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religião

Celebração da Missa dos Santos Óleos na Diocese de Jataí

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A Semana Santa tem início com o Domingo de Ramos; no entanto, o ponto alto desse tempo litúrgico é o Tríduo Pascal, ou seja, os três dias que antecedem a ressurreição de Jesus. No primeiro dia do Tríduo Pascal, celebramos o Lava-Pés e revivemos as atitudes de Jesus em sua última ceia, quando ensinou os apóstolos a serem humildes e a servir, antes de serem servidos.

Na noite de quinta-feira, Jesus lava os pés dos apóstolos e janta com eles, isto é, parte o pão e o distribui, pedindo que esse gesto seja repetido sempre, instituindo, assim, o Sacramento da Eucaristia. É também nessa noite que Jesus é traído por Judas, e é nela que a Igreja nos convida a permanecer em vigília, recordando o pedido de Jesus aos apóstolos: que vigiem com Ele antes de ser preso e entregue à morte.

Nesse primeiro dia do Tríduo Pascal, acontece também, em todas as catedrais católicas ou em alguma igreja designada pelos bispos, a celebração dos Santos Óleos. Nesse dia, todo o clero da diocese se reúne para participar da bênção e consagração, feitas pelo bispo, dos óleos que serão utilizados nos sacramentos do Batismo, da Crisma, da Ordem e da Unção dos Enfermos ao longo do ano. Nesse mesmo dia, os padres renovam seus votos, isto é, as promessas sacerdotais feitas por ocasião da recepção do Sacramento da Ordem.

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politica

Debate entre Lula e Flávio Bolsonaro expõe a polarização política e os perigos do fanatismo religioso no Brasil

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Confronto na TV Globo revelou diferenças entre os candidatos, mas também mostrou como a intolerância, a manipulação da fé e a falta de pensamento crítico comprometem o debate democrático.

JC Oliveira

O último debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de sexta-feira, 23 de outubro, pela TV Globo, foi mais do que um confronto entre dois projetos políticos. Representou um retrato de um Brasil profundamente dividido, onde a paixão partidária frequentemente supera a razão e onde, lamentavelmente, a religião tem sido utilizada como instrumento de influência eleitoral.

Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro abordou temas fundamentais, como economia, segurança pública, saúde, endividamento das famílias e programas sociais. Entretanto, as propostas dividiram espaço com acusações pessoais, provocações e disputas sobre acontecimentos do passado.

Lula demonstrou maior domínio da experiência administrativa, utilizando realizações de seus governos para defender suas posições e confrontar o adversário. Flávio Bolsonaro, por sua vez, procurou apresentar uma imagem mais moderada, explorando principalmente o custo de vida, a segurança pública e as dificuldades financeiras enfrentadas pela população.

O presidente mostrou maior desenvoltura em determinados momentos, especialmente ao questionar o histórico político do adversário. Flávio conseguiu levantar problemas reais do cotidiano brasileiro, mas nem sempre apresentou respostas suficientemente detalhadas sobre como pretende solucioná-los. Ambos recorreram a ataques que reduziram o espaço para uma discussão mais aprofundada sobre o futuro do país.

A avaliação de desempenho não foi consensual entre os analistas. Enquanto a Folha de S.Paulo apontou vantagem de Lula, outros comentaristas destacaram a postura mais controlada de Flávio. A checagem da Agência Lupa também identificou declarações problemáticas dos dois candidatos.

Quando a fé deixa de orientar e passa a impedir o pensamento

Entretanto, existe uma questão ainda mais preocupante do que o desempenho dos presidenciáveis: o fanatismo religioso que contamina parte da discussão política brasileira.

A religião, quando fundamentada no amor, na solidariedade, na justiça e no respeito ao próximo, representa uma importante contribuição para a sociedade. O problema começa quando a fé é transformada em instrumento de submissão política e líderes religiosos passam a apresentar candidatos como representantes exclusivos de Deus.

Nenhum político possui procuração divina para governar o Brasil. Nenhum partido é proprietário da verdade, da moralidade ou dos valores cristãos.

O fanatismo religioso produz ignorância política quando substitui o conhecimento pela obediência cega, a investigação dos fatos pela repetição de discursos e o pensamento crítico pela crença de que questionar determinado candidato significa contrariar a vontade de Deus.

É importante distinguir religiosidade de fanatismo. Milhões de brasileiros encontram na fé inspiração para exercer a cidadania com responsabilidade. O problema não está em acreditar em Deus, mas em abandonar a capacidade de pensar por conta própria em nome de uma liderança política ou religiosa.

Quando um cidadão deixa de analisar propostas, investigar denúncias, comparar resultados administrativos e cobrar responsabilidades porque acredita que seu candidato foi escolhido por Deus, a democracia perde um eleitor consciente e ganha um seguidor incondicional.

E isso pode acontecer tanto à direita quanto à esquerda, embora a instrumentalização explícita da identidade religiosa tenha assumido características particularmente marcantes em determinados movimentos políticos conservadores.

O perigo de transformar políticos em figuras sagradas

Uma das maiores contradições da política brasileira está na facilidade com que determinados grupos defendem valores religiosos enquanto relativizam comportamentos que contrariam os próprios princípios que afirmam seguir.

Pregam o amor, mas disseminam o ódio. Defendem a família, mas toleram ofensas pessoais. Falam em verdade, mas compartilham informações falsas quando elas favorecem seus candidatos. Exigem honestidade dos adversários, mas encontram justificativas para irregularidades praticadas por seus aliados.

Essa contradição não pertence exclusivamente a uma corrente política. Ela revela o perigo da idolatria partidária, especialmente quando revestida de linguagem religiosa.

O eleitor precisa compreender que Lula não está acima das críticas e Flávio Bolsonaro também não. Ambos devem ser avaliados por suas propostas, trajetórias, decisões e compromissos com a Constituição.

A democracia não necessita de salvadores da pátria. Necessita de governantes competentes, instituições fortes, liberdade de imprensa e cidadãos capazes de fiscalizar o poder.

A ignorância política interessa a quem deseja controlar

O fanatismo não surge apenas da falta de informação. Muitas vezes, ele se alimenta da recusa deliberada em aceitar informações que contrariem convicções pessoais.

As redes sociais agravaram esse fenômeno ao criar ambientes nos quais as pessoas recebem continuamente mensagens que confirmam aquilo em que já acreditam. Quando discursos políticos são associados ao medo religioso, à ameaça contra a família ou à ideia de uma batalha entre o bem e o mal, o debate racional fica ainda mais difícil.

Nesse ambiente, adversários deixam de ser vistos como cidadãos com opiniões diferentes e passam a ser tratados como inimigos que precisam ser derrotados a qualquer custo.

O resultado é uma sociedade mais intolerante, vulnerável à desinformação e menos preparada para discutir questões concretas, como inflação, emprego, educação, saúde, segurança e desenvolvimento econômico.

A fé não deveria ser usada para impedir perguntas. Pelo contrário, uma sociedade verdadeiramente comprometida com valores éticos deve estimular a busca pela verdade, a responsabilidade individual e o respeito às diferenças.

O Brasil precisa de eleitores, não de discípulos políticos

O debate da Globo ofereceu aos brasileiros mais uma oportunidade de comparar os dois candidatos que disputam a Presidência da República neste segundo turno. Mas a decisão eleitoral não deveria depender apenas de quem falou mais alto, apresentou a frase mais impactante ou conseguiu constranger o adversário.

É necessário avaliar quem possui propostas viáveis, capacidade administrativa, compromisso democrático e condições de enfrentar os problemas estruturais do país.

Também é fundamental reconhecer que a liberdade religiosa e a liberdade política são direitos que devem caminhar juntos, sem que uma seja utilizada para anular a outra.

Deus não tem partido político. A fé não substitui a inteligência. E a democracia não pode ser refém do fanatismo.

O Brasil continuará dividido enquanto milhões de cidadãos acreditarem que seu candidato representa o bem absoluto e que o adversário simboliza todo o mal.

Mais importante do que descobrir quem venceu o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro é compreender que o verdadeiro vencedor de uma eleição deve ser o povo brasileiro.

E um povo somente exerce plenamente sua soberania quando aprende a pensar, questionar e decidir sem entregar sua consciência a políticos, líderes religiosos ou influenciadores.

Afinal, a fé pode iluminar a consciência, mas jamais deveria apagar a razão.

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cidade

Casamento comunitário celebra o Sacramento do Matrimônio para oito casais de Rio Verde

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Em uma cerimônia marcada pela fé, emoção e pelo fortalecimento da família cristã, a Pastoral Familiar de Rio Verde realizou, na manhã do último dia 18 de julho, um Casamento Comunitário Católico que reuniu oito casais da zona rural da região do Rio Preto. A celebração aconteceu às 10 horas, na Capela da Paróquia São Judas Tadeu, no Bairro Promissão.

O casamento comunitário é uma iniciativa pastoral da Igreja Católica que possibilita a vários casais receberem o Sacramento do Matrimônio em uma única celebração. Mais do que um ato simbólico, a cerimônia representa a regularização da vida sacramental dos casais, fortalecendo o compromisso assumido diante de Deus e da comunidade.

Os oito casais participantes já viviam em união há vários anos e haviam constituído suas famílias, mas ainda não haviam recebido o sacramento do matrimônio. Após um período de preparação promovido pela Pastoral Familiar, eles puderam celebrar esse importante momento de fé e renovação dos votos conjugais.

A celebração emocionou familiares, amigos e membros da comunidade paroquial. Vestidos especialmente para a ocasião, os noivos usaram ternos e as noivas entraram com elegantes vestidos brancos, tornando a cerimônia ainda mais significativa e inesquecível.

A organização do casamento comunitário esteve sob a coordenação do casal Milka Márcia e Elson, que conduziram os preparativos juntamente com a equipe da Pastoral Familiar, oferecendo todo o acompanhamento necessário aos participantes durante o período de formação.

Além de oficializar a união dos casais perante a Igreja, a iniciativa reafirma a missão da Pastoral Familiar de evangelizar, acolher e fortalecer as famílias, incentivando a vivência dos sacramentos e dos valores cristãos como pilares da vida matrimonial. A celebração também reforçou o compromisso da Igreja em aproximar os fiéis da vida sacramental, promovendo momentos de comunhão, esperança e renovação da fé.

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religião

Leão XIV nomeia uma leiga como prefeita do Dicastério para a Comunicação

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Atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, Maria Montserrat Alvarado sucederá a Paolo Ruffini em novembro, dando continuidade ao processo de reforma e renovação iniciado pelo Papa Francisco.

Maria Montserrat Alvarado

sucederá a Paolo Ruffini

em novembro, dando

continuidade ao processo

de reforma e renovação iniciado pelo Papa Francisco.

Vatican News

O Papa Leão XIV nomeou Maria Montserrat Alvarado, atualmente presidente e diretora operacional da EWTN News, prefeita do Dicastério para a Comunicação a partir de novembro de 2026. Alvarado iniciará sua missão no dia 1º de novembro de 2026.

Nascida na Cidade do México, Alvarado obteve seus diplomas acadêmicos na Florida International University e na George Washington University. De 2009 a 2023, ocupou cargos de liderança no Becket Fund for Religious Liberty, dedicando-se a iniciativas voltadas à defesa da liberdade religiosa e à promoção da dignidade humana. Desde 2023, ocupa o cargo de presidente e diretora operacional da EWTN News, a divisão jornalística da Eternal Word Television Network, supervisionando plataformas de mídia internacionais que produzem conteúdos em sete idiomas por meio de televisão, rádio, imprensa, mídia digital e redes sociais.

Com a nomeação de Alvarado, o Papa Leão XIV dá continuidade ao processo de reforma e renovação da Cúria Romana iniciado pelo Papa Francisco, que tem confiado a fiéis leigos, homens e mulheres, cargos de liderança e responsabilidades a serviço da Igreja universal. Alvarado é a primeira mulher leiga a ser nomeada prefeita de um dicastério da Santa Sé.

Instituído pelo Papa Francisco em 27 de junho de 2015 no âmbito da reforma da Cúria Romana, o Dicastério para a Comunicação supervisiona os sistemas de comunicação da Santa Sé, entre os quais Vatican News, Rádio Vaticano, L’Osservatore Romano, Vatican Media (serviços fotográficos, de áudio e vídeo), Sala de Imprensa da Santa Sé, Livraria Editora Vaticana, Tipografia Vaticana e Filmoteca Vaticana. Além das funções operacionais e tecnológicas que lhe foram atribuídas, o Dicastério também aprofunda e desenvolve os aspectos propriamente teológicos e pastorais da atividade da Igreja no campo da comunicação. Alvarado sucederá a Paolo Ruffini, que o Papa Francisco havia nomeado em 2018 como o primeiro prefeito leigo de um dicastério da Cúria Romana e que completará 70 anos no próximo mês de outubro.

Em uma declaração divulgada após o anúncio, Alvarado afirmou: “embora essa nomeação tenha sido inesperada, a recebo com o sincero desejo de servir ao Santo Padre no início de seu pontificado. Sou grata a Paolo Ruffini por sua orientação nos últimos anos e estou ansiosa para continuar, com amizade e esperança, o importante trabalho de fortalecimento do Dicastério, para que ele possa continuar a servir a Igreja em Roma e em todos os lugares, a fim de comunicar Cristo ao mundo”.

Ruffini enviou uma carta aos funcionários do Dicastério para a Comunicação e declarou: “o Dicastério tem gravado em seu DNA o dever de permanecer constantemente em sintonia com o mundo da comunicação em rápida evolução. Desde o momento em que nascemos como instituição, nossa estrela-guia foi e continua sendo esta: nunca parar, passar o bastão sem deixar de correr, estar presentes aqui e agora, neste exato instante, como pedra de comparação de uma comunicação que é instrumento de uma comunhão que cresce com o tempo. Entrei na reta final da corrida, antes do momento em que – na longa viagem que é a nossa vida profissional – tendo completado 70 anos, a idade prevista para a aposentadoria, passarei o bastão a Montserrat Alvarado como próxima prefeita. Nós nos conhecemos bem. E nos próximos meses trabalharemos em estreita colaboração, no espírito de comunhão que nos une na Igreja”.

“Sou grato à grande família do Dicastério – acrescentou ele – pelo caminho que percorremos juntos nestes oito anos. Estamos dando início agora ao processo, nos próximos meses, para uma transição tranquila, a fim de ajudar o Dicastério a continuar crescendo a serviço do Santo Padre e em sua missão de servir num espírito de unidade e abertura”.

Michael P. Warsaw, presidente do conselho de administração e diretor executivo da EWTN, afirmou que Alvarado conquistou “a confiança e o respeito de todos aqueles que tiveram o privilégio de trabalhar ao seu lado” durante os anos que passou na emissora. Ele acrescentou: “oferecemos a ela nossas orações, nosso incentivo e o total apoio da família EWTN ao iniciar esta importante missão a serviço do Papa Leão XIV e de seu pontificado”.

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