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Lula avança entre independentes e abre 13 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, aponta Quaest

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Presidente sobe oito pontos no eleitorado independente, enquanto senador perde sete pontos no mesmo recorte da pesquisa

O presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno entre eleitores independentes, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O levantamento, segundo o G1, mostra o petista 13 pontos à frente do parlamentar nesse segmento, considerado estratégico para as eleições de outubro.

De acordo com a pesquisa, Lula passou de 29% em maio para 37% em junho entre os eleitores independentes, alta de oito pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 24%, queda de sete pontos.

O grupo representa cerca de um terço do eleitorado e pode ter peso decisivo na disputa presidencial. “A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula. Mas também chama atenção a oscilação negativa que Flávio obtém entre a direita não-bolsonarista”, ressaltou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

Nesse recorte dos eleitores independentes, a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. O percentual de entrevistados que afirmam não votar em nenhum dos dois candidatos caiu de 35% para 30%, enquanto os indecisos passaram de 5% para 9%.

Avanço de Lula aparece em outros cenários de 2º turno

A vantagem de Lula entre eleitores independentes também aparece em simulações contra outros nomes da oposição. Contra Romeu Zema (Novo-MG), Lula subiu de 34% para 40%, enquanto o governador mineiro caiu de 34% para 24%.

O percentual dos que dizem não votar passou de 24% para 28%, e os indecisos se mantiveram em 8%. No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD-GO), Lula também avançou de 34% para 40% entre independentes. Caiado recuou de 33% para 24%. Os eleitores que afirmam não votar em nenhum dos dois passaram de 26% para 28%, enquanto os indecisos oscilaram de 7% para 8%.

Na simulação contra Renan Santos, Lula passou de 36% para 40%, enquanto o pré-candidato do Missão caiu de 29% para 19%. O percentual dos que não pretendem votar em nenhum dos dois recuou de 37% para 33%, e os indecisos permaneceram em 8%.

Flávio recua entre a direita não-bolsonarista

A pesquisa também identificou oscilação negativa de Flávio Bolsonaro entre eleitores classificados como direita não-bolsonarista. Nesse grupo, Flávio passou de 88% para 82% em uma simulação de segundo turno contra Lula.

Em outros cenários, nomes da oposição registraram movimento diferente nesse mesmo segmento. Contra Lula, Caiado passou de 69% para 76%. Zema subiu de 74% para 77%, enquanto Renan Santos avançou de 53% para 70%. Para esse recorte, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Aprovação de Lula melhora entre independentes

A Quaest também mediu a aprovação do governo Lula. No conjunto total dos entrevistados, o cenário permaneceu praticamente estável em relação a maio. A desaprovação passou de 49% para 48%, enquanto a aprovação subiu de 46% para 47%.

Entre os eleitores independentes, porém, a melhora foi mais visível. A desaprovação ao governo caiu de 52% em maio para 47% em junho. Já a aprovação passou de 37% para 41%.

Pesquisa marca mudança em cenário que vinha empatado

O levantamento de junho mostra uma alteração em relação ao quadro observado desde março, quando Lula e Flávio Bolsonaro apareciam em empate técnico nas simulações de segundo turno. Agora, considerando o eleitorado geral, Lula abriu seis pontos de vantagem sobre o senador.

Apesar do avanço, a disputa segue mais apertada do que no início da série da Quaest. Em agosto de 2025, Lula tinha 16 pontos de vantagem. Em dezembro, essa diferença caiu para dez pontos, período em que Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura.

O levantamento de junho é o primeiro da Quaest a captar a reação do eleitorado a episódios recentes, como a revelação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, além de medidas anunciadas pelo governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para taxar produtos brasileiros e classificar facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026. 247 Brasil

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Sessões de Setembro resultam na aprovação de 30 Leis, 07 Decretos, 10 Moções de Aplausos e 331 Requerimentos

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Realizadas entre os dias 14 e 18 de setembro, as sessões legislativas do mês resultaram na aprovação de 30 Leis, 07 Decretos Legislativos, 10 Moções de Aplausos e 331 Requerimentos. Entre as matérias aprovadas, 18 foram de iniciativa do Poder Executivo e 29 do Legislativo.

A semana de sessões contou com a participação de representantes de diversas entidades, entre elas o Hospital de Olhos de Rio Verde, o Instituto Vera’s, a Associação Brasil Central – Ministério dos Desbravadores, o CTG Querência de Rio Verde e a Associação Beneficente Auta de Souza (ABAS).

Entre as matérias aprovadas, destaca-se a Lei nº 7.899/2026, que ajusta o PPA, a LDO e a LOA de 2026 para viabilizar R$ 350 mil em créditos especiais, destinados ao Programa Rio Verde Digital e à educação especial, além de adequar recursos para uma parceria entre o Município e a UniRV voltada ao desenvolvimento de tecnologia de acessibilidade digital, com uso de Avatar 3D em Libras, promovendo inovação e inclusão digital.

Outro destaque é a Lei nº 7.904/2026, que institui o FUMDAF, fundo destinado a apoiar financeiramente e tecnicamente os agricultores familiares vinculados ao PROCINVERDE, com recursos para a produção agropecuária, a assistência técnica, a capacitação, a sustentabilidade, a comercialização e a inovação, fortalecendo a agricultura familiar, o abastecimento e o desenvolvimento rural de Rio Verde.

Os vereadores também aprovaram a Lei nº 7.905/2026, que institui o REFIS de Rio Verde, permitindo a regularização de débitos municipais vencidos até 31 de dezembro de 2025, com descontos de até 90% em multas e juros e parcelamento em até 36 vezes. A adesão ao programa poderá ser feita de 1º de outubro a 13 de novembro de 2026.

Por fim, a Câmara aprovou por unanimidade a Lei nº 7.909/2026, que altera o prazo para a regularização de construções na zona urbana de Rio Verde por meio do Termo de Aceite, permitindo que edificações concluídas até 30 de setembro de 2026 sejam contempladas, desde que atendidos os requisitos legais.

Encerrando a semana de sessões, a Mesa Diretora agradeceu aos vereadores, ao público presente e aos internautas pela participação e convidou toda a população a participar das sessões solenes de entrega de honrarias, que serão realizadas nos dias 24, 29 e 30 de setembro, às 19 horas, no Plenário da Câmara Municipal de Rio Verde.

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SABATINAS DA GLOBO EXPÕEM FORÇAS E FRAGILIDADES DOS PRESIDENCIÁVEIS

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Entrevistas com Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury colocaram candidatos sob pressão e revelaram diferenças de experiência, comunicação e capacidade de detalhar propostas

JC OLIVEIRA

A série de entrevistas da Rede Globo com os principais candidatos à Presidência da República ofereceu ao eleitor uma oportunidade importante para observar os presidenciáveis fora do ambiente confortável dos palanques, propagandas eleitorais e redes sociais.

Conduzidas pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, as sabatinas reuniram os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

O formato de perguntas incisivas procurou confrontar os candidatos com contradições, declarações anteriores, resultados administrativos e propostas apresentadas durante a campanha.

O resultado foi revelador.

Nenhum candidato atravessou a entrevista sem dificuldades. Alguns demonstraram maior experiência administrativa; outros, melhor capacidade de comunicação. Houve ainda quem apostasse em propostas de grande impacto, mas encontrasse dificuldades quando solicitado a explicar como colocá-las em prática.

ROMEU ZEMA: COERÊNCIA LIBERAL, MAS CONTRADIÇÕES NA EXPERIÊNCIA ADMINISTRATIVA

Romeu Zema procurou reforçar sua identidade como administrador e defensor de uma agenda econômica liberal, baseada na redução do tamanho do Estado, privatizações, responsabilidade fiscal e maior participação da iniciativa privada.

Sua experiência à frente de Minas Gerais serviu como principal credencial.

Zema citou resultados fiscais de sua administração, incluindo a passagem de um déficit orçamentário para superávit. Entretanto, foi confrontado com o crescimento da dívida mineira durante seu período no governo.

Também enfrentou dificuldades em algumas afirmações sobre segurança pública. Checagens posteriores apontaram problemas em declarações sobre criminalidade, feminicídio e legislação relacionada às saídas temporárias de presos.

Politicamente, Zema manteve coerência com o eleitorado liberal e conservador, mas deixou uma questão importante: até que ponto consegue apresentar uma candidatura suficientemente diferente do bolsonarismo para conquistar eleitores de centro e, simultaneamente, disputar votos da direita?

Seu ponto forte foi a identidade econômica clara. A fragilidade apareceu quando resultados concretos de sua administração foram confrontados com algumas das premissas utilizadas em seu discurso nacional.

RONALDO CAIADO: EXPERIÊNCIA E SEGURANÇA COMO CARTÕES DE VISITA

Ronaldo Caiado procurou utilizar a experiência acumulada na vida pública e principalmente sua passagem pelo Governo de Goiás como prova de capacidade administrativa.

A segurança pública apareceu como sua principal bandeira.

Caiado defendeu maior integração entre as forças policiais brasileiras e países vizinhos para combater organizações criminosas, tráfico de drogas e armas.

Sua experiência administrativa lhe deu uma vantagem importante: diferentemente de candidatos que precisam explicar apenas aquilo que pretendem realizar, Caiado pôde recorrer aos resultados de Goiás para sustentar parte de seu discurso.

Por outro lado, encontrou dificuldades quando pressionado a detalhar medidas econômicas e fiscais.

Também houve questionamentos factuais. Checagem da Agência Lupa apontou, por exemplo, erro na descrição das atribuições da Europol e falta de contexto em algumas informações utilizadas sobre criminalidade e endividamento.

Outro ponto de repercussão foi sua defesa de anistia relacionada aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Caiado procura apresentar a proposta como instrumento de pacificação nacional, enquanto seus críticos enxergam riscos institucionais nessa posição.

A entrevista mostrou um candidato experiente, especialmente confortável ao falar de segurança e administração, mas que precisa apresentar com maior precisão como pretende executar seu projeto econômico em escala nacional.

RENAN SANTOS: COMUNICAÇÃO FORTE E PROPOSTAS DE ALTO IMPACTO

Renan Santos utilizou a entrevista para reforçar sua imagem de candidato antissistema.

Demonstrou facilidade de comunicação, disposição para o confronto e capacidade de produzir declarações com grande potencial de repercussão nas redes sociais.

Uma delas foi a defesa de que o Brasil desenvolva capacidade nuclear militar.

A proposta imediatamente abriu um debate sobre sua compatibilidade com a Constituição e os compromissos internacionais brasileiros.

Na segurança pública, Renan apresentou posições bastante duras contra o crime organizado. Checagens posteriores, entretanto, identificaram problemas em algumas de suas afirmações sobre legislação contra organizações criminosas, feminicídio e políticas climáticas.

Seu principal mérito foi utilizar a exposição nacional para consolidar uma identidade própria.

Mas sua principal qualidade também representa seu maior risco: propostas destinadas a provocar forte impacto político precisam sobreviver ao teste da Constituição, do orçamento, das relações internacionais e da capacidade real de execução.

Renan demonstrou capacidade para chamar atenção. Ainda precisa convencer uma parcela maior do eleitorado de que suas propostas podem ultrapassar o discurso de ruptura e se transformar em políticas públicas viáveis.

LULA: EXPERIÊNCIA PRESIDENCIAL, MAS NA DEFENSIVA

Luiz Inácio Lula da Silva entrou na entrevista em condição diferente dos demais.

Como presidente da República e candidato à reeleição, precisava responder não apenas sobre aquilo que pretende fazer, mas também pelo governo que atualmente comanda.

Isso mudou a dinâmica de sua sabatina.

Grande parte da entrevista foi ocupada por questionamentos relacionados a controvérsias envolvendo pessoas próximas ao presidente e seu governo.

Lula adotou uma postura combativa e demonstrou a experiência política acumulada ao longo de décadas. Entretanto, em alguns momentos mostrou irritação diante da insistência dos entrevistadores.

Um dos episódios mais delicados ocorreu quando negou ter estado com a lobista Roberta Luchsinger, afirmação posteriormente confrontada com registros fotográficos. O episódio ganhou destaque nas avaliações sobre as sabatinas.

O presidente também foi questionado sobre economia e dívida pública. Sua experiência no comando do país ficou evidente, mas a necessidade de responder por acontecimentos do atual mandato reduziu significativamente o espaço disponível para apresentar uma agenda de futuro.

Assim, Lula passou boa parte da entrevista em posição defensiva.

Para um presidente candidato à reeleição, esse é um risco: quanto mais tempo precisa utilizar explicando o presente e o passado, menos tempo possui para convencer o eleitor sobre os próximos quatro anos.

FLÁVIO BOLSONARO: FORÇA JUNTO À BASE, MAS DIFICULDADE PARA AMPLIAR O DISCURSO

Flávio Bolsonaro entrou na sabatina carregando inevitavelmente o peso político do sobrenome e do legado de Jair Bolsonaro.

A entrevista abordou sistema eleitoral, 8 de Janeiro, Banco Master, questões relacionadas à família Bolsonaro, economia e políticas públicas.

Flávio demonstrou capacidade para se comunicar diretamente com o eleitor conservador e procurou transformar algumas respostas em mensagens direcionadas à sua base.

Esse comportamento pode funcionar para manter mobilizado o eleitorado bolsonarista.

O desafio, entretanto, é outro: conquistar quem não faz parte desse núcleo.

Quando a discussão avançou para políticas públicas, economia e questões administrativas, algumas respostas ficaram no terreno das generalidades.

Também houve questionamentos sobre a precisão de determinadas afirmações feitas durante a entrevista.

O ponto forte de Flávio está na existência de uma base eleitoral claramente identificada e altamente mobilizada.

Sua fragilidade está justamente na necessidade de demonstrar autonomia política, preparo administrativo e capacidade de dialogar com os eleitores que não pertencem ao campo bolsonarista.

Para vencer uma eleição presidencial, preservar a base é importante. Ampliá-la é indispensável.

AUGUSTO CURY: IDEIAS DIFERENTES, MAS FALTA DETALHAR COMO EXECUTÁ-LAS

Augusto Cury encerrou a série apresentando um perfil completamente diferente dos políticos tradicionais.

Escritor e médico psiquiatra, estreante na disputa eleitoral, procurou construir sua participação sobre três pilares: combate à polarização, inovação tecnológica e uma visão mais humanista da administração pública.

Cury mostrou facilidade para formular reflexões e frases de impacto, característica de sua trajetória como escritor e palestrante.

Sua principal bandeira foi a utilização da inteligência artificial e da tecnologia para modernizar o Estado.

Também falou sobre redução de ministérios e cargos comissionados, telemedicina, violência contra a mulher, tributação das casas de apostas e modernização da atuação internacional brasileira.

Na segurança das mulheres, uma das propostas que mais chamaram atenção foi a utilização de tecnologia e drones como ferramentas auxiliares no combate ao feminicídio.

Na política externa, sugeriu modernizar a promoção comercial brasileira, chegando a mencionar influenciadores digitais associados à atuação das embaixadas.

As ideias conseguiram diferenciá-lo dos demais candidatos.

Mas a entrevista também revelou sua principal dificuldade: transformar conceitos em políticas públicas detalhadas.

Quando pressionado sobre custos, mecanismos de execução e funcionamento de determinadas propostas, Cury demonstrou dificuldades e chegou a relativizar algumas delas.

Além disso, checagem publicada após sua entrevista identificou imprecisões. Entre elas estava sua afirmação de que cada criança brasileira já nasceria devendo R$ 50 mil por causa da dívida pública. A divisão matemática da dívida pela população pode produzir valor semelhante, mas dívida pública não representa obrigação pessoal individual de cada brasileiro.

Também houve imprecisão na informação apresentada sobre a tributação das bets.

Cury trouxe assuntos importantes e pouco explorados pelos adversários, especialmente inteligência artificial, automação, saúde mental e transformação tecnológica.

Seu diferencial é justamente pensar fora da política tradicional.

Sua fragilidade é demonstrar como essas ideias seriam transformadas em programas governamentais com orçamento, legislação, equipes, metas e articulação com o Congresso Nacional.

NINGUÉM SAIU VENCEDOR ABSOLUTO

Depois das seis entrevistas, seria simplista apontar um vencedor.

Cada candidato entrou no estúdio com desafios diferentes.

-Zema precisava demonstrar que sua experiência administrativa e sua agenda liberal poderiam funcionar nacionalmente.

-Caiado precisava transformar os resultados de Goiás em credencial para governar o Brasil.

-Renan precisava utilizar a exposição nacional para tornar sua candidatura conhecida.

-Lula precisava defender seu governo e simultaneamente apresentar razões para conquistar um novo mandato.

-Flávio precisava mostrar que existe uma candidatura presidencial além do sobrenome Bolsonaro.

-E Augusto Cury precisava provar que boas ideias e capacidade de comunicação podem ser transformadas em competência administrativa.

Nenhum conseguiu cumprir integralmente essa missão.

Uma análise publicada após o encerramento das sabatinas destacou justamente o nervosismo, as generalidades e as dificuldades dos candidatos quando submetidos a perguntas mais incisivas. Também concluiu que não houve um grande vencedor nem alguém completamente destruído politicamente pelas entrevistas.

O GRANDE VENCEDOR PODE TER SIDO O ELEITOR

Há, entretanto, um aspecto positivo.

As entrevistas obrigaram os presidenciáveis a sair do ambiente controlado das campanhas.

Nas redes sociais, candidatos escolhem o assunto, editam vídeos, selecionam perguntas e publicam apenas aquilo que interessa à estratégia eleitoral.

Em uma entrevista ao vivo e sob pressão, isso muda.

Contradições aparecem. Números são questionados. Promessas precisam ser explicadas. Experiências administrativas são confrontadas com resultados.

E justamente aí está o valor democrático desse tipo de sabatina.

O eleitor não deveria escolher seu candidato apenas por quem apresentou a melhor frase, demonstrou maior tranquilidade ou venceu determinado confronto com os entrevistadores.

É preciso observar algo mais profundo: quem conhece efetivamente os problemas do Brasil e apresenta soluções capazes de funcionar na realidade.

Uma proposta presidencial precisa responder perguntas básicas: quanto custa? De onde virá o dinheiro? Depende do Congresso? É constitucional? Qual será o prazo? Quais serão as prioridades? E quais resultados poderão ser cobrados depois?

Nesse quesito, as seis entrevistas mostraram que ainda existe uma distância considerável entre o discurso eleitoral e o detalhamento necessário para governar um país da dimensão do Brasil.

As sabatinas terminaram.

Agora, começa uma fase ainda mais importante: comparar não apenas personalidades e discursos, mas projetos de país.

Porque vencer uma entrevista pode produzir manchetes e votos.

Governar o Brasil exige muito mais.

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Câmara de Rio Verde homenageia 13 personalidades em duas sessões solenes

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Em duas noites de reconhecimento, Legislativo concedeu Títulos de Cidadão Rio-verdense e Comendas a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do município

A Câmara Municipal de Rio Verde realizou, nos dias 24 e 25 de agosto, duas Sessões Solenes de Entrega de Honrarias, homenageando 13 personalidades com trajetórias de destaque em diferentes áreas da sociedade. As cerimônias, realizadas no Plenário da Casa de Leis, foram marcadas pelo reconhecimento a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social, cultural, esportivo, educacional e institucional do município.

Na primeira solenidade, realizada na segunda-feira, 24, seis personalidades receberam o Título de Cidadão Rio-verdense. Já na terça-feira, 25, sete homenageados foram agraciados com diferentes Comendas, concedidas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados a Rio Verde.

O presidente da Câmara, Cabo Moraes, destacou durante as cerimônias que as honrarias representam uma forma de o Poder Legislativo reconhecer publicamente pessoas que ajudaram e continuam ajudando a construir a história do município.

Seis novos cidadãos rio-verdenses

Na primeira noite de homenagens, receberam o Título de Cidadão Rio-verdense personalidades que, embora nascidas em outros municípios, escolheram Rio Verde para viver, trabalhar e contribuir com a comunidade.

O Pastor Ernesto Passos Santos de Souza, natural de Morro do Chapéu (BA), recebeu a homenagem por iniciativa da vereadora Nayara Barcelos. Pastor Regional da Assembleia de Deus Filadélfia, ele é fundador da AMPARE, Casa de Apoio a Pessoas com Câncer e Familiares, além de voluntário do Projeto Fé e Espiritualidade do Hospital do Câncer de Rio Verde.

Nilton César Moreira Jorge, natural de Paranaiguara (GO), foi homenageado pelo presidente Cabo Moraes. Morador de Rio Verde desde 1984, construiu trajetória no serviço público, principalmente nas áreas de educação e conscientização para o trânsito, além de atuação comunitária e pastoral.

O vereador Nilsim da Saúde concedeu a honraria ao Dr. Júlio Márcio Ferreira do Carmo, natural de Quirinópolis (GO). Cirurgião-dentista e servidor municipal desde 2011, ele ocupou funções de coordenação e direção na área odontológica e contribuiu para a implantação do Programa de Atendimento Emergencial Odontológico 24 horas.

Na área da segurança pública, o Coronel Euler Barbosa da Silva Filho, natural de Goiânia, recebeu o título por iniciativa do vereador Soldado Fernando. Atualmente subcomandante do 8º Comando Regional da Polícia Militar, possui carreira marcada pela participação no planejamento e execução de ações de segurança em Rio Verde e região.

Também recebeu o título o secretário municipal de Saúde, Thiago dos Santos Souza, natural de Goiânia e morador de Rio Verde desde 2003. A homenagem foi proposta pelo vereador Túlio Barcelos. Enfermeiro e servidor público desde 2012, Thiago participou da implantação da primeira UTI do Hospital Municipal Universitário e teve atuação destacada durante a pandemia da Covid-19. Desde 2025, comanda a Secretaria Municipal de Saúde.

Completando os homenageados da primeira solenidade, o 3º Sargento João Paulo Evangelista, natural de Nova Crixás (GO), recebeu o título por iniciativa do vereador Dieison Lima. Integrante da Polícia Militar desde 2016 e atuando na Companhia de Policiamento Especializado (CPE), possui qualificações em operações aéreas, inteligência, patrulhamento tático e ações especializadas.

Comendas reconhecem sete trajetórias

Na terça-feira, 25, a Câmara realizou a segunda Sessão Solene, desta vez para a entrega de sete Comendas. A cerimônia reuniu homenageados, familiares, vereadores, autoridades e representantes de diferentes segmentos da sociedade.

Os primeiros homenageados foram Dr. Wagner Guimarães Nascimento, o Dr. Waninho, e Armando Fonseca Junior, que receberam a Comenda Sebastião Arantes pelos serviços prestados à política. As homenagens foram propostas, respectivamente, pelo vereador Armando Filho e pelo presidente Cabo Moraes.

Nascidos em Montividiu, quando o município ainda era distrito de Rio Verde, ambos tiveram participação na vida pública. Dr. Waninho, formado em Medicina pela UFMG, foi vereador, presidente da Câmara Municipal e exerceu dois mandatos como deputado estadual. Armando Fonseca Junior, formado em Direito, também foi vereador e presidente do Legislativo rio-verdense, participou do processo de emancipação de Montividiu e tornou-se o primeiro prefeito daquele município.

A cultura também ganhou destaque com a homenagem a Altino Vieira Cardoso, o Rony Cardoso, que recebeu a Comenda Fátima Leão, proposta pelo vereador Luciano Perpétuo. Cantor e compositor, Rony construiu uma longa trajetória musical, com projeção nacional nas décadas de 1970 e 1980. Atualmente, coordena a Orquestra de Sanfoneiros e Violeiros da Secretaria Municipal de Cultura.

O Dr. Sidon Oliveira Cardoso recebeu a Comenda Antônio Chavaglia, por iniciativa do vereador Iran Cabral, pelos serviços prestados ao cooperativismo. Médico urologista e fundador da Unimed Rio Verde, também preside o Conselho de Administração do Sicoob Unicidades.

Na área da saúde, o vereador Dieison Lima homenageou o Dr. Mário Augusto Padula Castro com a Comenda José Marques Ferreira. Médico radiologista, atua desde 2005 na Clínica Radiológica de Rio Verde e, desde 2011, integra o corpo docente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde. Atualmente, preside o CODERV.

O esporte foi representado por Kênia Souza Leite, que recebeu a Comenda Desportiva Sebastião Freitas da Silva (Gansão), proposta pelo vereador Gerlos. Entre suas atividades, destaca-se a presidência do Clube Resenhas, projeto de futsal feminino voltado à formação de atletas, inclusão e fortalecimento da participação das mulheres no esporte.

Encerrando as homenagens, Ana Paula da Silva recebeu a Comenda César da Cunha Bastos, por iniciativa do vereador Chico KGL, pelos serviços prestados à educação. Com mais de duas décadas de atuação na área, dirigiu a Creche de Amor São Francisco e atualmente está à frente do CMEI Professora Judith Lara Alves Augusto.

Reconhecimento a quem contribui com Rio Verde

As duas sessões evidenciaram a diversidade das trajetórias reconhecidas pelo Legislativo, reunindo representantes da saúde, educação, segurança pública, política, cultura, esporte, cooperativismo, serviço público, atividades religiosas e projetos sociais.

Ao final das solenidades, o presidente Cabo Moraes agradeceu aos homenageados, familiares, autoridades e convidados e ressaltou que as honrarias representam não apenas uma homenagem individual, mas o reconhecimento de Rio Verde às pessoas que dedicaram parte de suas vidas ao crescimento, desenvolvimento e bem-estar da comunidade.

A programação de solenidades da Câmara continua no dia 1º de setembro, às 19 horas, quando o Plenário receberá uma cerimônia em comemoração ao Dia do Educador Físico.

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