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Aliados de Caiado confirmam Daniel Vilela ao governo e quatro pré-candidatos ao Senado

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A base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) confirmou neste sábado (14), durante o encontro regional “Pra Frente Goiás”, em Jaraguá, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como pré-candidato ao Governo de Goiás e oficializou quatro nomes para a disputa pelo Senado em 2026. O evento reuniu prefeitos, vereadores e lideranças de dez partidos.

Vilela assumirá o comando do Executivo estadual no fim de março, com a desincompatibilização de Caiado, e afirmou que sua gestão será de continuidade. Segundo ele, a reforma do secretariado ficará restrita às pastas cujos titulares deixarão o cargo para disputar as eleições de outubro. “Alguns deverão sair para ser candidatos, então basicamente as mudanças ocorrerão nessas pastas e seguiremos aí com o mesmo time, que é o melhor time do Brasil”, declarou.

O encontro contou com a presença dos presidentes nacionais do PSD, Gilberto Kassab, e do MDB, Baleia Rossi. Kassab, que recebeu o título de cidadania goiana, projetou o nome de Caiado para a disputa presidencial. Baleia Rossi afirmou que a manutenção do governo em Goiás com Daniel Vilela é tratada como prioridade pelo diretório nacional do MDB.

Sobre a candidatura à Presidência da República, Caiado indicou que os próximos passos dependem de uma definição estratégica de Kassab, prevista para ocorrer entre os dias 27 e 30 de março. Demonstrando entusiasmo com a disputa, o governador sinalizou estar pronto para o embate após deixar o cargo. “Estou louco para ir para essa campanha nacional”, pontuou.

Caiado critica governo federal na segurança pública

Durante o discurso, Caiado fez críticas duras à gestão do PT no combate ao crime organizado. O governador, sem citar nomes, chamou o presidente de “embaixador das facções” e comparou os índices nacionais de criminalidade com os de Goiás, afirmando que sua gestão retomou o controle da segurança no estado.

“Esse PT, que o presidente é embaixador das facções criminosas, nunca combateu o PCC nem o Comando Vermelho! Nunca teve coragem de enfrentar o crime!”, afirmou para o público que acompanhava o evento.

Na educação, o governador destacou que Goiás ocupa o primeiro lugar nos rankings nacionais e relembrou situações de precariedade em gestões anteriores, como reparos de escolas por meio de doações e a falta de merenda.

Quatro pré-candidatos ao Senado

Para o Senado, a base oficializou os nomes da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), do senador Vanderlan Cardoso (PSD), do deputado federal Zacharias Calil (MDB) e do presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Alexandre Baldy (PP), como pré-candidatos. A primeira-dama Gracinha Caiado afirmou que, embora sua preferência fosse por uma chapa com apenas dois nomes, respeita a decisão do grupo de manter quatro postulantes. Ela confirmou que deixará a coordenação do Goiás Social no fim deste mês.

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Paulo e Lucas do Vale formam dobradinha para ampliar representação de Rio Verde

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O cenário político de Rio Verde para as eleições de 2026 ganha destaque com a confirmação da dobradinha entre o ex-prefeito Paulo do Vale (União Brasil), candidato a deputado estadual, e seu filho, o atual deputado estadual Lucas do Vale (PSD), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. A estratégia tem como principal objetivo fortalecer a representatividade política de Rio Verde e da região Sudoeste de Goiás tanto na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) quanto no Congresso Nacional.

Após oito anos à frente da Prefeitura de Rio Verde, período marcado por investimentos em infraestrutura, saúde, educação, desenvolvimento econômico e fortalecimento do agronegócio, Paulo do Vale coloca sua experiência administrativa à disposição da população goiana. Sua candidatura à Assembleia Legislativa busca dar continuidade ao trabalho desenvolvido no município, defendendo pautas voltadas ao desenvolvimento regional, à geração de empregos, ao fortalecimento do setor produtivo e à ampliação dos investimentos em saúde e infraestrutura.

Já Lucas do Vale, eleito deputado estadual em 2022, decidiu disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Durante seu mandato na Alego, participou de projetos voltados ao desenvolvimento de Goiás e consolidou sua atuação política, especialmente em defesa dos interesses de Rio Verde e do Sudoeste goiano. Agora, pretende levar essa representatividade para Brasília, buscando ampliar a captação de recursos federais e defender projetos que beneficiem os municípios goianos.

A dobradinha entre pai e filho aposta na força política construída em Rio Verde ao longo dos últimos anos. Com Paulo do Vale concorrendo à Assembleia Legislativa e Lucas do Vale à Câmara Federal, o grupo político pretende garantir representantes em duas importantes esferas do Poder Legislativo, fortalecendo a defesa das demandas do município e da região.

Para os apoiadores, a candidatura conjunta representa a continuidade de um projeto político voltado ao desenvolvimento regional, à valorização do agronegócio, ao incentivo à industrialização, à melhoria da infraestrutura e ao fortalecimento dos serviços públicos. A expectativa é de que Rio Verde mantenha protagonismo no cenário político estadual e nacional, ampliando sua capacidade de articulação junto aos governos estadual e federal.

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Convenções partidárias definem cenário da disputa pela Presidência da República e pelo Governo de Goiás

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As eleições de 2026 entraram em uma de suas fases mais decisivas com a realização das convenções partidárias, período em que os partidos e federações oficializam candidaturas, definem coligações e homologam as chapas que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O calendário da Justiça Eleitoral estabeleceu que as convenções ocorreram entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, marcando o início oficial da corrida eleitoral.

Na disputa pela Presidência da República, as convenções consolidaram os principais projetos políticos que irão polarizar o cenário nacional nos próximos meses. Além da oficialização das candidaturas, os encontros partidários também serviram para anunciar os candidatos a vice-presidente, formar alianças estratégicas e definir a composição das chapas que disputarão o Palácio do Planalto. Em diversos partidos, as negociações se estenderam até os últimos dias do prazo legal, refletindo a intensa articulação política que antecede o início da campanha eleitoral.

Em Goiás, as convenções também movimentaram o cenário político estadual. Os principais partidos realizaram seus encontros em Goiânia para confirmar candidatos ao Governo do Estado, ao Senado e às bancadas federal e estadual. A disputa pelo Palácio das Esmeraldas promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos, reunindo candidaturas apoiadas por diferentes grupos políticos.

O governador em exercício Daniel Vilela teve sua candidatura fortalecida com o apoio de partidos da base governista, enquanto a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) confirmou Luís César Bueno como candidato ao Governo de Goiás, tendo Carlos Mundim (PDT) como candidato a vice-governador. A Unidade Popular também lançou candidatura própria, com Luciana Amorim, enquanto outras legendas concluíram ou finalizaram a composição de suas chapas na reta final do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

As convenções representam um momento fundamental do processo democrático, pois transformam pré-candidatos em candidatos oficialmente homologados pelos partidos. Também é nessa etapa que são aprovadas as coligações para os cargos majoritários, registradas as atas das convenções e definidos os números que serão utilizados pelos candidatos nas urnas eletrônicas.

Com o encerramento das convenções, os partidos seguem agora para a fase de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Após a homologação dos registros, terá início a campanha eleitoral, quando os candidatos poderão apresentar oficialmente suas propostas aos eleitores por meio da propaganda eleitoral, debates, entrevistas e eventos de campanha.

A expectativa é de uma disputa intensa tanto no cenário nacional quanto em Goiás, envolvendo temas como economia, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, agronegócio e desenvolvimento regional. Nos próximos meses, os eleitores terão a oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos e definir, nas urnas, os representantes que comandarão o Brasil e o Estado de Goiás pelos próximos quatro anos.

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AGRO

Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória

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Acordo prevê até 10 anos para pagamento e fundo garantidor

O governo federal e o Congresso Nacional fecharam na quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.

Acordo

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA.

Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal.

“Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.

Adesão

A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.

Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:

Perdas em duas ou mais safras;

Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.

Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:

Três ou mais safras afetadas;

Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.

Condições

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.

As condições variam conforme o perfil do produtor.

Regra geral

Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:

Prazo: até oito anos para pagamento;

Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;

Entrada não será exigida.

Juros anuais:

6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);

9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);

12% para os demais produtores.

Maiores perdas

Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:

Prazo de até 10 anos;

Carência de até dois anos; e

Entrada dispensada.

Juros anuais:

5% para o Pronaf;

8% para o Pronamp;

11% para grandes produtores.

Fundo garantidor

A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.

“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.

Outras medidas

Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:

Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;

Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;

Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;

Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.

Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorreu ainda na quarta-feira. Agência Brasil

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