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Dia do Trabalho: Celebrar a data é homenagear quem move a economia e contribui diariamente para o crescimento da sociedade.

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Por Oníria Guimaraes

Iniciamos mais um mês com comemorações importantes. Dia 1º de maio é o dia do Trabalho, feriado nacional. Esta data tem origem nas lutas dos trabalhadores por melhores condições de trabalho no século XIX. A data remete a uma grande greve realizada em Chicago, em 1886, quando milhares de operários foram às ruas reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias, salários justos e direitos básicos. O movimento marcou a história mundial e transformou o 1º de maio em símbolo da valorização do trabalho e da luta por justiça social.

No Brasil, a data passou a ser comemorada oficialmente em 1925, durante o governo de Artur Bernardes. Mais tarde, durante a era de Getúlio Vargas, o Dia do Trabalho ganhou ainda mais relevância, com anúncios de importantes avanços trabalhistas. Em 1943, foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que reuniu normas e garantias para empregados urbanos.

Entre as principais conquistas dos trabalhadores brasileiros ao longo das décadas estão a carteira assinada, férias remuneradas, descanso semanal, salário mínimo, 13º salário, licença-maternidade, licença-paternidade, jornada de trabalho regulamentada, adicional de férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e aposentadoria. Esses direitos representam avanços históricos construídos por meio da organização sindical, do diálogo social e das lutas coletivas.

Infelizmente algumas destas conquistas importantes para o trabalhador, alcançadas ao longo de muitos anos, lhes foram tiradas no governo anterior. Em 11 de novembro de 2019, o Governo Bolsonaro publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a MP 905 (Medida Provisória), que instituiu o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo (apelidada de “carteira de trabalho verde e amarela”). A MP alterou 86 pontos da CLT, que já havia sofrido uma reforma em 2017 no Governo Temer, e avançou em retirada de direitos trabalhistas. Entre as principais alterações da MP 905/19, estão: Taxação do seguro-desemprego desde março/2020; redução de 8% para 2% no depósito mensal do FGTS; nas demissões sem justa causa, indenização será reduzida de 40% para 20% e o pagamento também pode agora ser parcelado pela empresa; acidente de percurso (in itinere) não será mais considerado acidente de trabalho, em que era gerada inclusive CAT quando ocorria; liberação geral do trabalho aos domingos e feriados e fim das horas extras em dobro; aumento da jornada de trabalho dos BANCÁRIOS; exclusão dos sindicatos nas negociações do PLR: não é mais obrigatório que os sindicatos de trabalhadores integrem as comissões paritárias de negociação da PLR, a qual poderá ser negociada diretamente entre os patrões e os empregados; fim de contribuição sindical; entre outras perdas expressivas de direitos que os trabalhadores conquistaram ao longo dos anos.

Continuamos na torcida para que haja verdadeiramente mudança no atual governo, para melhor. A esperança do trabalhador brasileiro é que seja aprovada a proposta legislativa para o fim da escala 6×1, ou seja, a jornada de trabalho de seis dias consecutivos com apenas um de descanso. O objetivo é reduzir a carga horária semanal para aumentar o tempo de lazer e convívio familiar, permitindo escalas como a 5×2 (cinco dias de trabalho, dois de descanso). Que essa proposta seja aprovada e que o trabalhador possa ver seus direitos reconquistados, tendo assim, mais motivação no seu trabalho.   

Portanto, o Dia 1º de maio é mais do que um feriado, o Dia do Trabalho é um momento de reflexão sobre a importância de cada profissional para o desenvolvimento do país. Também é uma oportunidade para reconhecer os desafios atuais, como a geração de empregos, a qualificação profissional e a valorização do trabalhador diante das transformações do mercado. Celebrar a data é homenagear quem move a economia e contribui diariamente para o crescimento da sociedade.

Parabéns, a todos os trabalhadores (as)!

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1 Comentário

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  1. Carmen990

    maio 1, 2026 em 10:46 am

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Motoristas de Goiás derrubaram nove postes por dia no primeiro trimestre de 2026

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Colisões contra as estruturas da rede elétrica afetam o fornecimento de energia para mais de 110 mil clientes no período em todo estado

Goiânia, 4 de maio de 2026 – No primeiro trimestre de 2026, a Equatorial Goiás registrou 839 ocorrências de quedas ou danos de postes causados por colisões de trânsito, o que representa uma média aproximada de 9 postes atingidos por dia. As ocorrências provocaram interrupção no fornecimento de energia para mais de 116 mil clientes entre janeiro e março deste ano.

Apesar do volume expressivo, o número representa uma redução de 34% em relação ao último trimestre de 2025, quando foram registradas mais de 1,2 mil ocorrências, com impacto em mais de 156 mil clientes. Em todo o ano de 2025, a Equatorial Goiás contabilizou 4.382 ocorrências de postes abalroados por acidente de trânsito, que afetaram mais de 555,7 mil clientes.

Maio Amarelo

No contexto da campanha do Maio Amarelo, que em 2026 traz o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, a Equatorial Goiás reforça a importância  da conscientização sobre segurança viária e direção defensiva para proteger vidas e garantir o fornecimento de energia de forma contínua.

Os acidentes de trânsito representam a principal causa de abalroamento de postes de energia elétrica no estado de Goiás. A maioria dos casos está associada ao desrespeito à legislação de trânsito, como dirigir sob efeito de álcool, em alta velocidade ou sem observar as práticas de direção segura.

As outras causas mais comuns são eventos climáticos, como vendaval, descarga atmosférica, além de danos causados por terceiros. De acordo com dados da concessionária, a maior concentração das ocorrências acontece durante o período da manhã, com mais de 42,6% dos casos. As ocorrências da tarde representam 34,8%, seguidas pelo período noturno (13,2%) e pela madrugada (9,4%).

O Gerente de Manutenção da Equatorial Goiás, César Augusto Guerrilha D´Ávila, ressalta que o respeito às leis de trânsito contribui para a garantia de acesso à energia de forma segura. “O abalroamento de postes é um desafio estrutural que exige mudança de comportamento no trânsito. A Equatorial Goiás está comprometida em manter a rede elétrica funcionando, mas a prevenção começa antes do acidente”, afirmou o gerente.

Danos e responsabilidade

Quando ocorre uma colisão contra postes da distribuidora, as equipes da companhia são imediatamente deslocadas para retirar a estrutura danificada e instalar os novos equipamentos, além de reorganizar toda a rede elétrica conectada para garantir a segurança e o reabastecimento de energia aos clientes impactados.

O condutor responsável pelo acidente responde financeiramente pelos danos causados à infraestrutura de rede elétrica e deve arcar, portanto, com os custos da substituição do poste atingido.

A concessionária reforça as orientações de segurança em casos de acidentes envolvendo os postes de energia:

Se tiver cabos caídos, procure ficar no interior do veículo, sem tocar nas partes metálicas, até o atendimento pelas equipes da empresa;

Não se deve tocar em cabos que estejam no solo, sobre o carro ou ficar embaixo de estruturas danificadas;

Caso o poste tenha caído sobre o veículo, o motorista não deve sair do automóvel até a chegada de socorro;

No caso de pedestres que estiverem passando pelo local, a companhia alerta para não se aproximarem e chamarem pelo socorro imediatamente; 

Mantenha o veículo com a manutenção em dia, verificando as condições dos pneus, dos freios, dos faróis e dos retrovisores; 

Não dirija sob o efeito do álcool, remédios ou qualquer outra substância tóxica; 

Não use celular quando estiver dirigindo. Além de colocar em risco a sua vida, dos pedestres e outros motoristas, a infração para quem é pego usando o celular na direção é considerada gravíssima; 

Fique atento às condições da pista e do clima. Em caso de pista molhada ou de neblina, dirija com cuidado.

Diminua a velocidade e mantenha a distância dos demais veículos;

Respeite sempre a sinalização de trânsito e os limites de velocidade das vias, em qualquer dia, local e horário. 

Canais de atendimento

Os clientes podem registrar qualquer ocorrência pelos canais de atendimento da Equatorial Goiás:

• Agência Virtual no site www.equatorialenergia.com.br;

• Aplicativo Equatorial Energia (Android e iOS);

• Atendente virtual Clara, via WhatsApp, pelo número (62) 3243-2020;

• Call Center 0800 062 0196;

• Agências de atendimento distribuídas em todo o estado.

Sobre a Equatorial Goiás

A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

Para conferir mais detalhes, confira o link com a fala do técnico de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Antônio Correa:

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Restaurante do Bem é reinaugurado em Rio Verde

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A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) reinaugurou, nesta quarta-feira (29/4), o Restaurante do Bem em Rio Verde. O espaço passou por ampla modernização e reestruturação e agora dispõe de um salão de refeições climatizado e equipamentos de última geração. O investimento na unidade foi de R$ 339 mil.

Localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 2.679, quadra 51, lote 07, no Bairro Jardim Goiás, o espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h, com capacidade para servir 1.200 refeições diárias, ao preço social de R$ 2.

Administrado pela OVG, em prédio cedido pelo município de Rio Verde, a unidade já ofertou, desde 2019, mais de 1,9 milhão de refeições, com investimento de R$ 12 milhões.

Novo Restaurante do Bem

A diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, pontuou que a reforma foi necessária porque o imóvel já não atendia à proposta ideal de funcionamento nem aos padrões exigidos pelo programa. Segundo ela, a iniciativa vai além da oferta de refeições.

“Esse é um trabalho que envolve acolhimento, respeito e promoção da dignidade”, destacou, ao ressaltar que as reformas na estrutura física da unidade foram planejadas para garantir mais conforto e melhores condições de atendimento aos usuários.

Diretora de Unidades Socioassistenciais da OVG, Roberta Wendorf Carvalho afirmou que as unidades do Restaurante do Bem seguem o novo padrão de modernização, implantado pelo programa desde 2019. Ela enfatizou que o cuidado com o serviço está em todas as etapas.

“O cardápio é elaborado por nutricionistas, garantindo o consumo de verduras, legumes e frutas. As refeições são preparadas na própria cozinha, servidas em um ambiente confortável e limpo. Além disso, contamos com fiscais capacitados para assegurar qualidade e o bom atendimento, que é a nossa prioridade”, frisou.

O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, afirmou que o novo espaço se consolida como referência em inclusão e cuidado social. Segundo ele, a nova estrutura reforça o compromisso da administração estadual com a assistência social.

“Estamos muito gratos por essa nova estrutura, que confirma que o Governo de Goiás faz a assistência social em sua essência. O Restaurante do Bem é exemplo de segurança alimentar e nutricional e de inclusão social”, afirma.

O morador de Rio Verde Alcione Medeiros de Souza, de 67 anos, que participou do almoço de reinauguração, aprovou as melhorias no ambiente e destacou o atendimento no local.

“É muito bom ter uma oportunidade dessa, de se alimentar bem. Aprovei o cardápio e dou nota dez para os cozinheiros”, avaliou.

Atualmente, 22 unidades do Restaurante do Bem estão em funcionamento em Goiás, tanto na capital quanto no interior. Desde 2019, juntas, já serviram 24,9 milhões de refeições. Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) – Governo de Goiás

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Endividamento das famílias brasileiras pressiona pequenos negócios

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Gestor do Programa Conexão Financeira do Sebrae Goiás alerta para mudanças no consumo e aponta caminhos para empreendedores enfrentarem o cenário

O alto nível de endividamento das famílias brasileiras tem impactado diretamente o consumo nos pequenos negócios. Segundo dados do Banco Central, 65% das famílias estão superendividadas (cerca de 130 milhões de brasileiros) e afirmam não conseguir pagar seus compromissos por conta da renda comprometida. Para Geroge Gustavo Toledo, gestor do Programa Conexão Financeira do Sebrae Goiás, esse quadro muda o comportamento de compra. “A família endividada sai do consumo por desejo e entra no consumo por prioridade. Isso se traduz em vendas mais lentas, tíquete médio menor e maior busca por promoções”, explica.

O Banco Central mostra uma expansão forte do crédito sem garantia e o número de brasileiros com empréstimo pessoal mais que triplicou desde 2020, chegando a 41,7 milhões, enquanto as pessoas com dívidas no cartão chegaram a cerca de 53 milhões em 2024. Quando isso se combina com oferta nem sempre adequada ao perfil do cliente e com educação financeira insuficiente, o problema deixa de ser episódico e vira tema permanente de competitividade, consumo e bem-estar financeiro.

Os setores mais afetados são aqueles ligados ao consumo não essencial, como moda, calçados, beleza, bares e restaurantes, lazer, turismo e eletrodomésticos. Numa loja de roupas, por exemplo, isso aparece quando o cliente deixa de levar o look completo e passa a comprar só uma peça em oferta. Já negócios voltados para manutenção, reparo e conveniência tendem a sofrer menos e, em alguns casos, até ganhar espaço. George Gustavo avalia que o endividamento já se consolidou como um desafio estrutural da economia, impulsionado pela expansão do crédito sem garantia e pela falta de educação financeira.

Para enfrentar esse cenário, os pequenos empreendedores precisam ajustar seus negócios ao bolso do cliente sem sacrificar a margem. Isso inclui rever o mix de produtos, criar versões de entrada, montar combos inteligentes, reforçar fluxo de caixa e negociar melhor com fornecedores. Separar as finanças pessoais das empresariais também é essencial. O BC observa que muitos MEI ainda movimentam o negócio pela conta de pessoa física. De acordo com George Gustavo, reduz a visibilidade financeira e pode virar barreira ao crédito.

“O Sebrae oferece consultorias de gestão em fluxo de caixa, capital de giro, planejamento financeiro e compras/estoques. Um salão de beleza, por exemplo, pode trocar pacotes caros por planos mensais mais leves, que cabem melhor no orçamento e mantêm a recorrência”, explica o gestor do Conexão Financeira do Sebrae Goiás.

Entre os erros mais comuns que agravam a situação são misturar finanças pessoais e empresariais, comprar estoque no “feeling”, baixar preço sem conhecer custo, usar crédito caro para cobrir rombo recorrente de caixa e vender muito a prazo sem olhar o impacto nos recebíveis. “Em cenário de retração, isso fica ainda mais perigoso porque o empresário passa a confundir faturamento com dinheiro disponível. Não por acaso, o Sebrae trabalha exatamente com ferramentas como Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Balanço Patrimonial (BP), fluxo de caixa, ponto de equilíbrio, capital de giro e cálculo de preço de venda”, ressaltou.

Para manter a fidelidade dos clientes, o gestor do Conexão Financeira disse que a melhor postura é combinar empatia com responsabilidade. O cliente endividado valoriza clareza, previsibilidade, ticket mais acessível, proposta honesta e atendimento que resolva rápido. “Em vez de pressionar para vender mais, o pequeno negócio precisa oferecer uma solução compatível com a realidade daquele consumidor. Uma academia de bairro, por exemplo, pode reter mais clientes com um plano básico bem desenhado do que insistindo num pacote premium. Isso conversa diretamente com o alerta do BC de que o superendividamento cresce quando há crédito e oferta sem adequação ao perfil do cliente”, analisou.

Saiba mais sobre os três pilares em que o Programa Conexão Financeira do Sebrae atua

O Programa Conexão Financeira do Sebrae Goiás atua em três pilares: educação e consultoria financeira, articulação institucional para fortalecer o ecossistema e orientação ao crédito com garantias via FAMPE. A proposta é ajudar micro e pequenas empresas a construir uma relação mais saudável e estratégica com o dinheiro. “A oportunidade não está no improviso, mas no reposicionamento. Ganham espaço os negócios que ajudam o cliente a economizar, reparar, manter ou resolver algo com rapidez”, avalia George Gustavo.

O primeiro pilar é a educação e a consultoria financeira. A base do programa está em preparar os pequenos negócios para tomar decisões com mais segurança. Isso envolve orientação sobre fluxo de caixa, capital de giro, formação de preço, controle de custos, organização financeira e planejamento. A lógica é simples: antes de buscar crédito ou novos serviços financeiros, a empresa precisa entender sua realidade, corrigir falhas de gestão e desenvolver maturidade financeira.

O segundo pilar é a articulação institucional para fortalecer o ecossistema financeiro. Uma vez que as empresas estejam mais educadas e orientadas financeiramente, o programa atua para promover um ambiente mais favorável ao acesso a soluções financeiras. Isso inclui a aproximação com bancos, cooperativas, fintechs, adquirentes, instituições de pagamento e demais parceiros do sistema financeiro, ampliando as possibilidades de acesso a meios de pagamento, recebimento, adquirência e outros serviços essenciais para a operação e o crescimento das MPE.

O terceiro pilar é a orientação ao crédito e a disponibilização de garantias por meio do FAMPE. Com empresas mais preparadas e um ecossistema mais propício, o programa avança para apoiar o acesso ao crédito de forma responsável e estratégica. Nesse ponto, entram a orientação sobre as melhores linhas, o preparo da empresa para buscar financiamento e o apoio com garantias, por meio do FAMPE, reduzindo barreiras e aumentando as chances de o pequeno negócio acessar recursos em melhores condições.

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