Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,0 milhões de pessoas, novo recorde. O total cresceu 0,6% no trimestre e 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, o nível da ocupação chegou a 59,0% da população em idade de trabalhar, o maior já registrado.

Subutilização e desalento recuam no país

A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 13,5%, o menor percentual da série histórica. A população subutilizada somou 15,4 milhões de pessoas, o menor nível desde o fim de 2014, com queda tanto no trimestre quanto no ano.

A população subocupada por insuficiência de horas permaneceu estável no trimestre e recuou 9,1% na comparação anual. Já o número de pessoas fora da força de trabalho foi estimado em 66,0 milhões, sem variação significativa no trimestre, mas com crescimento de 1,9% no ano.

O contingente de desalentados ficou em 2,6 milhões de pessoas, o menor desde 2015, com redução de 12,9% em relação a 2024. O percentual de desalentados recuou para 2,3% da população na força de trabalho potencial.

Emprego formal e setor público batem recordes

O número de empregados no setor privado chegou a 53,0 milhões de pessoas, recorde da série histórica. Entre os trabalhadores com carteira assinada, o total atingiu 39,4 milhões, também o maior já registrado, com crescimento anual de 2,6%.

O contingente de empregados sem carteira assinada permaneceu estável no trimestre e apresentou queda de 3,4% no ano. No setor público, o número de ocupados alcançou 13,1 milhões, com crescimento tanto no trimestre quanto na comparação anual.

O número de trabalhadores por conta própria somou 26,0 milhões, mantendo estabilidade no curto prazo e crescimento de 2,9% em relação a 2024. A taxa de informalidade recuou para 37,7% da população ocupada, abaixo dos níveis observados nos períodos anteriores.

Renda média e massa salarial alcançam patamares máximos

O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos atingiu R$ 3.574, o maior valor da série histórica. O indicador apresentou alta de 1,8% no trimestre e de 4,5% no ano.

A massa de rendimento real habitual também bateu novo recorde, totalizando R$ 363,7 bilhões. O montante cresceu 2,5% no trimestre e 5,8% na comparação anual, reforçando o avanço da renda no mercado de trabalho brasileiro.

Diferenças por setor da economia

Na análise por grupamentos de atividade, o trimestre mostrou crescimento da ocupação apenas no setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. Na comparação anual, houve avanço também nos setores de transporte, armazenagem e correio.

Em relação aos rendimentos médios, o crescimento trimestral ocorreu apenas no grupamento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. Já na comparação com 2024, houve aumento em cinco grupamentos, incluindo agricultura, construção, serviços domésticos e setor público, enquanto os demais permaneceram estáveis.

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Presidente Lula visita Rio Verde e destaca avanços na educação e na saúde pública

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em Rio Verde na tarde de 2 de junho de 2026, durante agenda oficial em Goiás voltada às áreas da saúde e da educação. Após compromissos em Catalão, o chefe do Executivo federal visitou o Hospital Municipal Universitário (HMU), referência regional em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de outras autoridades, Lula conheceu a estrutura da unidade hospitalar, que ganhou destaque nacional ao realizar, em janeiro deste ano, a primeira cirurgia robótica pelo SUS na região utilizando o sistema Da Vinci X. A tecnologia permite procedimentos de alta complexidade com maior precisão, menor trauma aos pacientes e recuperação mais rápida.

A visita presidencial colocou Rio Verde no centro das atenções nacionais ao evidenciar os investimentos e os avanços tecnológicos da saúde pública municipal. O HMU é uma unidade 100% SUS e tem se consolidado como referência em atendimento especializado para a população do sudoeste goiano.

O Hospital Universitário da UniRV atende atualmente cerca de 700 mil habitantes de 28 municípios e passou a integrar o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A unidade também faz parte do seleto grupo de hospitais brasileiros que realizam cirurgia robótica totalmente pelo SUS. Em janeiro deste ano, entrou para a história ao realizar os primeiros procedimentos de prostatectomia radical robótica do Centro-Oeste utilizando o Sistema Cirúrgico Robótico Da Vinci X.

Para o superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Nilton Pereira, o modelo implantado em Rio Verde demonstra como a educação de qualidade pode fortalecer a saúde pública.

“É fundamental que os hospitais do Brasil, especialmente os do SUS, tenham parcerias com universidades. Aqui não se trata apenas de uma parceria, mas de um hospital construído conjuntamente pela Universidade e pelo município. A UniRV desenvolve um ensino de excelência em diversas áreas da saúde e, com essa estrutura, promove, juntamente com a cidade, um dos melhores hospitais do SUS em Goiás e, certamente, do Brasil. É o primeiro hospital do Centro-Oeste a realizar cirurgia robótica pelo SUS”, afirmou.

Nilton também destacou o potencial da instituição para a formação de especialistas.

“Nosso desejo, por meio do programa Agora Tem Especialistas, é ampliar cada vez mais a formação de profissionais em áreas prioritárias para o SUS. A UniRV reúne todas as condições para se tornar uma referência ainda maior na formação de especialistas. Parabenizo o reitor e a Prefeitura por essa iniciativa que valoriza tanto o ensino quanto a assistência à população.”

O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, ressaltou a importância da parceria institucional que possibilitou a concretização do projeto.

“Quero agradecer ao reitor Barella Netto e a toda a equipe da UniRV por acreditarem nesse projeto e investirem em uma estrutura que beneficia não apenas Rio Verde, mas toda a região. Hoje colhemos os frutos de um trabalho construído com responsabilidade, planejamento e compromisso com as pessoas.”

O reitor Barella Netto destacou a importância da visita para a instituição e para a comunidade acadêmica.

“Para nós, da Universidade de Rio Verde, é uma grande honra receber o presidente da República, o ministro da Saúde e demais autoridades para apresentar esta obra extraordinária, construída com recursos da Universidade de Rio Verde e do município. Este hospital demonstra nossa excelência no atendimento à população, na formação profissional, na pesquisa e no desenvolvimento da saúde pública. É um projeto que representa o compromisso da UniRV com a educação de qualidade e com a transformação social.”

A presença do presidente em Rio Verde foi considerada um marco para o município, especialmente pelo reconhecimento nacional da estrutura hospitalar local e pela visibilidade dada aos serviços de saúde oferecidos à população da região.

A agenda presidencial em Goiás também incluiu a inauguração da sede definitiva do Instituto Federal Goiano e do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão, reforçando o foco do governo federal em ações voltadas à educação e à saúde.

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Senado aprova projeto que cria política para estudantes superdotados

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Texto prevê aceleração de estudos e agrupamentos por interesses

O Senado aprovou na quarta-feira (27) o projeto de Lei (PL) 1049/2026 que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), para dar atendimento especializado e desenvolver esses alunos. O projeto  passará por análise presidencial para sanção.

A AH/SD é uma condição do neurodesenvolvimento que inclui potencial intelectual e capacidade de aprendizagem elevados.

Pelas regras aprovadas, esses estudantes deverão receber atendimento especializado que pode incluir aceleração de estudos, agrupamentos de estudantes pares ou grupos de interesse, e acesso a programas de enriquecimento, diferenciação ou aprofundamento curricular.

O texto prevê ainda a criação de centros de referência em altas habilidades ou superdotação em colaboração com estados e municípios. Os recursos devem vir do Fundo Social do Pré-sal, de loterias por quota fixa (bets), do salário-educação direcionado ao Fundeb,  e d recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Subnotificação

Dados do Censo Escolar de 2025 registraram cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados com AH/SD. Os números, entretanto podem ser maiores, segundo entidades como a Associação Mensa Internacional.

Para tratar a subidentificação nos censos escolares, o projeto cria um mecanismo de triagem anual de estudantes com instrumentos pedagógicos como o estudo de caso, de caráter exclusivamente pedagógico e indicativo. Ou seja, a triagem não poderá ser usada como laudo, parecer clínico ou comprovação diagnóstica.

Os resultados da triagem educacional terão caráter confidencial para subsidiar o planejamento pedagógico e encaminhamentos subsequentes.

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“Conquista histórica e civilizatória”, diz Lula sobre fim da escala 6×1

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como uma “conquista histórica e civilizatória” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise do Senado Federal.

Ao comentar a votação, Lula afirmou que a mudança representa um marco nas relações de trabalho brasileiras e reforça o compromisso do país com melhores condições de vida para a população trabalhadora.

“Conquista histórica e civilizatória”, declarou o presidente ao comentar a aprovação da proposta que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada semanal dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A aprovação do fim da escala 6×1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória.

Um compromisso assumido pelo Governo do Brasil.

A PEC aprovada pela Câmara prevê o fim da tradicional escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um. Pela nova regra, a jornada será limitada a cinco dias de trabalho semanais, com dois dias de descanso remunerado.

Redução da jornada ocorrerá sem corte salarial

O texto aprovado pelos deputados determina que a redução da carga horária ocorrerá sem qualquer redução de salários. A proposta estabelece uma fase de transição até a implementação definitiva das 40 horas semanais.

Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores passarão a ter direito automático a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse primeiro momento, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais.

A redução definitiva para 40 horas semanais ocorrerá 14 meses após a promulgação da PEC.

O governo federal acompanhou de perto as negociações em torno da proposta, considerada uma das mais importantes mudanças trabalhistas das últimas décadas. Integrantes da base governista defenderam a medida como instrumento de melhoria da qualidade de vida, aumento da produtividade e fortalecimento da saúde física e mental dos trabalhadores.

Debate sobre qualidade de vida ganhou força

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por movimentos sindicais, pesquisadores e parlamentares que passaram a apontar os impactos negativos das jornadas extensas sobre a saúde e o convívio familiar dos trabalhadores.

Defensores da proposta argumentam que modelos com mais dias de descanso tendem a reduzir afastamentos por adoecimento, elevar a produtividade e ampliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A PEC aprovada pela Câmara é resultado da articulação entre diferentes propostas apresentadas no Congresso Nacional. O texto final foi relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e unificou iniciativas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Érika Hilton (Psol-SP).

Setores essenciais terão regras específicas

Apesar da criação da regra geral de 40 horas semanais, o texto prevê exceções e regimes diferenciados para determinadas categorias profissionais, especialmente em setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.

A proposta também estabelece mecanismos de transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e contratos terceirizados vinculados à administração pública.

Agora, a PEC seguirá para votação no Senado Federal, onde precisará novamente ser aprovada em dois turnos por três quintos dos parlamentares para entrar definitivamente em vigor. Fonte: 247

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