ECONOMIA
Goiânia sedia festival literário gratuito para combater queda no índice de leitores
Com patrocínio da Equatorial Goiás por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, VII Encontro Nacional de Escritores retoma sua história após hiato de 25 anos

Goiânia, 27 de maio de 2026 – O avanço acelerado das plataformas digitais e das telas transformou o hábito da leitura em um dos maiores desafios educacionais da atualidade. Na Região Centro-Oeste, o cenário acende um alerta importante. O percentual de leitores ativos na região recuou de 57% para 48% da população, registrando a queda mais expressiva do país de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Como resposta a esse diagnóstico, a capital goiana se prepara para uma mobilização cultural que pretende reconectar o público com o universo dos livros. Entre os dias 28 e 31 de maio, o Sesc Cidadania, no Jardim América, sedia o VII Encontro Nacional de Escritores.
Viabilizado com o patrocínio da Equatorial Goiás por meio do programa Goyazes, o festival carrega um forte simbolismo histórico. O evento celebra os 80 anos da União Brasileira de Escritores de Goiás (UBE Goiás). O projeto foca em reverter a tendência apontada pelos indicadores nacionais, que revelam que apenas 24% dos brasileiros buscam a literatura por iniciativa própria, apostando na total gratuidade de sua programação para atrair a comunidade.
Diálogo pela leitura e cidadania
De acordo com o presidente da UBE Goiás, Ademir Luiz, a retomada do encontro resgata uma tradição de protagonismo que começou em 1954, época em que Goiânia recebeu nomes do calibre de Pablo Neruda e Jorge Amado. Para o presidente, o festival é o espaço ideal para mobilizar escolas, universidades e entidades em defesa do livro. “Todos falam da importância da leitura, esse é o momento de fazer a leitura acontecer no presente, para garantir o futuro”, pontua Ademir.
Essa visão de urgência social encontra eco direto na estratégia da distribuidora. A gerente de responsabilidade social da Equatorial Goiás, Kezia de Souza Marques, ressalta que o apoio a essa retomada histórica reflete o compromisso em gerar impactos positivos e duradouros no desenvolvimento educacional e na democratização do conhecimento. “Acreditamos no papel estratégico da cultura e da educação como vetores de desenvolvimento social”, destaca a gerente, apontando que o patrocínio busca ampliar o acesso à cultura e valorizar a produção nacional. “Ao promover o acesso gratuito a uma programação qualificada, o encontro contribui diretamente para o estímulo à leitura e o fortalecimento do pensamento crítico”, complementa.
Cultura de dentro para fora
Ao longo de quatro dias, das nove da manhã às oito da noite, a estrutura do Sesc Cidadania vai abrigar feiras de livros, oficinas de escrita criativa, apresentações musicais, concursos de redação e maratonas de poesia falada. O festival trará encontros com autores consagrados no mercado editorial, como Carla Madeira, Cristovão Tezza, Andréa Del Fuego, Reinaldo Moraes, Beto Silva, Nicolas Behr e Natália Timerman. A programação também valoriza a produção local com a participação de expoentes da literatura goiana, incluindo Lêda Selma, Maria Helena Chein e Solemar Oliveira, além de prestar uma homenagem ao legado do poeta Gilberto Mendonça Teles, recém-falecido, que inspira a mascote do evento, o Sacigil.
Esse movimento de valorização do conhecimento também se estende ao público interno da concessionária. Alinhada ao compromisso de estimular a participação cidadã, a Equatorial Goiás vai mobilizar seus colaboradores e familiares por meio de seus canais oficiais de comunicação interna, incentivando o engajamento e a presença nas oficinas e rodas de conversa ao longo de toda a programação.
A agenda completa com os horários de cada painel e a distribuição das salas de oficinas pode ser acessada nos canais digitais oficiais da organização do evento. Todas as atividades têm entrada franca e são abertas à comunidade sem a necessidade de inscrição prévia.
Sobre a União Brasileira de Escritores de Goiás
Fundada em 1945, a UBE Goiás celebra 80 anos de história como uma das associações literárias mais atuantes do país. Com cerca de 300 filiados, a entidade movimenta a cena cultural do Estado com oficinas de escrita, saraus, lançamentos de livros e cineclubes abertos a toda a comunidade. Mais informações estão disponíveis no site oficial da organização ou no Instagram @ubegoias.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de energia do país. O grupo atende mais de 56 milhões de pessoas por meio de sete concessionárias. Em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, distribuídas em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual, em uma área de 336.871 km².
ECONOMIA
Gigante japonesa Zen-Noh adquire 30% do Grupo Cereal e reforça presença no agronegócio brasileiro

A japonesa Zen-Noh, uma das maiores organizações cooperativistas agrícolas do mundo, anunciou a aquisição de 30% de participação no Grupo Cereal, empresa sediada em Rio Verde (GO) e referência na originação, armazenagem e processamento de grãos. A operação representa um importante movimento de internacionalização do agronegócio brasileiro e fortalece a capacidade de investimentos da companhia goiana.
Pelo acordo, a família Baraúna permanecerá com 70% do controle acionário, mantendo a gestão e a condução estratégica da empresa. O fundador Evaristo Lira Baraúna assumirá a presidência do Conselho de Administração. O valor da transação não foi divulgado e a conclusão do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.
A parceria tem como principal objetivo ampliar a capacidade de originação de grãos, expandir a infraestrutura de armazenagem, fortalecer a atuação logística e acelerar o crescimento do Grupo Cereal no Brasil. Além disso, a aliança deverá aproximar ainda mais a produção brasileira dos mercados asiáticos, aproveitando a ampla rede internacional da Zen-Noh.
Fundado em 1981, em Rio Verde, o Grupo Cereal consolidou-se como uma das principais empresas do agronegócio nacional, atuando na comercialização de grãos, fornecimento de insumos, processamento de soja e produção de biocombustíveis. A entrada da Zen-Noh no capital da companhia reforça a confiança de investidores internacionais no potencial do agronegócio goiano e brasileiro, além de abrir novas oportunidades de negócios e de geração de valor para os produtores rurais parceiros da empresa.
ECONOMIA
Goiás entra no centro do debate nacional sobre o futuro da energia elétrica
Especialistas discutem em Goiânia como eventos climáticos, inteligência artificial, agronegócio e novos hábitos de consumo estão acelerando a transformação do setor elétrico

Goiânia, 22 de julho de 2026 – A energia elétrica nunca esteve tão presente nas decisões estratégicas de empresas, indústrias, produtores rurais e cidades. O aumento dos eventos climáticos extremos, o crescimento da geração distribuída, a digitalização das redes, a eletrificação da economia e o avanço da inteligência artificial estão mudando a forma como a energia é produzida, distribuída e consumida no Brasil.
É nesse contexto que Goiânia receberá, nos dias 5 e 6 de agosto, a 55ª edição do Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE), um dos maiores encontros técnicos do segmento no país. Com apoio da Equatorial Goiás, o evento reunirá especialistas de diferentes regiões para discutir os desafios que já impactam consumidores e empresas e que devem definir os próximos anos do setor elétrico.
Mais do que um encontro entre profissionais da área, o CINASE se consolida como um espaço para discutir temas que influenciam diretamente o desenvolvimento econômico e a qualidade dos serviços prestados à população.
Entre os assuntos que estarão em debate estão a preparação das redes elétricas para enfrentar fenômenos climáticos cada vez mais severos, o uso de novas tecnologias na operação do sistema, o crescimento da demanda por energia no agronegócio, a eficiência energética e as mudanças no comportamento dos grandes consumidores.

A Equatorial Goiás participa da programação técnica compartilhando experiências sobre a operação do sistema elétrico goiano e os investimentos realizados para ampliar a robustez da rede e acompanhar o crescimento do Estado.
Para o superintendente Técnico da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, a velocidade das mudanças exige uma visão cada vez mais integrada entre tecnologia, planejamento e inovação. “A energia deixou de ser apenas infraestrutura. Hoje ela está diretamente ligada à competitividade das empresas, ao crescimento das cidades, ao avanço do agronegócio e à qualidade de vida das pessoas. Discutir essas transformações é essencial para preparar o setor para os desafios que já estão postos.”
Além das palestras e painéis, o evento contará com exposição de soluções tecnológicas, equipamentos, fornecedores e oportunidades de relacionamento entre empresas, instituições de ensino e profissionais do setor elétrico.
Serviço: 55º Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE) – Centro-Oeste
Data: 5 e 6 de agosto de 2026
Local: Centro de Convenções de Goiânia Inscrições: www.cinase.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
ECONOMIA
Porteiras trancadas e impedimentos de acesso respondem por cerca de 20% das vistorias na rede rural de Goiás que não podem ser concluídas

Equatorial Goiás orienta proprietários sobre a importância de garantir acesso das equipes para inspeções, manutenções preventivas e atendimentos emergenciais
Goiânia, 14 de julho de 2026 – As manutenções preventivas e os atendimentos emergenciais na rede elétrica da zona rural de Goiás enfrentam um entrave cada vez mais comum no interior do Estado e, agora, também com forte incidência em polos agroindustriais e áreas de chácaras: porteiras fechadas com cadeados e entradas negadas em propriedades rurais ou condomínios de veraneio. O acesso dificultado a esses locais, muitas vezes restrito pelos proprietários, prejudica diretamente o trabalho das equipes técnicas e aumenta significativamente o tempo que os clientes precisam esperar pelo restabelecimento da energia em casos de ocorrências emergenciais.
Os dados operacionais de ocorrências improdutivas são registrados quando as equipes vão a campo, mas não conseguem executar o serviço em função do impacto dos bloqueios físicos. No consolidado de 2025, da Equatorial Goiás, as porteiras trancadas representaram 13% desse total no Estado, enquanto os acessos impedidos somaram 7%. No primeiro trimestre de 2026, os dois indicadores mantiveram-se estáveis, sendo cada um deles responsável por 7% das ocorrências improdutivas em território goiano.
Como a rede elétrica é extensa principalmente no meio rural, cortando fazendas, matas e terrenos de difícil topografia, a cooperação dos proprietários é vital para que os reparos aconteçam com agilidade. No Sudoeste Goiano, a realidade preocupa pelo volume de interrupções. Conforme explica o executivo de Serviços de Redes da Equatorial Goiás em Rio Verde, Luiz Felipe Quintino, apenas na sua região foram registradas 411 ocorrências com impedimento ao longo de 2025, enquanto o primeiro trimestre de 2026 já acumula 118 casos semelhantes.
“Muitas vezes encontramos porteiras com cadeados, não há moradores para fazer a abertura ou o acesso é restrito em condomínios de chácaras. Enquanto aguardamos autorização ou alguém chegar para liberar a entrada, o atendimento atrasa, o que eleva o tempo de duração da ocorrência na linha de frente”, avalia Luiz Felipe.
Gargalo também em Anápolis e no Entorno do Distrito Federal
O cenário de retenção das equipes se repete de forma acentuada na região de Anápolis. Dados técnicos da distribuidora indicam que quase metade de todas as vistorias improdutivas na localidade, cerca de 49%, é motivada estritamente por porteiras trancadas. Ao somar esse índice com as situações de acessos negados, que representam aproximadamente 30%, constata-se que quase 80% dos deslocamentos perdidos pelos eletricistas na região ocorrem devido a barreiras físicas.
O gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Goiás em Anápolis, Leandro Chaves, aponta que o prejuízo dessa indisponibilidade atinge inclusive quem não deu causa ao bloqueio. “O bloqueio gera um transtorno expressivo para outras unidades consumidoras afetadas na região, que muitas vezes dependem daquele mesmo trecho da rede elétrica e acabam ficando no escuro por causa de uma porteira trancada em uma propriedade vizinha”, frisa Leandro.
Já no Entorno do Distrito Federal, os obstáculos físicos são ainda mais determinantes para o insucesso das ações em campo, respondendo por cerca de 95% das vistorias não concluídas na regional, sendo aproximadamente 65% por porteiras trancadas e 30% por impedimentos de acesso. O gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Goiás em Formosa, Diogo Silveira, detalha o impacto operacional em toda a escala de plantão.
“Quando os técnicos ficam retidos tentando acessar uma única propriedade ou localizar o dono, nós temos uma menor disponibilidade de equipes rurais no sistema. Esse tempo perdido impossibilita que esses mesmos profissionais se desloquem para realizar outros atendimentos em andamento”, esclarece Diogo.
Milhares de impedimentos de leitura nas regionais
Além do impacto nos serviços de manutenção, as barreiras físicas geram um reflexo direto no faturamento dos clientes. Apenas no ano de 2026, as restrições nas regionais Norte, Nordeste e Sul do Estado já resultaram em mais de 23 mil impedimentos de leitura de energia, forçando a emissão de faturas pela média histórica de consumo. A regional Norte lidera as estatísticas com mais de 10,1 mil casos, o que representa uma média de quase 1,7 mil ocorrências por mês e responde por um quarto de todo o volume que ficou sem leitura na região em junho. O gargalo é liderado por Pirenópolis, Alexânia, Porangatu, Anápolis e Goianésia.
O cenário repete-se nas demais regiões. A área Sul contabilizou mais de 6,5 mil impedimentos, mantendo média mensal superior a mil casos, com maior incidência em Catalão, Morrinhos e Goiatuba. Já o Nordeste acumulou quase 6,4 mil registros, com média de aproximadamente 1 mil ocorrências mensais, concentradas principalmente em Cristalina, Luziânia e Valparaíso de Goiás. Em ambas as regionais, os acessos fechados representaram 23% das falhas de leitura em junho, mantendo-se nos mesmos patamares de 2025.
Obrigatoriedade legal e canais de parceria
A companhia lembra que o livre acesso às instalações elétricas que cortam as fazendas e chácaras é uma determinação amparada por lei. A Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021 estabelece expressamente que a distribuidora deve ter livre trânsito até o ponto de entrega de energia para realizar inspeções, manutenções e atendimentos de emergência. Como medida prática para solucionar o impasse no período noturno ou em locais de ausência dos moradores, a distribuidora tem atuado na implantação de cadeados padrão em porteiras estrategicamente combinadas com os produtores, facilitando a entrada dos técnicos com total segurança.
Como alternativa para evitar o faturamento pela média quando a propriedade estiver fechada, o consumidor pode realizar a autoleitura. O processo é simples e consiste apenas em registrar os números que aparecem no visor do medidor e informá-los dentro do período correto do mês, garantindo que a cobrança reflita exatamente o consumo real da propriedade. Esse envio do dado pode ser feito pelo Aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS), pela Agência Virtual no site www.equatorialenergia.com.br, ou diretamente nas agências presenciais distribuídas em todo o Estado. A distribuidora recomenda ainda o cadastro da fatura por e-mail para evitar o extravio da conta impressa.
Orientadas a buscar a conciliação, as equipes de campo apostam no diálogo direto e em parcerias estratégicas com sindicatos rurais e para conscientizar as comunidades. Quando não há êxito no encontro presencial com o agricultor, um comunicado impresso é deixado na divisa da instalação informando sobre a tentativa de visita, a necessidade de intervenção no sistema e solicitando a abertura de canais para o agendamento prévio do retorno.
Plano de investimentos e modernização
A urgência em garantir o livre trânsito das equipes ganha relevância com o avanço do cronograma de melhorias da companhia, que intensifica a troca de postes, a substituição de isoladores e para-raios, além da limpeza de faixas de servidão antes do período de tempestades. Ao longo de todo o ano de 2025, a Equatorial Goiás investiu aproximadamente R$2,6 bilhões em melhorias e na modernização da rede elétrica goiana, resultando na entrega de mais de 770 mil obras.
Em 2026, o ritmo de reconstrução do sistema segue acelerado, com mais de 90 mil intervenções já concluídas no Estado. A população pode acompanhar o andamento e o volume de entregas preventivas em tempo real no site do Trabalhômetro: trabalhometroequatorialgo.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do país, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
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