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Lula avança entre independentes e abre 13 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Quaest

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Presidente sobe oito pontos no eleitorado independente, enquanto senador perde sete pontos no mesmo recorte da pesquisa

O presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno entre eleitores independentes, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O levantamento, segundo o G1, mostra o petista 13 pontos à frente do parlamentar nesse segmento, considerado estratégico para as eleições de outubro.

De acordo com a pesquisa, Lula passou de 29% em maio para 37% em junho entre os eleitores independentes, alta de oito pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 24%, queda de sete pontos.

O grupo representa cerca de um terço do eleitorado e pode ter peso decisivo na disputa presidencial. “A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula. Mas também chama atenção a oscilação negativa que Flávio obtém entre a direita não-bolsonarista”, ressaltou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Nesse recorte dos eleitores independentes, a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. O percentual de entrevistados que afirmam não votar em nenhum dos dois candidatos caiu de 35% para 30%, enquanto os indecisos passaram de 5% para 9%.

Avanço de Lula aparece em outros cenários de 2º turno

A vantagem de Lula entre eleitores independentes também aparece em simulações contra outros nomes da oposição. Contra Romeu Zema (Novo-MG), Lula subiu de 34% para 40%, enquanto o governador mineiro caiu de 34% para 24%.

O percentual dos que dizem não votar passou de 24% para 28%, e os indecisos se mantiveram em 8%. No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD-GO), Lula também avançou de 34% para 40% entre independentes. Caiado recuou de 33% para 24%. Os eleitores que afirmam não votar em nenhum dos dois passaram de 26% para 28%, enquanto os indecisos oscilaram de 7% para 8%.

Na simulação contra Renan Santos, Lula passou de 36% para 40%, enquanto o pré-candidato do Missão caiu de 29% para 19%. O percentual dos que não pretendem votar em nenhum dos dois recuou de 37% para 33%, e os indecisos permaneceram em 8%.

Flávio recua entre a direita não-bolsonarista

A pesquisa também identificou oscilação negativa de Flávio Bolsonaro entre eleitores classificados como direita não-bolsonarista. Nesse grupo, Flávio passou de 88% para 82% em uma simulação de segundo turno contra Lula.

Em outros cenários, nomes da oposição registraram movimento diferente nesse mesmo segmento. Contra Lula, Caiado passou de 69% para 76%. Zema subiu de 74% para 77%, enquanto Renan Santos avançou de 53% para 70%. Para esse recorte, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Aprovação de Lula melhora entre independentes

A Quaest também mediu a aprovação do governo Lula. No conjunto total dos entrevistados, o cenário permaneceu praticamente estável em relação a maio. A desaprovação passou de 49% para 48%, enquanto a aprovação subiu de 46% para 47%.

Entre os eleitores independentes, porém, a melhora foi mais visível. A desaprovação ao governo caiu de 52% em maio para 47% em junho. Já a aprovação passou de 37% para 41%.

Pesquisa marca mudança em cenário que vinha empatado

O levantamento de junho mostra uma alteração em relação ao quadro observado desde março, quando Lula e Flávio Bolsonaro apareciam em empate técnico nas simulações de segundo turno. Agora, considerando o eleitorado geral, Lula abriu seis pontos de vantagem sobre o senador.

Apesar do avanço, a disputa segue mais apertada do que no início da série da Quaest. Em agosto de 2025, Lula tinha 16 pontos de vantagem. Em dezembro, essa diferença caiu para dez pontos, período em que Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura.

O levantamento de junho é o primeiro da Quaest a captar a reação do eleitorado a episódios recentes, como a revelação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, além de medidas anunciadas pelo governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para taxar produtos brasileiros e classificar facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026. 247 Brasil

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