ECONOMIA
Após R$ 150 milhões em investimentos e impacto em mais de 2 milhões de habitantes, primeiro pedágio eletrônico de Goiás entra em operação no dia 27

Após cumprir metas previstas pela ANTT, concessionária Rota Verde Goiás inicia operação do sistema Pedágio Eletrônico nas BR-060 e BR-452. Em apenas um ano, concessão já soma mais de 27 mil atendimentos e investimentos aplicados em recuperação viária, monitoramento, iluminação, telecomunicações e atendimento operacional 24 horas, Motociclistas e ambulâncias, por exemplo, estão isentas de taxas
A partir do próximo dia 27 de maio, entra oficialmente em operação o primeiro sistema de pedágio eletrônico de Goiás nas rodovias BR-060 e BR-452, no trecho entre Goiânia, Rio Verde e Itumbiara administrado pela concessionária Rota Verde Goiás. A autorização para início da cobrança foi concedida após o cumprimento das metas previstas no contrato de concessão e a realização de mais de R$ 150 milhões em investimentos voltados à modernização da infraestrutura rodoviária. A menor tarifa homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será de R$ 3,90 para veículos de passeio com dois eixos.
Antes da cobrança efetiva, os usuários passam por um período educativo chamado “Marcha Branca”, que seguirá por 10 dias. Durante esta fase, os motoristas poderão trafegar normalmente pelos pórticos sem cobrança de tarifa, enquanto a concessionária realiza testes operacionais e amplia as ações de orientação sobre o funcionamento do novo sistema eletrônico.
Ao todo, serão sete pontos de cobrança distribuídos ao longo dos 426 quilômetros administrados pela Rota Verde Goiás: quatro na BR-060 e três na BR-452, totalizando 11 pórticos de pedágio eletrônico. Como a BR-060 é duplicada, cada ponto possui dois pórticos, um para cada sentido da rodovia.
Benefícios aos usuários
Desde abril de 2025, quando assumiu a concessão, a Rota Verde Goiás implantou uma das maiores estruturas operacionais rodoviárias do Centro-Oeste, beneficiando diretamente mais de 2 milhões de habitantes do eixo Goiânia–Rio Verde–Itumbiara.
Entre os principais avanços já entregues estão:
● 43.000 toneladas de CBUQ aplicados na requalificação do Pavimento;
● revitalização completa da iluminação urbana;
● implantação de 23 torres de telecomunicação para irradiar sinal 4G em toda a extensão da rodovia;
● instalação de 22 câmeras de monitoramento em tempo real;
● nove Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs);
● atendimento operacional gratuito funcionando 24 horas por dia
A concessionária também ampliou o suporte operacional com ambulâncias de resgate e UTI móveis, inspeção de tráfego, apoio mecânico, caminhão-pipa para combate inicial a incêndios, caminhão boiadeiro para retirada de animais da pista e guinchos leves e pesados para o socorro mecânico.
Considerando o perfil logístico da BR-452, a empresa investiu em equipamentos acima dos requisitos mínimos previstos em contrato, incluindo guinchos com capacidade para até 150 toneladas de arraste total. Desde outubro de 2025, já foram registradas mais de 19 mil ocorrências, resultando em mais de 27 mil atendimentos aos usuários, 117 atendimentos diários a diversas ocorrências de seus usuários.
Para o diretor da Rota Verde Goiás, Daniel Amaral, os investimentos realizados antecipam o padrão de modernização previsto para toda a concessão. “A população já consegue perceber uma transformação concreta nas rodovias, com melhorias na fluidez, segurança viária, iluminação, monitoramento, atendimento operacional e recuperação do pavimento. Nosso compromisso é oferecer uma rodovia mais moderna, segura e eficiente, sem perder de vista a responsabilidade ambiental em todo o trecho concedido, inclusive com futuras obras voltadas à preservação da fauna e redução dos impactos ambientais no Cerrado”, afirma.
Entre as intervenções ambientais previstas no contrato de concessão estão a implantação de 11 passagens de fauna ao longo das rodovias, medida considerada estratégica para preservação da biodiversidade e redução de acidentes envolvendo animais silvestres no bioma Cerrado.
Como funcionará o pedágio eletrônico
O pedágio eletrônico elimina praças físicas e cancelas. A cobrança será feita automaticamente por meio de pórticos equipados com câmeras, sensores e antenas que identificam os veículos em movimento por meio da leitura da placa ou TAG eletrônica.
Motoristas com TAG ativa terão cobrança automática diretamente na operadora contratada. Serão aceitas TAGs como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Taggy, Move Mais e serviços vinculados a instituições financeiras.
Já os usuários sem TAG poderão pagar a tarifa por:
● aplicativo da Rota Verde Goiás;
● site oficial da concessionária;
● totens de autoatendimento disponíveis nos SAUs.
O prazo para pagamento será de até 30 dias após a passagem pelo pórtico.
Motocicletas estão isentas da cobrança em todo o trecho concedido.
Tarifas homologadas pela ANTT
Atendimento gratuito ao usuário
Outro destaque do primeiro ano da concessão foi a implantação dos nove Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs), estruturas que oferecem banheiro, fraldário, água potável, internet, telefone de emergência e totens de autoatendimento para consulta e pagamento de pedágio e informações sobre a rodovia.
Desde outubro de 2025, os usuários das BR-060 e BR-452 passaram a contar, pela primeira vez, com uma estrutura completa de atendimento operacional funcionando 24 horas por dia de forma gratuita.
Descontos para usuários frequentes
Motoristas que utilizam TAG ativa terão direito a dois benefícios previstos em contrato:
● Desconto Básico da Tarifa (DBT): redução automática de 5% em todas as passagens;
● Desconto de Usuário Frequente (DUF): abatimentos progressivos para veículos de passeio que podem chegar a até 90%, conforme a frequência de utilização do mesmo pórtico ao longo do mês.
Novos investimentos previstos
A concessão segue com cronograma contínuo de obras e melhorias. Entre os investimentos previstos estão:
● 31 quilômetros de duplicação da BR-452;
● 122 quilômetros de faixas adicionais;
● 14 passarelas;
● 11 passagens de fauna;
● 37 quilômetros de vias marginais;
● 36 paradas de ônibus;
● ponto de descanso para caminhoneiros.
O contrato firmado com a ANTT prevê aproximadamente R$ 7 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos de concessão.
Principais dúvidas dos usuários
Quando começa a cobrança?
A cobrança começa oficialmente no dia 27 de maio.
O que é a Marcha Branca?
É um período educativo de 10 dias antes da cobrança efetiva. Durante esse período, os veículos passam normalmente pelos pórticos sem pagamento.
O motorista precisa parar?
Não. O sistema funciona com leitura automática dos veículos em movimento.
Como o veículo é identificado?
Pela TAG eletrônica ou pela leitura da placa do veículo.
Como faço o pagamento sem TAG?
O Pagamento do TAG chegará mensalmente no endereço cadastrado com o histórico de passagens e valores aplicados conforme descontos progressivos aplicados.
Quem não possui o TAG como paga:
O pagamento poderá ser realizado através do APP da Concessionária e respectivo cadastro da placa do veículo. O pagamento via APP poderá ser feito por PIX ou cartão de crédito.
Qual o prazo para pagamento?
Até 30 dias após a passagem pelo pórtico.
O que acontece se eu não pagar?
O não pagamento é considerado infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Motocicletas pagam pedágio?
Não. Motocicletas estão isentas em todo o trecho concedido.
Usuários frequentes terão desconto?
Sim. Usuários com TAG ativa terão descontos automáticos previstos em contrato, incluindo abatimentos progressivos para uso frequente.
Serviço
Para mais informações e acompanhar as novidades, acesse o site rotaverdegoias.com.br e também siga os perfis da Rota Verde Goiás no Instagram (@rotaverdegoias) e no LinkedIn (Rota Verde Goiás).
Sobre a Rota Verde Goiás
A Rota Verde Goiás assume 426,2 quilômetros de malha rodoviária em um trajeto essencial ao escoamento do agronegócio, principalmente soja e milho, e da indústria. O trecho rodoviário também é o caminho do transporte de produtos de multinacionais e de grandes eventos.
Firmado entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária, o contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 7 bilhões e tem um modelo de gestão inovador que visa oferecer mais segurança, conforto e eficiência para os usuários. Os benefícios econômicos incluem ainda a geração estimada de 58.389 empregos diretos e indiretos.
ECONOMIA
Gigante japonesa Zen-Noh adquire 30% do Grupo Cereal e reforça presença no agronegócio brasileiro

A japonesa Zen-Noh, uma das maiores organizações cooperativistas agrícolas do mundo, anunciou a aquisição de 30% de participação no Grupo Cereal, empresa sediada em Rio Verde (GO) e referência na originação, armazenagem e processamento de grãos. A operação representa um importante movimento de internacionalização do agronegócio brasileiro e fortalece a capacidade de investimentos da companhia goiana.
Pelo acordo, a família Baraúna permanecerá com 70% do controle acionário, mantendo a gestão e a condução estratégica da empresa. O fundador Evaristo Lira Baraúna assumirá a presidência do Conselho de Administração. O valor da transação não foi divulgado e a conclusão do negócio ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.
A parceria tem como principal objetivo ampliar a capacidade de originação de grãos, expandir a infraestrutura de armazenagem, fortalecer a atuação logística e acelerar o crescimento do Grupo Cereal no Brasil. Além disso, a aliança deverá aproximar ainda mais a produção brasileira dos mercados asiáticos, aproveitando a ampla rede internacional da Zen-Noh.
Fundado em 1981, em Rio Verde, o Grupo Cereal consolidou-se como uma das principais empresas do agronegócio nacional, atuando na comercialização de grãos, fornecimento de insumos, processamento de soja e produção de biocombustíveis. A entrada da Zen-Noh no capital da companhia reforça a confiança de investidores internacionais no potencial do agronegócio goiano e brasileiro, além de abrir novas oportunidades de negócios e de geração de valor para os produtores rurais parceiros da empresa.
ECONOMIA
Goiás entra no centro do debate nacional sobre o futuro da energia elétrica
Especialistas discutem em Goiânia como eventos climáticos, inteligência artificial, agronegócio e novos hábitos de consumo estão acelerando a transformação do setor elétrico

Goiânia, 22 de julho de 2026 – A energia elétrica nunca esteve tão presente nas decisões estratégicas de empresas, indústrias, produtores rurais e cidades. O aumento dos eventos climáticos extremos, o crescimento da geração distribuída, a digitalização das redes, a eletrificação da economia e o avanço da inteligência artificial estão mudando a forma como a energia é produzida, distribuída e consumida no Brasil.
É nesse contexto que Goiânia receberá, nos dias 5 e 6 de agosto, a 55ª edição do Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE), um dos maiores encontros técnicos do segmento no país. Com apoio da Equatorial Goiás, o evento reunirá especialistas de diferentes regiões para discutir os desafios que já impactam consumidores e empresas e que devem definir os próximos anos do setor elétrico.
Mais do que um encontro entre profissionais da área, o CINASE se consolida como um espaço para discutir temas que influenciam diretamente o desenvolvimento econômico e a qualidade dos serviços prestados à população.
Entre os assuntos que estarão em debate estão a preparação das redes elétricas para enfrentar fenômenos climáticos cada vez mais severos, o uso de novas tecnologias na operação do sistema, o crescimento da demanda por energia no agronegócio, a eficiência energética e as mudanças no comportamento dos grandes consumidores.

A Equatorial Goiás participa da programação técnica compartilhando experiências sobre a operação do sistema elétrico goiano e os investimentos realizados para ampliar a robustez da rede e acompanhar o crescimento do Estado.
Para o superintendente Técnico da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, a velocidade das mudanças exige uma visão cada vez mais integrada entre tecnologia, planejamento e inovação. “A energia deixou de ser apenas infraestrutura. Hoje ela está diretamente ligada à competitividade das empresas, ao crescimento das cidades, ao avanço do agronegócio e à qualidade de vida das pessoas. Discutir essas transformações é essencial para preparar o setor para os desafios que já estão postos.”
Além das palestras e painéis, o evento contará com exposição de soluções tecnológicas, equipamentos, fornecedores e oportunidades de relacionamento entre empresas, instituições de ensino e profissionais do setor elétrico.
Serviço: 55º Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE) – Centro-Oeste
Data: 5 e 6 de agosto de 2026
Local: Centro de Convenções de Goiânia Inscrições: www.cinase.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
ECONOMIA
Porteiras trancadas e impedimentos de acesso respondem por cerca de 20% das vistorias na rede rural de Goiás que não podem ser concluídas

Equatorial Goiás orienta proprietários sobre a importância de garantir acesso das equipes para inspeções, manutenções preventivas e atendimentos emergenciais
Goiânia, 14 de julho de 2026 – As manutenções preventivas e os atendimentos emergenciais na rede elétrica da zona rural de Goiás enfrentam um entrave cada vez mais comum no interior do Estado e, agora, também com forte incidência em polos agroindustriais e áreas de chácaras: porteiras fechadas com cadeados e entradas negadas em propriedades rurais ou condomínios de veraneio. O acesso dificultado a esses locais, muitas vezes restrito pelos proprietários, prejudica diretamente o trabalho das equipes técnicas e aumenta significativamente o tempo que os clientes precisam esperar pelo restabelecimento da energia em casos de ocorrências emergenciais.
Os dados operacionais de ocorrências improdutivas são registrados quando as equipes vão a campo, mas não conseguem executar o serviço em função do impacto dos bloqueios físicos. No consolidado de 2025, da Equatorial Goiás, as porteiras trancadas representaram 13% desse total no Estado, enquanto os acessos impedidos somaram 7%. No primeiro trimestre de 2026, os dois indicadores mantiveram-se estáveis, sendo cada um deles responsável por 7% das ocorrências improdutivas em território goiano.
Como a rede elétrica é extensa principalmente no meio rural, cortando fazendas, matas e terrenos de difícil topografia, a cooperação dos proprietários é vital para que os reparos aconteçam com agilidade. No Sudoeste Goiano, a realidade preocupa pelo volume de interrupções. Conforme explica o executivo de Serviços de Redes da Equatorial Goiás em Rio Verde, Luiz Felipe Quintino, apenas na sua região foram registradas 411 ocorrências com impedimento ao longo de 2025, enquanto o primeiro trimestre de 2026 já acumula 118 casos semelhantes.
“Muitas vezes encontramos porteiras com cadeados, não há moradores para fazer a abertura ou o acesso é restrito em condomínios de chácaras. Enquanto aguardamos autorização ou alguém chegar para liberar a entrada, o atendimento atrasa, o que eleva o tempo de duração da ocorrência na linha de frente”, avalia Luiz Felipe.
Gargalo também em Anápolis e no Entorno do Distrito Federal
O cenário de retenção das equipes se repete de forma acentuada na região de Anápolis. Dados técnicos da distribuidora indicam que quase metade de todas as vistorias improdutivas na localidade, cerca de 49%, é motivada estritamente por porteiras trancadas. Ao somar esse índice com as situações de acessos negados, que representam aproximadamente 30%, constata-se que quase 80% dos deslocamentos perdidos pelos eletricistas na região ocorrem devido a barreiras físicas.
O gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Goiás em Anápolis, Leandro Chaves, aponta que o prejuízo dessa indisponibilidade atinge inclusive quem não deu causa ao bloqueio. “O bloqueio gera um transtorno expressivo para outras unidades consumidoras afetadas na região, que muitas vezes dependem daquele mesmo trecho da rede elétrica e acabam ficando no escuro por causa de uma porteira trancada em uma propriedade vizinha”, frisa Leandro.
Já no Entorno do Distrito Federal, os obstáculos físicos são ainda mais determinantes para o insucesso das ações em campo, respondendo por cerca de 95% das vistorias não concluídas na regional, sendo aproximadamente 65% por porteiras trancadas e 30% por impedimentos de acesso. O gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Goiás em Formosa, Diogo Silveira, detalha o impacto operacional em toda a escala de plantão.
“Quando os técnicos ficam retidos tentando acessar uma única propriedade ou localizar o dono, nós temos uma menor disponibilidade de equipes rurais no sistema. Esse tempo perdido impossibilita que esses mesmos profissionais se desloquem para realizar outros atendimentos em andamento”, esclarece Diogo.
Milhares de impedimentos de leitura nas regionais
Além do impacto nos serviços de manutenção, as barreiras físicas geram um reflexo direto no faturamento dos clientes. Apenas no ano de 2026, as restrições nas regionais Norte, Nordeste e Sul do Estado já resultaram em mais de 23 mil impedimentos de leitura de energia, forçando a emissão de faturas pela média histórica de consumo. A regional Norte lidera as estatísticas com mais de 10,1 mil casos, o que representa uma média de quase 1,7 mil ocorrências por mês e responde por um quarto de todo o volume que ficou sem leitura na região em junho. O gargalo é liderado por Pirenópolis, Alexânia, Porangatu, Anápolis e Goianésia.
O cenário repete-se nas demais regiões. A área Sul contabilizou mais de 6,5 mil impedimentos, mantendo média mensal superior a mil casos, com maior incidência em Catalão, Morrinhos e Goiatuba. Já o Nordeste acumulou quase 6,4 mil registros, com média de aproximadamente 1 mil ocorrências mensais, concentradas principalmente em Cristalina, Luziânia e Valparaíso de Goiás. Em ambas as regionais, os acessos fechados representaram 23% das falhas de leitura em junho, mantendo-se nos mesmos patamares de 2025.
Obrigatoriedade legal e canais de parceria
A companhia lembra que o livre acesso às instalações elétricas que cortam as fazendas e chácaras é uma determinação amparada por lei. A Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021 estabelece expressamente que a distribuidora deve ter livre trânsito até o ponto de entrega de energia para realizar inspeções, manutenções e atendimentos de emergência. Como medida prática para solucionar o impasse no período noturno ou em locais de ausência dos moradores, a distribuidora tem atuado na implantação de cadeados padrão em porteiras estrategicamente combinadas com os produtores, facilitando a entrada dos técnicos com total segurança.
Como alternativa para evitar o faturamento pela média quando a propriedade estiver fechada, o consumidor pode realizar a autoleitura. O processo é simples e consiste apenas em registrar os números que aparecem no visor do medidor e informá-los dentro do período correto do mês, garantindo que a cobrança reflita exatamente o consumo real da propriedade. Esse envio do dado pode ser feito pelo Aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS), pela Agência Virtual no site www.equatorialenergia.com.br, ou diretamente nas agências presenciais distribuídas em todo o Estado. A distribuidora recomenda ainda o cadastro da fatura por e-mail para evitar o extravio da conta impressa.
Orientadas a buscar a conciliação, as equipes de campo apostam no diálogo direto e em parcerias estratégicas com sindicatos rurais e para conscientizar as comunidades. Quando não há êxito no encontro presencial com o agricultor, um comunicado impresso é deixado na divisa da instalação informando sobre a tentativa de visita, a necessidade de intervenção no sistema e solicitando a abertura de canais para o agendamento prévio do retorno.
Plano de investimentos e modernização
A urgência em garantir o livre trânsito das equipes ganha relevância com o avanço do cronograma de melhorias da companhia, que intensifica a troca de postes, a substituição de isoladores e para-raios, além da limpeza de faixas de servidão antes do período de tempestades. Ao longo de todo o ano de 2025, a Equatorial Goiás investiu aproximadamente R$2,6 bilhões em melhorias e na modernização da rede elétrica goiana, resultando na entrega de mais de 770 mil obras.
Em 2026, o ritmo de reconstrução do sistema segue acelerado, com mais de 90 mil intervenções já concluídas no Estado. A população pode acompanhar o andamento e o volume de entregas preventivas em tempo real no site do Trabalhômetro: trabalhometroequatorialgo.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do país, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
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