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Consumo de energia no campo cresce 20,6% em Goiás com avanço de tecnologias rurais
Equatorial orienta produtores sobre importância do planejamento elétrico para expansão das atividades rurais

A modernização das atividades rurais em Goiás tem ampliado a demanda por energia elétrica nas propriedades. Entre os exemplos desse avanço está a expansão da irrigação: levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Embrapa aponta que a área irrigada por pivô central no Brasil triplicou entre 2000 e 2017, com destaque para Minas Gerais, Goiás e Bahia entre os estados com maior uso da tecnologia. Esse cenário de modernização também se reflete no consumo de energia no campo.
Dados da Equatorial Goiás mostram que, entre 2020 e 2025, o mercado faturado da classe rural na área de concessão da distribuidora cresceu 20,6%, passando de 1,66 TWh para 2,00 TWh, um aumento médio de 4,1% ao ano. Segundo o executivo de Leitura e Cadastro da Equatorial Goiás, Marcos Aurélio Silva, o crescimento está diretamente ligado à intensificação do uso de equipamentos elétricos nas propriedades. “A incorporação de tecnologias no campo tem ampliado a demanda por energia e reforça a importância do planejamento elétrico nas atividades produtivas”, afirma Marcos.
Além dos sistemas de irrigação, ordenhadeiras mecânicas, resfriadores de leite e máquinas de beneficiamento de grãos estão cada vez mais presentes na rotina de pequenos e médios produtores. Esse aumento no consumo exige quanto à capacidade das instalações elétricas nas propriedades. De acordo com o gerente do Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, a aquisição de novos equipamentos deve ser acompanhada da verificação da rede elétrica para garantir que ela esteja preparada para suportar a nova carga. “Quando novos equipamentos são adicionados sem o dimensionamento adequado da rede, a instalação pode passar a operar acima da capacidade”, explica.

Sinais de pressão na rede
Vinicyus Lima destaca que alguns sinais podem indicar pressão na rede. “Quando o disjuntor começa a desarmar com frequência, principalmente ao ligar equipamentos ou após algum tempo de funcionamento, pode ser um indicativo de carregamento elevado da rede”.
Planejamento elétrico
Para evitar esse tipo de situação, Vinicyus reforça que o planejamento deve ocorrer antes da aquisição de novos equipamentos. “Sempre que o produtor pretende ampliar o uso de máquinas ou sistemas elétricos, é importante procurar a Equatorial e solicitar o acréscimo de carga. A partir dessa solicitação, nossas equipes técnicas avaliam a rede existente e verificam se será necessário substituir transformadores, cabos ou realizar outras adequações”, detalha.
O gerente também ressalta que a avaliação prévia evita impactos na rede elétrica da região. “Quando há aumento de carga sem planejamento, pode afetar não só a propriedade, mas também outros consumidores atendidos pela mesma rede. Em casos mais graves, pode comprometer o fornecimento de energia em uma localidade inteira”, afirma.
Segundo Vinicyus Lima, o procedimento pode ser solicitado nas lojas de atendimento da distribuidora. “O cliente faz o pedido de acréscimo de carga e nossas equipes avaliam a demanda atual e a prevista com os novos equipamentos. Com esse estudo, indicamos se a rede existente é suficiente ou se serão necessárias melhorias, garantindo segurança e confiabilidade para o produtor ampliar a produção”, conclui.
Como solicitar ampliação de carga
Sempre que adquirir novos equipamentos elétricos, como triturador, misturador de ração, conjunto de irrigação ou ordenhadeira, por exemplo, a orientação é contratar um eletricista qualificado para realizar a instalação adequada e avaliar a necessidade de declarar o aumento de carga da propriedade.
O pedido de ampliação deve ser feito em uma das lojas ou postos de atendimento da distribuidora. Para saber onde ficam as unidades mais próximas, o consumidor pode consultar a lista de endereços e horários de funcionamento no site da concessionária https://go.equatorialenergia.com.br/. Também é possível obter essa informação por meio da central de atendimento telefônico da distribuidora 0800 091 0196.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de energia do País. O grupo atende mais de 56 milhões de pessoas por meio de sete concessionárias. Em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras, distribuídas em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual, em uma área de 336.871 km².
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Hospital de Rio Verde realiza primeira captação de órgãos de recém-nascido registrada em Goiás
Procedimento inédito no estado foi realizado em bebê de apenas 29 dias e reforça a importância da doação de órgãos e da autorização familiar

Rio Verde entrou para a história da doação de órgãos em Goiás. O Hospital Unimed Rio Verde realizou a primeira captação de órgãos de um recém-nascido registrada no estado, segundo informações da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Goiás/HUGOL.
O procedimento ocorreu no último dia 17 e envolveu um bebê de apenas 29 dias, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da instituição.
Após a conclusão do protocolo para determinação de morte encefálica, a família foi acolhida pelas equipes responsáveis e, mesmo diante de um momento de profunda dor, autorizou voluntariamente a doação dos órgãos.
Com a decisão familiar, foi possível realizar a captação dos rins do recém-nascido, destinados ao processo de transplante de um paciente que aguardava por um órgão.
A captação foi realizada no próprio Hospital Unimed Rio Verde e mobilizou equipes especializadas, em uma atuação integrada com acompanhamento da OPO de Goiás/HUGOL. O procedimento exigiu planejamento, estrutura hospitalar e profissionais capacitados para todas as etapas do processo.
Além de representar um marco para a medicina e para o sistema de transplantes em Goiás, o caso chama a atenção para a importância da doação de órgãos. No Brasil, a autorização da família é indispensável para que a doação seja efetivada após a confirmação da morte do potencial doador.
O gesto da família do recém-nascido transformou um momento de perda em esperança para quem aguardava por um transplante. A primeira captação neonatal registrada em Goiás também coloca Rio Verde como cenário de um episódio histórico para o trabalho desenvolvido pelas equipes responsáveis pela doação e transplante de órgãos no estado.
O procedimento reforça ainda a importância da conscientização das famílias sobre a doação de órgãos, capaz de oferecer uma nova oportunidade de vida a pacientes que permanecem nas filas de transplantes.
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GARV marca presença na Sudoexpo e fortalece ações pela inclusão

A Associação dos Guardiões dos Autistas de Rio Verde (GARV) marcou presença na Sudoexpo 2026, realizada entre os dias 9 e 12 de setembro, em Rio Verde. A participação teve como objetivo apresentar o trabalho desenvolvido pela entidade e ampliar o diálogo com empresários e representantes de empresas da região.
Durante a feira, o GARV teve a oportunidade de divulgar suas ações em defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e de suas famílias, além de conscientizar a sociedade sobre a importância da inclusão, do acolhimento e da construção de uma rede de apoio cada vez mais ampla.

Um dos destaques da participação foi a apresentação do projeto Empresa Amiga do Autista, iniciativa que busca aproximar o setor empresarial da causa. A proposta é estabelecer parcerias capazes de contribuir para a continuidade e ampliação das atividades desenvolvidas pela associação.
Por meio do projeto, empresas podem se tornar parceiras do GARV e participar diretamente de ações que promovam inclusão, respeito e melhores condições para pessoas autistas e suas famílias.
A presença na Sudoexpo também permitiu à associação fortalecer contatos e apresentar ao empresariado rio-verdense formas de participação e apoio à causa.
Para o GARV, ser uma Empresa Amiga do Autista significa ir além do apoio institucional: é contribuir para uma transformação social e ajudar na construção de uma Rio Verde cada vez mais inclusiva, acolhedora e acessível para todos.
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Servidores de Rio Verde participam de formação em transformação digital
Capacitação reuniu representantes de 19 municípios e abordou inteligência artificial, dados, inovação e melhoria dos serviços públicos

Servidores de Rio Verde participaram, nesta terça-feira (22), da formação em Transformação Digital no Setor Público, realizada no Hub Goiás, em Goiânia. A capacitação, promovida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), reuniu representantes de 19 municípios goianos.
Gratuita e com carga horária de 36 horas, a formação integra o Programa e-Goiás Transformação Digital dos Municípios e é executada pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR). Em formato híbrido, o curso será desenvolvido ao longo de dois meses e aborda inteligência artificial, uso estratégico de dados, liderança, inovação e transformação digital aplicada aos serviços públicos.
A iniciativa busca preparar os servidores para rever processos e desenvolver soluções que tornem os serviços municipais mais eficientes e acessíveis à população.
Na abertura, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, ministrou uma masterclass sobre transformação digital no setor público e apresentou experiências desenvolvidas pelo Governo de Goiás. Segundo ele, a transformação digital exige mais do que substituir documentos físicos por sistemas eletrônicos. “Transformação digital não é apenas digitalizar o que já existe. Quando levamos um processo caótico do papel para um sistema, continuamos com um processo caótico. É preciso rever, reorganizar e repensar os serviços antes de digitalizá-los”, afirmou o secretário.
José Frederico também destacou o potencial dos municípios para ampliar os benefícios da transformação digital, por serem responsáveis por serviços presentes diretamente no cotidiano da população. “Nos municípios, essa transformação é ainda mais relevante porque é onde o cidadão está diariamente: no Cras, na escola, na prefeitura e nos postos de saúde. As possibilidades de melhorar essa relação e transformar a vida das pessoas por meio do digital são enormes”, ressaltou.
O secretário apresentou ainda a experiência da Estônia, reconhecida internacionalmente pela digitalização dos serviços públicos, e relacionou o exemplo à estratégia adotada por Goiás. “Goiás não é o maior nem o estado mais rico do Brasil, mas está se tornando o estado mais digital do país. Essa é uma aposta que fazemos porque sabemos que o digital pode gerar crescimento e promover inclusão”, disse.
Na sequência, a representante da CESAR School, Cris Sanches, apresentou os conteúdos que serão aprofundados ao longo dos dois meses de formação, além das plataformas e ferramentas utilizadas, da estratégia pedagógica e dos critérios para certificação. A programação do primeiro encontro também contou com uma dinâmica coletiva para aplicação dos conceitos apresentados, compartilhamento de experiências, apresentação de soluções desenvolvidas pelos municípios e atividade de integração entre os participantes.
Participam da capacitação servidores de Abadia de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Brazabrantes, Cachoeira Dourada, Cidade de Goiás, Corumbaíba, Goiânia, Itarumã, Jataí, Jussara, Mossâmedes, Palmeiras de Goiás, Piracanjuba, Pirenópolis, Planaltina, Pontalina, Rio Verde e Senador Canedo. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Governo de Goiás
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