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ALERVE, Rádio e TV Cerrado prestigiam abertura da 24ª FLIP em Paraty

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A Academia de Letras de Rio Verde (ALERVE) juntamente com os proprietários do Jornal Folha da Cidade, Rádio e TV Cerrado prestigiaram a abertura da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começou na quarta-feira (22) e vai até domingo (26). Nesta edição, a homenageada é a poeta Orides Fontela, uma das pioneiras nas vertentes contemporâneas da poesia brasileira, a autora é conhecida pelo rigor formal com a língua e pela atualização que faz do Modernismo. Junto com a Rádio MEC, a Agência Brasil e a Rádio Nacional realizam a cobertura do festival no litoral fluminense.

“A presença da ALERVE através de seus membros Alexandre Avelino Giffoni Júnior (presidente); Maria José Jardim Godoi, Sebastiana Aparecida Moreira; Oníria Guimarães de Oliveira e da imprensa rio-verdense (Jornal Folha da Cidade, Rádio e TV Cerrado) representa o compromisso com a difusão do conhecimento e da cultura. A ALERVE acredita que a Feira é um importante momento para ampliar os grandes debates do país e aproximar cada vez mais a população da literatura, dos autores e das diferentes expressões culturais brasileiras. É uma alegria fortalecer essa parceria em um evento tão relevante para a vida cultural do Brasil”, afirmou o presidente Alexandre Giffoni.

A partir desta quarta-feira, todos que estão em Paraty prestigiando o vento terão a oportunidade de acompanhar uma vasta programação que inclui debates, lançamentos de obras de grandes autores e ainda momentos riquíssimos de interação entre leitor e escritor. Às 15h no Espaço Arandu acontece a apresentações de dança infantil; Silo Cultural, Asa Laranjeiras, Companhia Dança & Arte Paraty e Tia Tharcylla Ballet, além da OFICINA “Brincando com gravetos”

Sobre a homenageada do evento: Orides Fontela

A poeta Orides Fontela (1940-1998) transformou o ofício da escrita em uma forma de existência. Ela dedicou-se a pensar o poema, perseguir a palavra exata, escrever e reescrever, como se lapidasse os versos. Considerada por críticos e estudiosos uma das grandes poetas brasileiras do século 20, construiu uma obra marcada pela precisão da linguagem e pela densidade filosófica.

O resultado é uma obra poética marcada por originalidade, em que poucos versos dão conta de reflexões profundas. No entanto, durante boa parte da vida e mesmo depois da morte de Orides, a poesia dela permaneceu por décadas restrita a círculos acadêmicos, à margem de um reconhecimento mais amplo. Enquanto seus poemas despertavam a atenção entre críticos, professores e escritores, ela seguia invisibilizada diante do grande público.

Quase 30 anos depois de sua morte, a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa nesta quarta-feira (22), tem Orides Fontela como homenageada. A escolha da curadora Rita Palmeira tem permitido que se reconheça o valor do trabalho da autora, cuja vida se organizou em torno da poesia. Além disso, o evento deve promover um maior acesso do público à obra dela.

Natural de São João da Boa Vista, no interior paulista, a poeta se formou em filosofia, além de ter sido professora primária e bibliotecária. A autora venceu o Prêmio Jabuti com o livro Alba, em 1983, na categoria Poesia, e o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1996.

Segundo o pesquisador e jornalista Gustavo de Castro, autor da biografia O Enigma Orides (editora Hedra), no passado, principalmente enquanto ela era viva, havia uma narrativa consolidada sobre a escritora, inclusive na imprensa, que deslocava o foco da poeta para uma personagem quase folclórica, descrita a partir de conflitos pessoais.

“Ela não teve reconhecimento de sua obra. Ela era conhecida como uma poeta universitária, foi reconhecida pelos críticos, pelos professores da universidade, mais ninguém. Ela não tinha um alcance nacional, não mesmo, como isso que está acontecendo agora com a Flip, graças a Rita Palmeira, que teve uma visão de valorizar uma mulher poeta, pobre e marginalizada”, disse Gustavo de Castro, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ele, os rótulos e estereótipos atribuídos a Orides foram muito destacados em detrimento do valor literário da obra dela. O pesquisador defende que a autora seja reconhecida como uma artista que fazia poesia apesar das situações extremas de pobreza.

“É uma poeta inteligentíssima, que pensa o livro enquanto produto artístico, o poema enquanto elaboração sensível, e a palavra enquanto sentimento.”

Outro elemento que contribuiu para invisibilizar Orides, aponta o pesquisador, foi o machismo. “Ela foi vítima do machismo, que está na sociedade brasileira e por isso também está na literatura brasileira. E esse machismo continua”, lamentou Castro.

O pesquisador disse que a autora ainda é retratada na imprensa a partir dos estereótipos atribuídos, majoritariamente, a mulheres que desafiam as expectativas sociais sobre comportamento, relações afetivas e trabalho.

“A Orides que merece ser vista é aquela que medita a palavra. A palavra dela é como um cristal: se você gira um pouquinho para cá, você vê uma determinada coisa. Se gira um pouquinho para lá, você vê uma outra coisa. Esse é o poder da poesia”, ressaltou.

Orides tinha um processo de escrita marcado pela reescrita constante. “Ela terminava de ler um livro e escrevia atrás dele alguns versos, inspirada naquela leitura. Ela escrevia em folhas avulsas e ia guardando em pastinhas. Depois reunia, retrabalhava, reescrevia. A poesia de Orides tem muito de reescritura, isso é uma marca”, contou Castro.

“Mas não era essa poeta que marca um horário, senta, escreve, sabe? Ela tentava unir inspiração e transpiração, no sentido de captar uma ideia poética, anotar e depois retrabalhar aquilo com calma”, explicou. Lançada originalmente em 2015, a biografia de Orides foi reeditada e ganhou trechos inéditos neste ano em que a autora é a homenageada da Flip.

Para Gustavo Castro, que tem como tema de pesquisa acadêmica justamente biografias de poetas, chama atenção a dedicação de Orides a pensar a poesia continuamente.

“Só pensa poesia, vive poesia, respira poesia. A família da Orides, o pão da Orides, a vida da Orides eram a poesia. Isso implica uma vida de intensidade, viver na intensidade da poesia.”

Orides de Lourdes Teixeira Fontela (1940–1998) foi uma poeta e filósofa brasileira, celebrada pela crítica pelo alto rigor formal, concisão e misticismo. Foto: Fritz Nagib/ Divulgação

Ele ressaltou que, apesar das condições materiais precárias que marcaram a trajetória da autora, Orides continuou a se dedicar à poesia. “Isso é muito radical. Essa radicalidade de sacrificar as condições materiais em função da poesia, quem faz isso? Orides fez”, disse o biógrafo. “Ela é uma espécie de santa da poesia, eu costumo dizer. Porque é uma espécie de santidade, de pureza, de crença na palavra poética.”

“Não precisa também idealizar a Orides, não, sabe?”, ponderou Gustavo, relatando que ela viveu um “despedaçamento” em sua vida por conta dessa dedicação total à poesia. “Você não consegue ter uma vida prática, objetiva, prosaica. Você se despedaça, como foi o caso dela. Ela foi se esquecendo de tudo, até de si mesma.”

O biógrafo lembrou ainda uma expressão que a poeta costumava mencionar.

“Ela dizia assim: ‘Clarice Lispector escreveu Perto do Coração Selvagem. Eu sou o próprio coração selvagem.’” Ele conclui: “Orides estava muito próxima de um estado radical, selvagem, de apostar uma vida inteira em palavras, em versos, e até abdicar de relações em função da sua poesia.”

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Mariana Gouveia lança “Fragmentos de Amor” com incentivo do projeto Escritores Agora Têm Vez

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Obra de poemas foi lançada na Secretaria Municipal de Cultura e integra iniciativa da Prefeitura de Rio Verde de valorização dos escritores locais

A escritora Mariana Gouveia lançou, no dia 3 de setembro, a obra literária “Fragmentos de Amor”, durante evento realizado na Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde. O livro, dedicado à poesia, foi incentivado pelo projeto “Escritores Agora Têm Vez”, desenvolvido pela Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

O lançamento reuniu escritores, autoridades, representantes de entidades culturais, familiares, amigos e apoiadores da cultura rio-verdense, transformando a noite em um momento de celebração da literatura e de valorização dos talentos locais.

“Fragmentos de Amor” reúne poemas que abordam sentimentos, experiências e diferentes manifestações do amor. Por meio dos versos, Mariana Gouveia apresenta ao público uma produção marcada pela sensibilidade, utilizando a poesia como instrumento para traduzir emoções e reflexões sobre as relações humanas.

A publicação ganha significado especial por fazer parte do projeto “Escritores Agora Têm Vez”, iniciativa que busca incentivar a produção literária e abrir espaço para que escritores do município possam apresentar suas obras e ampliar o contato com os leitores.

O secretário municipal de Cultura, Isaac Pires, acompanhou o lançamento e destacou a importância de criar oportunidades para os escritores de Rio Verde.

 “O projeto ‘Escritores Agora Têm Vez’ nasceu com o propósito de valorizar quem produz literatura em nossa cidade. Rio Verde possui muitos talentos que precisam de espaço, incentivo e oportunidade para mostrar suas obras. Cada novo livro lançado representa não apenas uma conquista do escritor, mas também um fortalecimento da nossa identidade cultural. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, quer continuar abrindo portas para que nossos autores tenham voz e para que a literatura rio-verdense chegue cada vez mais longe”, destacou Isaac Pires.

Também prestigiaram o evento a presidente da Academia Rio-verdense de Letras, Artes e Ofícios (ARLAO), Zilda Pires; o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Laudelino Júnior; e o vereador Gerlos Mendonça, além de escritores e apoiadores das manifestações culturais do município.

A presença de diferentes representantes do setor cultural reforçou a importância da união entre poder público, entidades, escritores e comunidade para ampliar o acesso à literatura e estimular novos autores.

Com o lançamento de “Fragmentos de Amor”, Mariana Gouveia apresenta sua produção poética aos leitores e contribui para o fortalecimento do cenário literário de Rio Verde. A noite também evidenciou os resultados de políticas de incentivo que oferecem aos escritores locais a oportunidade de transformar seus trabalhos em obras que passam a integrar a memória cultural do município.

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Circuito Cultural leva música, arte e Hip Hop ao Parque Lauro Martins

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Programação gratuita será realizada nesta sexta-feira (4) e sábado (5), no Bairro Promissão, com apresentações de artistas locais e diferentes manifestações culturais

O Parque Lauro Martins Filho, no Bairro Promissão, será palco de música, dança e arte nesta sexta-feira (4) e sábado (5), durante mais uma etapa do Circuito de Mostra Cultural e da Mostra Cultural de Hip Hop nos Bairros. A programação é gratuita e busca aproximar as manifestações artísticas da comunidade rio-verdense.

Nesta sexta-feira, a partir das 20h, o Circuito de Mostra Cultural abre a programação com apresentações de MPB, Pop e Rock. Artistas e talentos locais terão espaço para mostrar seus trabalhos, proporcionando ao público uma noite de música, cultura e lazer.

A iniciativa também representa uma oportunidade de descentralizar as atividades culturais, levando apresentações para diferentes regiões de Rio Verde e ampliando o contato da população com a produção artística do município.

No sábado (5), também a partir das 20h, será a vez da Mostra Cultural de Hip Hop nos Bairros ocupar o Parque Lauro Martins Filho. A programação reunirá música, dança e outras expressões ligadas ao movimento Hip Hop, fortalecendo uma manifestação cultural que tem forte presença especialmente entre os jovens.

Além do entretenimento, as duas ações têm como proposta valorizar os artistas de Rio Verde, abrir espaços para novos talentos e democratizar o acesso à cultura. Ao levar as apresentações diretamente aos bairros, o circuito aproxima artistas e comunidade e transforma os espaços públicos em pontos de convivência e expressão cultural.

Todas as atividades são gratuitas e abertas à população.

SERVIÇO

Circuito de Mostra Cultural – MPB, Pop e Rock

Data: 4 de setembro, sexta-feira

Horário: 20h

Local: Parque Lauro Martins Filho – Bairro Promissão

Mostra Cultural de Hip Hop nos Bairros

Data: 5 de setembro, sábado

Horário: 20h

Local: Parque Lauro Martins Filho – Bairro Promissão

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3º Sarau Cultural da ARLAO reúne artistas, escritores e fazedores de cultura em Rio Verde

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Evento realizado na Secretaria Municipal de Cultura celebrou a música, a poesia e a literatura, fortalecendo o espaço dedicado às manifestações artísticas do município

A música, a poesia e a valorização dos talentos locais marcaram o 3º Sarau Cultural da Academia Rio-verdense de Letras, Artes e Ofícios (ARLAO), realizado na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, na sede da Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde.

O encontro reuniu acadêmicos, escritores, poetas, músicos e diversos fazedores de cultura, proporcionando uma noite de confraternização e, principalmente, de valorização das diferentes manifestações artísticas produzidas no município.

A programação musical foi um dos destaques. O Grupo Raiz emocionou o público com um repertório dedicado à música caipira e às raízes culturais de Goiás, resgatando canções e sonoridades que fazem parte da identidade regional.

O cantor Erasmo também participou do Sarau e apresentou um repertório diversificado, incluindo canções gospel. Já Waldir Júnior levou ao público clássicos da música popular brasileira e relembrou sucessos que atravessaram gerações, entre eles “Receba as Flores”, eternizado na voz do saudoso cantor Nilton César.

A literatura também ocupou lugar de destaque. Poetas e poetisas apresentaram poemas, versos e causos, transformando o encontro em um espaço aberto à palavra, à memória e à criatividade.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Laudelino Júnior, destacou a importância de iniciativas como o Sarau para o fortalecimento cultural e para o próprio desenvolvimento de Rio Verde. “A cultura é fundamental para o desenvolvimento de uma cidade, porque preserva nossa história, fortalece nossa identidade e abre espaço para novos talentos. O Sarau da ARLAO chega à sua terceira edição demonstrando sua grandiosidade e conquistando definitivamente seu espaço no calendário cultural de Rio Verde”, ressaltou Laudelino Júnior.

Para a presidente da ARLAO, Zilda Pires, a presença de artistas, escritores e representantes de diferentes segmentos demonstra a força e a diversidade da produção cultural rio-verdense. “Nossa gratidão a todos os fazedores de cultura que atenderam ao convite e vieram compartilhar conosco sua arte, sua poesia, sua música e seu talento. A ARLAO quer ser cada vez mais esse espaço de acolhimento e resistência cultural. Costumo dizer que a Academia é uma verdadeira ‘trincheira das letras’, onde defendemos a literatura, as artes, os ofícios e a memória cultural de Rio Verde”, afirmou.

Zilda Pires também ressaltou que a proposta do Sarau vai além das apresentações artísticas, buscando promover o encontro entre diferentes gerações e segmentos culturais.

“Cada artista que sobe ao palco, cada poeta que declama seus versos e cada pessoa que participa ajuda a manter viva a nossa cultura. O Sarau pertence aos fazedores de cultura e à comunidade de Rio Verde”, completou.

Com música regional, MPB, poesia, causos e literatura, o 3º Sarau Cultural da ARLAO consolidou-se como mais um importante espaço de encontro e valorização da produção artística local, reafirmando o papel da Academia na preservação e divulgação da cultura rio-verdense.

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