politica
SABATINAS DA GLOBO EXPÕEM FORÇAS E FRAGILIDADES DOS PRESIDENCIÁVEIS
Entrevistas com Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury colocaram candidatos sob pressão e revelaram diferenças de experiência, comunicação e capacidade de detalhar propostas
JC OLIVEIRA

A série de entrevistas da Rede Globo com os principais candidatos à Presidência da República ofereceu ao eleitor uma oportunidade importante para observar os presidenciáveis fora do ambiente confortável dos palanques, propagandas eleitorais e redes sociais.
Conduzidas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, as sabatinas reuniram os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).
O formato de perguntas incisivas procurou confrontar os candidatos com contradições, declarações anteriores, resultados administrativos e propostas apresentadas durante a campanha.
O resultado foi revelador.
Nenhum candidato atravessou a entrevista sem dificuldades. Alguns demonstraram maior experiência administrativa; outros, melhor capacidade de comunicação. Houve ainda quem apostasse em propostas de grande impacto, mas encontrasse dificuldades quando solicitado a explicar como colocá-las em prática.
ROMEU ZEMA: COERÊNCIA LIBERAL, MAS CONTRADIÇÕES NA EXPERIÊNCIA ADMINISTRATIVA
Romeu Zema procurou reforçar sua identidade como administrador e defensor de uma agenda econômica liberal, baseada na redução do tamanho do Estado, privatizações, responsabilidade fiscal e maior participação da iniciativa privada.
Sua experiência à frente de Minas Gerais serviu como principal credencial.
Zema citou resultados fiscais de sua administração, incluindo a passagem de um déficit orçamentário para superávit. Entretanto, foi confrontado com o crescimento da dívida mineira durante seu período no governo.
Também enfrentou dificuldades em algumas afirmações sobre segurança pública. Checagens posteriores apontaram problemas em declarações sobre criminalidade, feminicídio e legislação relacionada às saídas temporárias de presos.
Politicamente, Zema manteve coerência com o eleitorado liberal e conservador, mas deixou uma questão importante: até que ponto consegue apresentar uma candidatura suficientemente diferente do bolsonarismo para conquistar eleitores de centro e, simultaneamente, disputar votos da direita?
Seu ponto forte foi a identidade econômica clara. A fragilidade apareceu quando resultados concretos de sua administração foram confrontados com algumas das premissas utilizadas em seu discurso nacional.
RONALDO CAIADO: EXPERIÊNCIA E SEGURANÇA COMO CARTÕES DE VISITA
Ronaldo Caiado procurou utilizar a experiência acumulada na vida pública e principalmente sua passagem pelo Governo de Goiás como prova de capacidade administrativa.
A segurança pública apareceu como sua principal bandeira.
Caiado defendeu maior integração entre as forças policiais brasileiras e países vizinhos para combater organizações criminosas, tráfico de drogas e armas.
Sua experiência administrativa lhe deu uma vantagem importante: diferentemente de candidatos que precisam explicar apenas aquilo que pretendem realizar, Caiado pôde recorrer aos resultados de Goiás para sustentar parte de seu discurso.
Por outro lado, encontrou dificuldades quando pressionado a detalhar medidas econômicas e fiscais.
Também houve questionamentos factuais. Checagem da Agência Lupa apontou, por exemplo, erro na descrição das atribuições da Europol e falta de contexto em algumas informações utilizadas sobre criminalidade e endividamento.
Outro ponto de repercussão foi sua defesa de anistia relacionada aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Caiado procura apresentar a proposta como instrumento de pacificação nacional, enquanto seus críticos enxergam riscos institucionais nessa posição.
A entrevista mostrou um candidato experiente, especialmente confortável ao falar de segurança e administração, mas que precisa apresentar com maior precisão como pretende executar seu projeto econômico em escala nacional.
RENAN SANTOS: COMUNICAÇÃO FORTE E PROPOSTAS DE ALTO IMPACTO
Renan Santos utilizou a entrevista para reforçar sua imagem de candidato antissistema.
Demonstrou facilidade de comunicação, disposição para o confronto e capacidade de produzir declarações com grande potencial de repercussão nas redes sociais.
Uma delas foi a defesa de que o Brasil desenvolva capacidade nuclear militar.
A proposta imediatamente abriu um debate sobre sua compatibilidade com a Constituição e os compromissos internacionais brasileiros.
Na segurança pública, Renan apresentou posições bastante duras contra o crime organizado. Checagens posteriores, entretanto, identificaram problemas em algumas de suas afirmações sobre legislação contra organizações criminosas, feminicídio e políticas climáticas.
Seu principal mérito foi utilizar a exposição nacional para consolidar uma identidade própria.
Mas sua principal qualidade também representa seu maior risco: propostas destinadas a provocar forte impacto político precisam sobreviver ao teste da Constituição, do orçamento, das relações internacionais e da capacidade real de execução.
Renan demonstrou capacidade para chamar atenção. Ainda precisa convencer uma parcela maior do eleitorado de que suas propostas podem ultrapassar o discurso de ruptura e se transformar em políticas públicas viáveis.
LULA: EXPERIÊNCIA PRESIDENCIAL, MAS NA DEFENSIVA
Luiz Inácio Lula da Silva entrou na entrevista em condição diferente dos demais.
Como presidente da República e candidato à reeleição, precisava responder não apenas sobre aquilo que pretende fazer, mas também pelo governo que atualmente comanda.
Isso mudou a dinâmica de sua sabatina.
Grande parte da entrevista foi ocupada por questionamentos relacionados a controvérsias envolvendo pessoas próximas ao presidente e seu governo.
Lula adotou uma postura combativa e demonstrou a experiência política acumulada ao longo de décadas. Entretanto, em alguns momentos mostrou irritação diante da insistência dos entrevistadores.
Um dos episódios mais delicados ocorreu quando negou ter estado com a lobista Roberta Luchsinger, afirmação posteriormente confrontada com registros fotográficos. O episódio ganhou destaque nas avaliações sobre as sabatinas.
O presidente também foi questionado sobre economia e dívida pública. Sua experiência no comando do país ficou evidente, mas a necessidade de responder por acontecimentos do atual mandato reduziu significativamente o espaço disponível para apresentar uma agenda de futuro.
Assim, Lula passou boa parte da entrevista em posição defensiva.
Para um presidente candidato à reeleição, esse é um risco: quanto mais tempo precisa utilizar explicando o presente e o passado, menos tempo possui para convencer o eleitor sobre os próximos quatro anos.
FLÁVIO BOLSONARO: FORÇA JUNTO À BASE, MAS DIFICULDADE PARA AMPLIAR O DISCURSO
Flávio Bolsonaro entrou na sabatina carregando inevitavelmente o peso político do sobrenome e do legado de Jair Bolsonaro.
A entrevista abordou sistema eleitoral, 8 de Janeiro, Banco Master, questões relacionadas à família Bolsonaro, economia e políticas públicas.
Flávio demonstrou capacidade para se comunicar diretamente com o eleitor conservador e procurou transformar algumas respostas em mensagens direcionadas à sua base.
Esse comportamento pode funcionar para manter mobilizado o eleitorado bolsonarista.
O desafio, entretanto, é outro: conquistar quem não faz parte desse núcleo.
Quando a discussão avançou para políticas públicas, economia e questões administrativas, algumas respostas ficaram no terreno das generalidades.
Também houve questionamentos sobre a precisão de determinadas afirmações feitas durante a entrevista.
O ponto forte de Flávio está na existência de uma base eleitoral claramente identificada e altamente mobilizada.
Sua fragilidade está justamente na necessidade de demonstrar autonomia política, preparo administrativo e capacidade de dialogar com os eleitores que não pertencem ao campo bolsonarista.
Para vencer uma eleição presidencial, preservar a base é importante. Ampliá-la é indispensável.
AUGUSTO CURY: IDEIAS DIFERENTES, MAS FALTA DETALHAR COMO EXECUTÁ-LAS
Augusto Cury encerrou a série apresentando um perfil completamente diferente dos políticos tradicionais.
Escritor e médico psiquiatra, estreante na disputa eleitoral, procurou construir sua participação sobre três pilares: combate à polarização, inovação tecnológica e uma visão mais humanista da administração pública.
Cury mostrou facilidade para formular reflexões e frases de impacto, característica de sua trajetória como escritor e palestrante.
Sua principal bandeira foi a utilização da inteligência artificial e da tecnologia para modernizar o Estado.
Também falou sobre redução de ministérios e cargos comissionados, telemedicina, violência contra a mulher, tributação das casas de apostas e modernização da atuação internacional brasileira.
Na segurança das mulheres, uma das propostas que mais chamaram atenção foi a utilização de tecnologia e drones como ferramentas auxiliares no combate ao feminicídio.
Na política externa, sugeriu modernizar a promoção comercial brasileira, chegando a mencionar influenciadores digitais associados à atuação das embaixadas.
As ideias conseguiram diferenciá-lo dos demais candidatos.
Mas a entrevista também revelou sua principal dificuldade: transformar conceitos em políticas públicas detalhadas.
Quando pressionado sobre custos, mecanismos de execução e funcionamento de determinadas propostas, Cury demonstrou dificuldades e chegou a relativizar algumas delas.
Além disso, checagem publicada após sua entrevista identificou imprecisões. Entre elas estava sua afirmação de que cada criança brasileira já nasceria devendo R$ 50 mil por causa da dívida pública. A divisão matemática da dívida pela população pode produzir valor semelhante, mas dívida pública não representa obrigação pessoal individual de cada brasileiro.
Também houve imprecisão na informação apresentada sobre a tributação das bets.
Cury trouxe assuntos importantes e pouco explorados pelos adversários, especialmente inteligência artificial, automação, saúde mental e transformação tecnológica.
Seu diferencial é justamente pensar fora da política tradicional.
Sua fragilidade é demonstrar como essas ideias seriam transformadas em programas governamentais com orçamento, legislação, equipes, metas e articulação com o Congresso Nacional.
NINGUÉM SAIU VENCEDOR ABSOLUTO
Depois das seis entrevistas, seria simplista apontar um vencedor.
Cada candidato entrou no estúdio com desafios diferentes.
-Zema precisava demonstrar que sua experiência administrativa e sua agenda liberal poderiam funcionar nacionalmente.
-Caiado precisava transformar os resultados de Goiás em credencial para governar o Brasil.
-Renan precisava utilizar a exposição nacional para tornar sua candidatura conhecida.
-Lula precisava defender seu governo e simultaneamente apresentar razões para conquistar um novo mandato.
-Flávio precisava mostrar que existe uma candidatura presidencial além do sobrenome Bolsonaro.
-E Augusto Cury precisava provar que boas ideias e capacidade de comunicação podem ser transformadas em competência administrativa.
Nenhum conseguiu cumprir integralmente essa missão.
Uma análise publicada após o encerramento das sabatinas destacou justamente o nervosismo, as generalidades e as dificuldades dos candidatos quando submetidos a perguntas mais incisivas. Também concluiu que não houve um grande vencedor nem alguém completamente destruído politicamente pelas entrevistas.
O GRANDE VENCEDOR PODE TER SIDO O ELEITOR
Há, entretanto, um aspecto positivo.
As entrevistas obrigaram os presidenciáveis a sair do ambiente controlado das campanhas.
Nas redes sociais, candidatos escolhem o assunto, editam vídeos, selecionam perguntas e publicam apenas aquilo que interessa à estratégia eleitoral.
Em uma entrevista ao vivo e sob pressão, isso muda.
Contradições aparecem. Números são questionados. Promessas precisam ser explicadas. Experiências administrativas são confrontadas com resultados.
E justamente aí está o valor democrático desse tipo de sabatina.
O eleitor não deveria escolher seu candidato apenas por quem apresentou a melhor frase, demonstrou maior tranquilidade ou venceu determinado confronto com os entrevistadores.
É preciso observar algo mais profundo: quem conhece efetivamente os problemas do Brasil e apresenta soluções capazes de funcionar na realidade.
Uma proposta presidencial precisa responder perguntas básicas: quanto custa? De onde virá o dinheiro? Depende do Congresso? É constitucional? Qual será o prazo? Quais serão as prioridades? E quais resultados poderão ser cobrados depois?
Nesse quesito, as seis entrevistas mostraram que ainda existe uma distância considerável entre o discurso eleitoral e o detalhamento necessário para governar um país da dimensão do Brasil.
As sabatinas terminaram.
Agora, começa uma fase ainda mais importante: comparar não apenas personalidades e discursos, mas projetos de país.
Porque vencer uma entrevista pode produzir manchetes e votos.
Governar o Brasil exige muito mais.
politica
Câmara de Rio Verde homenageia 13 personalidades em duas sessões solenes
Em duas noites de reconhecimento, Legislativo concedeu Títulos de Cidadão Rio-verdense e Comendas a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município

A Câmara Municipal de Rio Verde realizou, nos dias 24 e 25 de agosto, duas Sessões Solenes de Entrega de Honrarias, homenageando 13 personalidades com trajetórias de destaque em diferentes áreas da sociedade. As cerimônias, realizadas no Plenário da Casa de Leis, foram marcadas pelo reconhecimento a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social, cultural, esportivo, educacional e institucional do município.
Na primeira solenidade, realizada na segunda-feira, 24, seis personalidades receberam o Título de Cidadão Rio-verdense. Já na terça-feira, 25, sete homenageados foram agraciados com diferentes Comendas, concedidas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados a Rio Verde.
O presidente da Câmara, Cabo Moraes, destacou durante as cerimônias que as honrarias representam uma forma de o Poder Legislativo reconhecer publicamente pessoas que ajudaram e continuam ajudando a construir a história do município.

Seis novos cidadãos rio-verdenses
Na primeira noite de homenagens, receberam o Título de Cidadão Rio-verdense personalidades que, embora nascidas em outros municípios, escolheram Rio Verde para viver, trabalhar e contribuir com a comunidade.
O Pastor Ernesto Passos Santos de Souza, natural de Morro do Chapéu (BA), recebeu a homenagem por iniciativa da vereadora Nayara Barcelos. Pastor Regional da Assembleia de Deus Filadélfia, ele é fundador da AMPARE, Casa de Apoio a Pessoas com Câncer e Familiares, além de voluntário do Projeto Fé e Espiritualidade do Hospital do Câncer de Rio Verde.
Nilton César Moreira Jorge, natural de Paranaiguara (GO), foi homenageado pelo presidente Cabo Moraes. Morador de Rio Verde desde 1984, construiu trajetória no serviço público, principalmente nas áreas de educação e conscientização para o trânsito, além de atuação comunitária e pastoral.
O vereador Nilsim da Saúde concedeu a honraria ao Dr. Júlio Márcio Ferreira do Carmo, natural de Quirinópolis (GO). Cirurgião-dentista e servidor municipal desde 2011, ele ocupou funções de coordenação e direção na área odontológica e contribuiu para a implantação do Programa de Atendimento Emergencial Odontológico 24 horas.
Na área da segurança pública, o Coronel Euler Barbosa da Silva Filho, natural de Goiânia, recebeu o título por iniciativa do vereador Soldado Fernando. Atualmente subcomandante do 8º Comando Regional da Polícia Militar, possui carreira marcada pela participação no planejamento e execução de ações de segurança em Rio Verde e região.
Também recebeu o título o secretário municipal de Saúde, Thiago dos Santos Souza, natural de Goiânia e morador de Rio Verde desde 2003. A homenagem foi proposta pelo vereador Túlio Barcelos. Enfermeiro e servidor público desde 2012, Thiago participou da implantação da primeira UTI do Hospital Municipal Universitário e teve atuação destacada durante a pandemia da Covid-19. Desde 2025, comanda a Secretaria Municipal de Saúde.
Completando os homenageados da primeira solenidade, o 3º Sargento João Paulo Evangelista, natural de Nova Crixás (GO), recebeu o título por iniciativa do vereador Dieison Lima. Integrante da Polícia Militar desde 2016 e atuando na Companhia de Policiamento Especializado (CPE), possui qualificações em operações aéreas, inteligência, patrulhamento tático e ações especializadas.
Comendas reconhecem sete trajetórias
Na terça-feira, 25, a Câmara realizou a segunda Sessão Solene, desta vez para a entrega de sete Comendas. A cerimônia reuniu homenageados, familiares, vereadores, autoridades e representantes de diferentes segmentos da sociedade.
Os primeiros homenageados foram Dr. Wagner Guimarães Nascimento, o Dr. Waninho, e Armando Fonseca Junior, que receberam a Comenda Sebastião Arantes pelos serviços prestados à política. As homenagens foram propostas, respectivamente, pelo vereador Armando Filho e pelo presidente Cabo Moraes.
Nascidos em Montividiu, quando o município ainda era distrito de Rio Verde, ambos tiveram participação na vida pública. Dr. Waninho, formado em Medicina pela UFMG, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e exerceu dois mandatos como deputado estadual. Armando Fonseca Junior, formado em Direito, também foi vereador e presidente do Legislativo rio-verdense, participou do processo de emancipação de Montividiu e tornou-se o primeiro prefeito daquele município.
A cultura também ganhou destaque com a homenagem a Altino Vieira Cardoso, o Rony Cardoso, que recebeu a Comenda Fátima Leão, proposta pelo vereador Luciano Perpétuo. Cantor e compositor, Rony construiu uma longa trajetória musical, com projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980. Atualmente, coordena a Orquestra de Sanfoneiros e Violeiros da Secretaria Municipal de Cultura.
O Dr. Sidon Oliveira Cardoso recebeu a Comenda Antônio Chavaglia, por iniciativa do vereador Iran Cabral, pelos serviços prestados ao cooperativismo. Médico urologista e fundador da Unimed Rio Verde, também preside o Conselho de Administração do Sicoob Unicidades.
Na área da saúde, o vereador Dieison Lima homenageou o Dr. Mário Augusto Padula Castro com a Comenda José Marques Ferreira. Médico radiologista, atua desde 2005 na Clínica Radiológica de Rio Verde e, desde 2011, integra o corpo docente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde. Atualmente, preside o CODERV.
O esporte foi representado por Kênia Souza Leite, que recebeu a Comenda Desportiva Sebastião Freitas da Silva (Gansão), proposta pelo vereador Gerlos. Entre suas atividades, destaca-se a presidência do Clube Resenhas, projeto de futsal feminino voltado à formação de atletas, inclusão e fortalecimento da participação das mulheres no esporte.
Encerrando as homenagens, Ana Paula da Silva recebeu a Comenda César da Cunha Bastos, por iniciativa do vereador Chico KGL, pelos serviços prestados à educação. Com mais de duas décadas de atuação na área, dirigiu a Creche de Amor São Francisco e atualmente está à frente do CMEI Professora Judith Lara Alves Augusto.
Reconhecimento a quem contribui com Rio Verde
As duas sessões evidenciaram a diversidade das trajetórias reconhecidas pelo Legislativo, reunindo representantes da saúde, educação, segurança pública, política, cultura, esporte, cooperativismo, serviço público, atividades religiosas e projetos sociais.
Ao final das solenidades, o presidente Cabo Moraes agradeceu aos homenageados, familiares, autoridades e convidados e ressaltou que as honrarias representam não apenas uma homenagem individual, mas o reconhecimento de Rio Verde às pessoas que dedicaram parte de suas vidas ao crescimento, desenvolvimento e bem-estar da comunidade.
A programação de solenidades da Câmara continua no dia 1º de setembro, às 19 horas, quando o Plenário receberá uma cerimônia em comemoração ao Dia do Educador Físico.
politica
Caiado defende segurança, ajuste fiscal e anistia durante entrevista na Globo
Candidato do PSD à Presidência apresentou propostas para segurança pública e economia e voltou a defender a superação da polarização política no país

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, participou na noite desta terça-feira (25) da série de entrevistas da TV Globo com os presidenciáveis. A sabatina, conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, foi exibida ao vivo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo. Caiado foi o segundo candidato a participar da série, iniciada na segunda-feira (24) com Romeu Zema (Novo).
Durante a entrevista, Caiado buscou apresentar sua candidatura como uma alternativa à polarização política nacional. Um dos assuntos de maior repercussão foi a defesa de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o candidato, caso seja eleito, a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional com o argumento de contribuir para a pacificação política do país.
A segurança pública, uma das principais bandeiras políticas de Caiado, também ganhou espaço significativo. O candidato defendeu maior integração entre os países sul-americanos para enfrentar o narcotráfico, o contrabando de armas, a lavagem de dinheiro e as organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
Entre as propostas apresentadas está a criação de uma força de cooperação policial entre países da América do Sul, chamada de SulPol. Caiado afirmou que a iniciativa permitiria operações integradas contra o crime organizado. Questionado sobre soberania nacional, disse que não autorizaria uma intervenção militar dos Estados Unidos para combater facções criminosas no território brasileiro, defendendo que o problema seja enfrentado por meio da cooperação entre os próprios países da região.
Ao explicar a proposta, Caiado utilizou a Europol como referência. Durante a entrevista, porém, César Tralli observou que a agência europeia atua principalmente na cooperação e no intercâmbio de informações e não possui poder próprio para efetuar prisões. Checagem publicada posteriormente pela Agência Lupa também apontou imprecisão nessa comparação.
Na área econômica, o candidato foi questionado sobre dívida pública, controle dos gastos, Previdência e salário mínimo. Caiado defendeu maior eficiência administrativa e propôs estabelecer, por meio de emenda constitucional, um limite para os gastos públicos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Entretanto, durante a sabatina, não detalhou quais despesas seriam reduzidas nem apresentou mudanças específicas para a Previdência.
Ao longo da entrevista, Caiado procurou utilizar sua experiência administrativa em Goiás como credencial para chegar ao Palácio do Planalto e reforçou a intenção de ocupar um espaço político fora da disputa direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A participação também foi marcada por momentos de confronto entre o candidato e os entrevistadores, especialmente quando foram cobrados detalhes sobre suas propostas. Em diferentes momentos, Renata Vasconcellos e César Tralli interromperam Caiado para pedir respostas mais objetivas ou apresentar contrapontos.
Com a entrevista em rede nacional, Ronaldo Caiado ganhou uma das principais vitrines de sua campanha presidencial, colocando no centro do debate temas que pretende transformar em marcas de sua candidatura: segurança pública, combate ao crime organizado, gestão fiscal e o discurso de pacificação política.
A série da Globo prossegue com outros candidatos à Presidência. As entrevistas são realizadas ao vivo e, neste ano, pela primeira vez, estão sendo exibidas logo após o Jornal Nacional, em espaço específico da programação.
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Lucas do Vale e Paulo do Vale reúnem cerca de 3 mil pessoas em Rio Verde

Os candidatos a deputado federal Lucas do Vale e a deputado estadual Paulo do Vale reuniram mais de 3 mil pessoas em uma grande reunião realizada nesta segunda-feira, 25, em Rio Verde. O encontro contou, em sua maioria, com a participação de profissionais da educação das redes estadual, municipal e particular de ensino.
Durante a reunião, Paulo do Vale destacou os avanços alcançados pela educação de Rio Verde nos últimos anos, especialmente o desempenho do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo ele, antes de assumir o mandato, Rio Verde estava entre as últimas colocações e hoje ocupa o primeiro lugar em Goiás e o segundo lugar no Brasil.

“Quando assumimos, Rio Verde estava entre as últimas colocações na educação. Hoje, somos o primeiro lugar no Ideb em Goiás e o segundo lugar no Brasil. Isso é resultado de trabalho, planejamento, investimento e, principalmente, da valorização dos nossos professores. São eles que fazem a diferença todos os dias dentro das nossas escolas”, destacou Paulo do Vale.
Lucas do Vale também ressaltou seu compromisso com a educação e lembrou os recursos já destinados ao setor em Rio Verde, além de defender a ampliação desse trabalho em âmbito nacional.
“Eu acredito na educação como ferramenta de transformação. Em Rio Verde, já destinei R$ 1,5 milhão para a educação, porque sei que investir nessa área é investir no futuro das nossas crianças e jovens. Quero continuar esse trabalho e, agora, levar essa experiência e esse compromisso para o Congresso Nacional, ajudando a transformar a educação de Goiás”, afirmou Lucas do Vale.
A reunião contou ainda com a presença do prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, da primeira-dama e secretária de Assistência Social, Lara Carrijo, além de vereadores, lideranças políticas e comunitárias e representantes de diferentes setores da sociedade. A mobilização marcou mais um momento de fortalecimento das candidaturas de Lucas do Vale e Paulo do Vale em Rio Verde.
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