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Tragédia na GO-174 reforça urgência da duplicação entre Rio Verde e Montividiu

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Acidente envolvendo três caminhões deixa uma pessoa morta e reacende o alerta sobre a necessidade de investimentos em segurança e infraestrutura em uma das principais rodovias do Sudoeste goiano.

Um grave acidente envolvendo três caminhões deixou uma pessoa morta na tarde deste sábado (24), na GO-174, entre os municípios de Rio Verde e Montividiu, no Sudoeste de Goiás. A colisão aconteceu nas proximidades da descida do Córrego Monte Alegre e voltou a chamar a atenção para os riscos enfrentados diariamente pelos motoristas que utilizam a rodovia, considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola da região.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, dois caminhões transportavam milho, enquanto o terceiro estava carregado com fécula de mandioca. As equipes de resgate foram acionadas por volta das 18h25 e, ao chegarem ao local, encontraram uma vítima presa às ferragens, já sem sinais vitais.

A violência do acidente provocou o espalhamento de uma grande quantidade de grãos de milho sobre a pista, exigindo trabalhos de limpeza e medidas de segurança para evitar novas ocorrências. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) acompanhou a operação e realizou o controle da área.

Em razão das condições em que a vítima se encontrava, os bombeiros precisaram aguardar a chegada da perícia técnica para realizar o desencarceramento. Após a retirada do corpo, a ocorrência ficou sob responsabilidade dos órgãos competentes. Até o momento, a identidade da vítima e as causas do acidente não foram divulgadas.

Duplicação não pode continuar sendo adiada

Mais do que uma tragédia isolada, o acidente reacende uma discussão que precisa ocupar lugar de destaque na agenda das autoridades estaduais: a necessidade urgente de duplicação da GO-174, especialmente no trecho que liga Rio Verde a Montividiu.

A rodovia representa um importante corredor logístico para o agronegócio, sendo utilizada diariamente por caminhões carregados de grãos, insumos agrícolas e outros produtos, além de veículos de passeio, ônibus e trabalhadores que se deslocam entre os municípios.

O intenso movimento de veículos pesados, associado às características de uma pista simples, aumenta a preocupação com a segurança viária. Em determinados pontos, curvas, declives e a necessidade de ultrapassagens tornam a circulação ainda mais delicada, principalmente durante os períodos de safra, quando cresce a movimentação de caminhões.

A duplicação da GO-174 deve ser tratada como investimento prioritário em infraestrutura, desenvolvimento econômico e, sobretudo, preservação de vidas. A implantação de pistas separadas por sentido, acompanhada de melhorias na sinalização, acostamentos e dispositivos de segurança, contribuiria para reduzir os riscos de colisões frontais e proporcionar maior fluidez ao trânsito.

É fundamental que o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), avalie com prioridade a duplicação desse importante corredor rodoviário. Também cabe às lideranças políticas, entidades representativas do setor produtivo e administrações municipais unir esforços para transformar essa necessidade em uma reivindicação permanente.

Rio Verde e Montividiu estão inseridos em uma das regiões mais produtivas do agronegócio brasileiro. O crescimento econômico e o aumento da circulação de cargas exigem uma infraestrutura rodoviária compatível com essa realidade.

Não basta ampliar a capacidade de produção e transporte sem garantir condições seguras para quem trafega pelas rodovias. A riqueza gerada pelo agronegócio precisa ser acompanhada de investimentos que protejam a vida dos trabalhadores, transportadores e famílias que dependem diariamente dessas estradas.

O acidente deste sábado deixa uma vítima fatal e uma reflexão que não pode ser ignorada: a duplicação da GO-174 precisa deixar de ser apenas uma reivindicação regional para se tornar uma prioridade efetiva do poder público.

A apuração das causas da colisão cabe às autoridades competentes, e não é possível atribuir o acidente à ausência de duplicação sem essa investigação. Entretanto, a tragédia reforça a importância de discutir medidas estruturais capazes de tornar a rodovia mais segura.

Afinal, o desenvolvimento de uma região não pode ser medido apenas pela riqueza que produz, mas também pela segurança oferecida àqueles que ajudam a construí-la.

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