ECONOMIA
Brasil e EUA debatem novos caminhos para fortalecer cooperação econômica bilateral
Brasil-U.S. Industry Day reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades, em Nova York, para discutir fortalecimento da integração produtiva entre setores

Mais de 500 empresários, investidores e autoridades participaram, na segunda-feira (11), em Nova York, do Brasil-U.S. Industry Day, encontro voltado à ampliação da cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos e ao fortalecimento da integração produtiva entre setores estratégicos.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o evento estreou na programação da Brazilian Week — agenda anual que reúne lideranças globais para debater tendências econômicas e oportunidades de investimento.
Em entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a expectativa é reforçar a ligação entre as empresas brasileiras e estadunidenses em áreas consideradas estratégicas.
“O assunto de terras raras sempre esteve na mesa. Nós temos temas tradicionais, como o etanol, que precisamos discutir para encontrarmos novos mercados e não disputarmos os nossos próprios mercados. O Brasil tem muita demanda de investimento em infraestrutura. E nós temos também a área de data centers e inteligência artificial, que também vão demandar [investimentos]”, afirmou.
Alban também destacou a importância da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países para ampliar o comércio bilateral de forma sustentável.
“Complementaridade é fundamental para que possamos ter, efetivamente, uma relação de ganha-ganha, com comércio sustentável e encadeamentos produtivos. Isso é algo estratégico para que nós possamos ter alternativas de dependências, não só tecnológicas, mas também relacionadas a riscos geopolíticos”, disse.
Segundo o dirigente, o objetivo não é inverter a balança comercial em favor do Brasil, mas ampliar as relações econômicas bilaterais. Ele destacou que o mercado brasileiro é um importante importador de serviços estadunidenses.
Para Alban, o fortalecimento da parceria entre os dois países pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos, estimular investimentos e impulsionar setores como minerais críticos, energia, saúde e inovação.
O vice-presidente e diretor internacional da U.S. Chamber of Commerce, John Murphy, afirmou que “o melhor da parceria entre Brasil e Estados Unidos ainda está por vir”. Segundo ele, esse é o momento de olhar para o futuro e aproveitar as novas oportunidades de cooperação entre os dois países.
Parcerias estratégicas e ambiente de investimentos
A programação foi dividida em dois painéis temáticos. No primeiro, “Prioridades para o fortalecimento econômico Brasil-EUA”, os participantes defenderam o aprofundamento do diálogo bilateral e a construção de novas parcerias, destacando que Brasil e EUA têm potencial para ampliar ganhos se caminharem mais juntos.
No segundo painel, “Financiando o futuro: oportunidades de investimento no Brasil”, os debatedores ressaltaram a necessidade de criar cenários seguros e reduzir a burocracia para atrair investimentos e destravar o crescimento econômico brasileiro.
Segundo os organizadores, mais de 30% dos inscritos no evento eram estadunidenses, o que mostra o interesse dos dois países em fortalecer a parceria bilateral. Fonte: Brasil 61
BRASIL
Lula assina MP e zera “taxa das blusinhas”
Cobrança em compras de até US$ 50 estava em vigor desde 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, apelidada de “taxa das blusinhas”.
A Medida Provisória deve ser publicada em edição extraordinária do Diário Oficial ainda hoje.
No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.
“O contrabando, que era uma marca presente nesse setor, foi eliminado. Agora, o setor regularizado vai poder usufruir dessa isenção sobre esses produtos”, afirmou.
Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos.
“Não é só blusinha”
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que, apesar do apelido, as compras internacionais desse valor são diversificadas, não apenas de roupas.
“Não é só roupa. Há um conjunto de outros bens que são comprados, todos de valor pequeno”, afirmou.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que zerar as taxas federais dessas compras melhora o perfil da nossa tributação.
“Os números mostram que a maior parte das compras, de fato, é de baixo valor. Está associado ao consumo popular”.
A chamada “taxa das blusinhas” entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa “Remessa Conforme”, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.
Na prática, o imposto era cobrado no momento da compra, para aumentar a fiscalização e a redução de fraudes. Agência Brasil
ECONOMIA
Chuveiro elétrico pode responder por até 40% da conta de luz durante dias frios e consumo exige atenção
Equatorial Goiás orienta consumidores sobre uso consciente de energia durante período de temperaturas mais baixas e dá dicas para reduzir impacto na fatura

Goiânia, 12 de maio de 2026 – Com a chegada do período mais frio do ano em Goiás, o consumo de energia elétrica nas residências aumenta principalmente por causa do uso mais intenso do chuveiro elétrico. Segundo a Equatorial Goiás, o equipamento pode representar entre 30% e 40% da conta de luz em períodos gelados, especialmente em imóveis com hábitos de consumo mais elevados ou instalações antigas.
Na posição “inverno”, o chuveiro consome mais energia para aquecer a água, o que pode elevar o gasto em comparação com o modo “verão”. Além disso, o aumento no tempo de banho também contribui diretamente para o impacto na fatura.
“Durante o período mais frio, é natural que o consumo aumente, principalmente pelo uso mais intenso do chuveiro elétrico. Mas pequenas mudanças de hábito, como reduzir o tempo de banho e evitar o uso simultâneo de aparelhos, já ajudam a diminuir o impacto na conta de energia”, destaca o executivo de Faturamento e Leitura da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio.
Segundo o Executivo, reduzir cerca de cinco minutos no tempo de banho diário pode gerar economia de aproximadamente 10% a 15% no consumo mensal, dependendo do perfil da residência. Outras orientações simples ajudam a reduzir o impacto da fatura sem comprometer o conforto térmico:

* reduzir o tempo de banho;
* utilizar o chuveiro na posição “verão” sempre que possível;
* desligar aparelhos quando não estiverem em uso;
* optar por equipamentos mais eficientes no consumo de energia.
Segurança elétrica é ponto de alerta no período
Além do impacto no consumo, o uso excessivo do chuveiro também exige atenção à segurança dentro de casa. A operação prolongada em potência máxima pode levar a instalação elétrica ao limite, principalmente em imóveis com fiação antiga ou sem revisão periódica.
Segundo a Executiva de Segurança da Equatorial Goiás, Suzane Caires, esse cenário se agrava quando a rede não está dimensionada para a carga exigida pelo equipamento, com risco de sobrecarga, aquecimento dos condutores e falhas no sistema elétrico.
Um dos sinais mais comuns dessa condição é o desarme do disjuntor durante o banho. O equipamento atua como mecanismo de proteção e interrompe automaticamente a energia quando identifica excesso de carga no circuito. Apesar de ser uma medida de segurança, esse comportamento frequente deve ser observado com atenção.
“O disjuntor não desarma por acaso. Ele atua para proteger a instalação elétrica e evitar situações mais graves, como superaquecimento ou curto-circuito. Quando isso ocorre com frequência durante o uso do chuveiro, é sinal de que há sobrecarga ou incompatibilidade na instalação”, afirma a Executiva.
Em situações mais críticas, o excesso de corrente pode provocar aquecimento da fiação e evoluir para curto-circuito. Em casos prolongados, o cenário pode resultar em falhas mais graves, incluindo o risco de incêndio.
Por isso, o uso seguro do chuveiro elétrico depende diretamente da qualidade do dimensionamento da instalação elétrica da residência. Pequenas falhas ou adaptações inadequadas podem comprometer todo o sistema, especialmente no inverno.
“A manutenção preventiva da instalação elétrica é fundamental para garantir a segurança e evitar acidentes domésticos. Ao perceber sinais como desarme frequente do disjuntor durante o uso do chuveiro, a orientação é interromper o uso e solicitar avaliação de um eletricista qualificado”, orienta Suzane.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de energia do País. O grupo atende mais de 56 milhões de pessoas por meio de sete concessionárias. Em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, distribuídas em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual.
ECONOMIA
Não é só o corpo que sente: entenda como o frio impacta a rede elétrica
Contração térmica de cabos e picos de demanda local desafiam a estabilidade do sistema nos meses de baixa temperatura

Goiânia, 11 de maio de 2026 – Com a chegada das frentes frias em Goiás, o comportamento do sistema elétrico estadual passa por transformações que vão além do simples hábito de consumo. Embora o consumo global de energia tenda a não sofrer elevações bruscas, devido à redução do uso de ar-condicionado, a rede elétrica enfrenta desafios físicos e operacionais específicos, como a contração térmica de materiais e a manutenção da carga em áreas rurais.
Diferente do verão, onde a carga é constante, o período frio exige um monitoramento rigoroso do Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás para gerenciar o “efeito compensação”: enquanto equipamentos de refrigeração são desligados, entram em cena os chuveiros elétricos e aquecedores em modo máximo, além dos sistemas de irrigação por pivô na zona rural, que operam com maior intensidade devido ao tempo seco.
A física da rede: contração de cabos

Um dos pontos mais críticos para a engenharia da distribuidora é o comportamento dos materiais condutores sob estresse térmico.
“Os materiais, tanto cabos quanto isoladores, estão sujeitos a mudanças de características por conta da temperatura. Os cabos, por exemplo, acabam contraindo com o frio, o que altera a chamada ‘flecha’, ou curvatura, da fiação”, explica o gerente do COI da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima.
Essa alteração física é monitorada pela companhia, que prepara a rede para suportar essas oscilações. Como essa variação depende da temperatura local e da carga de cada circuito, a Equatorial utiliza tecnologias como a termovisão, que permite identificar pontos de calor ou tensão excessiva nos materiais. Esse monitoramento preventivo faz parte do manual de manutenção técnica da concessionária, que realiza inspeções constantes para garantir que a rede suporte as variações térmicas sem perda de qualidade ou interrupções.
Impacto rural e o “efeito manada” urbano
A estabilidade do sistema em Goiás durante o frio também é sustentada pelo setor produtivo. Como o período coincide com a estiagem, os pivôs de irrigação na zona rural mantêm a demanda de energia elevada, compensando a queda que ocorreria naturalmente nas cidades.
Já no ambiente urbano, o desafio se concentra na simultaneidade do uso de equipamentos. O sistema automatizado da Equatorial realiza manobras e remanejamentos de carga para que o aumento do uso de aparelhos de alta potência no início da noite, período classificado pelo COI como o mais crítico do dia pela alta concentração de demanda, não gere sobrecarga nos transformadores de bairro.
“O monitoramento deve ser constante para garantir o fornecimento adequado, visto que, quando a carga oscila, os equipamentos da rede se comportam automaticamente para garantir a estabilidade”, reforça Vinicyus.
Fiação interna: o risco de incêndio
Um alerta fundamental do setor operacional diz respeito à infraestrutura das residências. O aumento da potência exigida pelos chuveiros no modo inverno pode sobrecarregar fiações antigas ou mal dimensionadas, algo que o disjuntor da casa sinaliza ao “cair” constantemente.
“Muitas vezes o disjuntor desarma e o cliente o troca por um de maior capacidade para resolver o incômodo. Isso é um erro grave. Se o disjuntor é aumentado sem revisar a fiação, o fio, que está dentro da parede, começa a se degradar pelo calor excessivo, o que pode causar um incêndio”, alerta o gerente do COI da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima.
Monitoramento e Segurança:
* Automação: O COI monitora em tempo real e intervém apenas quando o sistema automatizado de remanejamento de carga atinge o limite.
* Fiação Interna: O disjuntor desarmando é um aviso de que a fiação interna não suporta o aparelho; nunca substitua o disjuntor por um maior sem orientação técnica.
* Manutenção Preventiva: A Equatorial Goiás mantém o plano de retorno de manobras de carga constante para garantir a estabilidade tanto na área urbana quanto na rural.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de energia do país. Em Goiás, atende cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual.
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