
A revogação da cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), conhecido pela oposição como “Taxa do Agro”, intensificou o debate entre os pré-candidatos ao Governo de Goiás. A menos de oito meses das eleições, o tema já integra o discurso de campanha.
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) defende que o fundo foi essencial para garantir investimentos em infraestrutura, especialmente nas áreas ligadas à produção agrícola, pecuária e mineral. Segundo ele, a revogação não comprometerá obras. “Estamos encerrando o Fundeinfra sem reduzir os investimentos”, afirmou.
Já o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) classificou a cobrança como injusta ao setor produtivo e atribuiu o fim da taxa à pressão de entidades e parlamentares. “Denunciei a injustiça em cada oportunidade. A pressão funcionou”, declarou.

O senador Wilder Morais (PL), também pré-candidato, ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema. Analistas avaliam que o parlamentar tem priorizado pautas alinhadas ao bolsonarismo, buscando fortalecer seu campo político no Estado.
Nos bastidores, interlocutores apontam que a decisão do governo pode estar relacionada à expectativa de julgamento da constitucionalidade do Fundeinfra pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que pode impactar o cenário eleitoral.
Fim do Fundeinfra divide pré-candidatos ao Governo de Goiás
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), apelidado de “Taxa do Agro”, provocou reações distintas entre os pré-candidatos ao Governo de Goiás e intensificou o clima pré-eleitoral.
Daniel defende investimentos
O vice-governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o fundo foi responsável por ampliar a capacidade de investimento do Estado, principalmente em obras rodoviárias. Segundo ele, mesmo com o fim da cobrança, os recursos para infraestrutura estão garantidos.
“Estamos revogando o Fundeinfra sem reduzir o investimento em infraestrutura do Estado”, declarou.
Marconi fala em “injustiça”
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) adotou tom crítico e afirmou que a cobrança penalizava o setor produtivo. Em nota, destacou que a suspensão é resultado da pressão de entidades e parlamentares contrários à medida.
Wilder ainda não se manifesta
O senador Wilder Morais (PL), também pré-candidato, não comentou o fim da taxa. Analistas políticos avaliam que o parlamentar tem concentrado sua estratégia em pautas ligadas ao bolsonarismo, buscando consolidar sua base eleitoral.
STF pode influenciar cenário
Interlocutores afirmam que a decisão do governo pode estar relacionada à expectativa de julgamento da constitucionalidade do Fundeinfra pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O desfecho da análise poderá influenciar o debate eleitoral nos próximos meses.
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