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Governo do Brasil anuncia R$ 10 bilhões para modernização do campo e avança na renegociação de dívidas rurais

Além da nova modalidade de crédito para máquinas e equipamentos agrícolas, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, na Agrishow, que o governo prepara programa para renegociação da dívida rural

Na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), no domingo (26/4), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito do MOVE Brasil para modernização de máquinas e implementos agrícolas, além de antecipar que o governo prepara um programa de renegociação de dívidas rurais, para ampliar a capacidade de investimento e a competitividade do setor.

            São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”

“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”, destacou.

            A medida segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano. “Nós tínhamos feito 10 bilhões de crédito, com juros mais baixos, para a venda de caminhões. E o sucesso foi tão grande que acabou em 60 dias, foi esgotado o crédito. Então estamos lançando um outro MOVE Brasil, MOVE Agricultura, voltado a tratores, implementos agrícolas, semeadeiras, plantadeiras, como aqui, colheitadeiras, enfim, toda a parte agrícola”, afirmou Alckmin.

            O vice-presidente também anunciou que o governo vai avançar na renegociação das dívidas do setor, contemplando produtores inadimplentes e adimplentes . “O governo vai tratar dessa questão. Para quem está inadimplente e até para quem está adimplente, vai ter um empenho na renegociação das dívidas”, declarou.

 INOVAÇÃO — Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou o compromisso com a tecnificação e mecanização do agronegócio. “Nós temos travado o grande desafio que é promover a mecanização e a tecnificação das propriedades agrícolas da Agricultura Familiar. E isso só tem sido possível porque a gente tem ao nosso lado um setor industrial que está ativo, olha o tempo inteiro para as necessidades dessa agricultura de pequena escala, que produz a variedade dos alimentos que chega às nossas mesas”, disse.

 ACORDO — Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, pontuou que o setor vai crescer ainda mais com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia. “No dia 1º de maio, nós vamos ter a alegria de ver entrar em vigência o acordo Mercosul-União Europeia, que vai beneficiar muitos dos produtos agropecuários. No meu estado [Pernambuco], por exemplo, a fruticultura está em festa. No caso das uvas, vamos deixar de pagar uma tarifa de 12% e vamos passar a ter tarifa zero. Esse é um esforço muito grande, que eu tenho certeza absoluta, que nos ajuda bastante a avançar construindo um agro cada vez mais forte”, afirmou.

 CRÉDITO — A nova modalidade do MOVE Brasil prevê a disponibilização de linha de financiamento de R$ 10 bilhões com recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, destinada à modernização do maquinário agrícola, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). A nova linha estará disponível em 20 a 30 dias e será operada diretamente pela Finep e, também, pelas instituições financeiras a ela credenciadas.

Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros. A captação de recursos do FNDCT permite à Finep oferecer condições mais vantajosas para o financiamento de projetos de inovação da cadeia agroindustrial nacional.

            A nova linha amplia a estratégia do Governo do Brasil de impulsionar investimentos produtivos com crédito em condições mais acessíveis. Mais do que financiamento, o MOVE Brasil para máquinas e implementos agrícolas articula agro, indústria e inovação, promovendo ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e fortalecimento da competitividade brasileira.

 ESTRATÉGIA INTEGRADA — O MOVE Brasil para máquinas e equipamentos agrícolas atua de forma complementar e estratégica junto a outras políticas de sucesso do Governo do Brasil. Enquanto a nova linha financia o investimento estrutural em maquinário, o Plano Safra 2025/2026, o maior da história do país, garante o capital necessário para a produção, com volumes recordes de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. A combinação entre crédito para investimento e financiamento da produção fortalece a capacidade produtiva do campo brasileiro e amplia a escala de competitividade do setor.

 EXPANSÃO HISTÓRICA — O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro.

            Desde 2023, o Brasil abriu 600 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, o maior avanço da história, ampliando destinos e reduzindo a vulnerabilidade a oscilações externas.

Em 2025, o agronegócio registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, maior valor da série histórica, respondendo por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Em fevereiro de 2026, o setor alcançou US$ 12,05 bilhões, o melhor resultado já registrado para o mês.

            Na produção, a safra nacional de grãos atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025, recorde histórico absoluto. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é alcançar até 356,3 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Festa da Uva reúne tradição, cultura e celebração na Baiinha

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Evento realizado nos dias 4 e 5 contou com apresentação da Orquestra de Rio Verde, cavalgada, almoço, churrasco e a tradicional coroação da Rainha da Uva

A comunidade da Baiinha viveu dois dias de festa, cultura e valorização das tradições com a realização da Festa da Uva, nos dias 4 e 5 de setembro. O evento reuniu moradores, visitantes e famílias em uma programação marcada pela música, confraternização e preservação dos costumes da comunidade.

A abertura oficial aconteceu na sexta-feira (4), com a apresentação da Orquestra de Rio Verde. O repertório musical deu início às festividades e proporcionou ao público um momento especial de cultura e entretenimento.

No sábado (5), a programação ganhou ainda mais movimento com a realização da tradicional cavalgada, reunindo participantes em uma das manifestações que representam a ligação da comunidade com suas raízes rurais e com a cultura do campo.

Após a cavalgada, a confraternização prosseguiu com almoço e churrasco, proporcionando um momento de encontro entre moradores e visitantes. A programação também reforçou o caráter comunitário da Festa da Uva, que preserva tradições e promove a integração entre diferentes gerações.

Rainha da Uva

Um dos momentos mais aguardados foi a tradicional coroação da Rainha da Uva, cerimônia que simboliza a história e a identidade da festa e mantém viva uma tradição construída ao longo dos anos na Baiinha.

Com música, cavalgada, gastronomia e celebração, a Festa da Uva encerrou mais uma edição reafirmando sua importância para a comunidade. Mais do que um evento festivo, a programação representa um momento de valorização da cultura local, das tradições rurais e dos vínculos entre as famílias que ajudam a preservar a história da Baiinha.

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Everaldo Pereira é eleito novo presidente do Sindicato Rural de Rio Verde

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Chapa encabeçada por Everaldo Pereira e Cleibe Maia recebeu 222 votos; nova diretoria assume em 1º de outubro para mandato de dois anos

O Sindicato Rural de Rio Verde elegeu, nesta terça-feira (18), a diretoria que estará à frente da entidade no próximo biênio. Everaldo Pereira foi eleito presidente, tendo Cleibe Maia como vice-presidente, após a chapa única receber 222 votos dos associados. Ao todo, foram contabilizados 223 votos, sendo apenas um nulo.

A eleição marcou mais uma etapa importante na trajetória de uma das principais entidades representativas do setor produtivo de Rio Verde. A participação dos associados reforçou o envolvimento dos produtores rurais na escolha daqueles que terão a responsabilidade de defender os interesses da categoria nos próximos dois anos.

O vice-prefeito de Rio Verde e associado do Sindicato Rural, Walter Baylão Júnior, destacou a importância da participação dos produtores no processo eleitoral.

“É muito importante que o produtor rural participe, venha votar e exerça o seu direito de escolher quem vai representá-lo. É essa participação que fortalece a entidade e a representação dos produtores rurais”, afirmou.

Além da escolha da nova diretoria, a votação também representou um momento de reconhecimento ao trabalho realizado pelo Sindicato Rural de Rio Verde. Ao longo dos anos, a entidade consolidou sua atuação na representação dos produtores, defesa dos direitos da categoria, prestação de serviços e apoio ao desenvolvimento da atividade rural.

A associada Irene Leão ressaltou a relação histórica de sua família com o Sindicato e a importância da entidade para quem vive e trabalha no campo.

“Meu pai foi diretor por anos aqui no Sindicato e eu tenho muito orgulho. Poder ser associada do Sindicato Rural também é ter a segurança de saber que existe uma entidade trabalhando pela nossa categoria. Nós contamos com serviços, orientação e, principalmente, com uma representação que está ao lado do produtor quando precisamos. Fico satisfeita em participar e contribuir com o Sindicato”, declarou.

Continuidade e proximidade com o produtor

Após a confirmação do resultado, Everaldo Pereira agradeceu a confiança dos associados e destacou que a nova gestão pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Sindicato, mantendo a defesa do produtor rural como uma de suas principais prioridades.

“Quero agradecer a cada associado que participou da eleição e exerceu o seu direito de voto. A confiança de cada produtor aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Vamos continuar ao lado do produtor rural, defendendo seus direitos, representando seus interesses e trabalhando para fortalecer cada vez mais o nosso Sindicato Rural de Rio Verde”, afirmou Everaldo.

O vice-presidente eleito, Cleibe Maia, também ressaltou que a gestão buscará manter uma relação próxima com os associados, ampliando o diálogo e acompanhando as demandas do setor.

“Vamos manter o diálogo aberto com os produtores, ouvindo suas demandas e buscando soluções que contribuam para fortalecer o setor. Nosso compromisso é estar presente e representar o produtor rural com responsabilidade, trabalho e união”, destacou.

A nova diretoria tomará posse no dia 1º de outubro de 2026, quando Everaldo Pereira e Cleibe Maia iniciarão oficialmente o novo mandato à frente do Sindicato Rural de Rio Verde. A gestão terá pela frente o desafio de dar continuidade ao fortalecimento da entidade e de ampliar sua atuação em defesa de um setor fundamental para a economia de Rio Verde e de toda a região sudoeste de Goiás.

DIRETORIA ELEITA

(PRESIDENTE) EVERALDO BARBOZA PEREIRA

(VICE-PRESIDENTE) CLEIBE DIVINO OLIVEIRA MAIA

(SECRETÁRIO) ANA PAULA BARBOSA ANDRADE

(TESOUREIRO)  AUGUSTO GONÇALVES MARTINS

SUPLENTES:

LÚCIO SILVA MORAES

VANDERLEI SECCO

IVAN ROBERTO BRUCCELI

LUIZ EGÍDIO GALETTI

CONSELHO FISCAL:

FLÁVIA MONTANS

NIDIA RIBEIRO GUERREIRO

RENATO LEÃO

RENATA FERGUSON

FELIPE RIBEIRO

DELEGADOS REPRESENTANTES:

ADRIANO ANTÔNIO BARZOTTO

ÊNIO JAIME FERNANDES JÚNIOR

NIVALDO GONÇALVES DE OLIVEIRA

JOÃO EMÍLIO RIBEIRO VALONGO

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Sindicato Rural de Rio verde e comitê jurídico realizam reunião técnica sobre renegociação de dívidas rurais

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O Sindicato Rural de Rio Verde e o Comitê Jurídico, realizaram uma reunião técnica para discutir os principais pontos da Medida Provisória nº 1.376/2026 e da Resolução CMN nº 5.330/2026, que estabelecem mecanismos para a composição, renegociação e reorganização de dívidas de produtores rurais.

Publicada em 15 de julho de 2026, a MP 1.376/2026 criou uma política pública voltada à reorganização do passivo rural, permitindo a contratação de novas linhas de crédito destinadas à liquidação ou amortização de operações existentes. Já a Resolução nº 5.330, publicada pelo Conselho Monetário Nacional em 27 de julho, regulamentou as condições para acesso à linha de crédito, estabelecendo critérios de enquadramento, limites, taxas de juros, prazos e condições operacionais.

Durante a reunião, foram analisadas as operações que podem ser contempladas pela medida, incluindo contratos de custeio, comercialização, industrialização, investimento e determinadas operações de CPR Financeira. Também foram discutidas as situações que não se enquadram na regulamentação, como operações encaminhadas para a Dívida Ativa da União e aquelas que não atendam aos recortes de datas, natureza da dívida e situação de adimplência ou inadimplência previstos na resolução.

Um dos principais pontos de atenção é que o acesso ao benefício não é automático. De acordo com a regulamentação, produtores rurais e cooperativas precisam comprovar perdas de renda ou safra em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária esperada, decorrente de eventos climáticos extremos ou da redução dos preços de comercialização dos produtos financiados. Há ainda uma condição excepcional para quem comprovar perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda, provocada por eventos climáticos extremos.

A reunião também detalhou as condições financeiras previstas. Na condição geral, os prazos podem chegar a oito anos, com pagamento da primeira parcela do principal após dois anos de carência. As taxas variam de 6% a 12% ao ano, conforme a categoria do produtor. Na condição excepcional, o prazo pode chegar a 10 anos, com taxas entre 5% e 11% ao ano e carência de dois anos para o pagamento da primeira parcela do principal. Em ambos os casos, a contratação deve ser realizada até 12 de novembro de 2026.

Outro ponto considerado fundamental durante a reunião foi a necessidade de elaboração de laudo técnico por profissional habilitado, com ART/CREA, capaz de demonstrar a relação direta entre as perdas registradas e as operações que serão liquidadas ou amortizadas. O documento deve retratar fielmente a realidade da propriedade, e cada caso precisa ser analisado individualmente.

O encontro também chamou a atenção para a responsabilidade envolvida na apresentação das informações. A utilização de laudos, relatórios ou declarações com informações falsas ou fraudulentas pode resultar na perda do benefício, restituição dos valores e impedimento de contratação de operações de crédito rural subvencionadas ou recebimento de incentivos públicos por até cinco anos, além de outras responsabilidades administrativas, civis e criminais.

Para o produtor do Sudoeste Goiano, o tema ganha ainda mais relevância diante de um cenário marcado pelo aumento dos custos de produção, redução dos preços das commodities, queda das margens econômicas e dificuldades de fluxo de caixa.

O Comitê Jurídico reforçou que o produtor deve avaliar a situação de forma individualizada antes de tomar qualquer decisão. A recomendação é verificar o enquadramento da operação, comprovar os requisitos de perda de renda, organizar contratos e demais documentos, providenciar o laudo técnico e revisar cuidadosamente as informações antes do protocolo.

Para aqueles que não se enquadrarem nas condições da MP, permanecem alternativas como alongamento, prorrogação, negociação administrativa e, quando cabíveis, medidas judiciais. A reunião destacou ainda que a MP não substitui as regras previstas no Manual de Crédito Rural.

Com a realização da reunião técnica, o Sindicato Rural de Rio Verde e o Comitê Jurídico buscam ampliar o conhecimento sobre a regulamentação e contribuir para que os produtores tenham mais segurança na avaliação das possibilidades de reorganização de suas dívidas, especialmente diante do prazo para contratação, que se encerra em 12 de novembro de 2026.

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