ECONOMIA
Uso de drones faz saltar de 6,5 km para até 30 km de inspeções diárias na rede de energia
Frota tecnológica agiliza a manutenção preventiva, principalmente em locais de difícil acesso, e reforça a segurança energética para mais de 3,8 milhões de clientes

A Equatorial Goiás tem ampliado o uso de tecnologia para tornar o sistema elétrico cada vez mais seguro e confiável para a população. Atualmente, a distribuidora conta com uma frota de 51 drones utilizados em inspeções preventivas e detalhadas da rede elétrica em todas as regiões do estado, apoiando o monitoramento e a manutenção dos ativos que compõem o sistema de distribuição de energia.
A adoção da tecnologia trouxe ganhos significativos para as equipes de campo. Enquanto uma inspeção convencional permite avaliar, em média, 6,5 quilômetros de rede por dia, com o uso dos drones esse volume vai de 12 quilômetros diariamente, podendo alcançar até 30 quilômetros em condições favoráveis. O resultado é mais agilidade na identificação de pontos que precisam de manutenção e maior eficiência no planejamento das ações preventivas.
Os equipamentos, usados tanto em áreas urbanas como rurais e em locais de grande altura, auxiliam na identificação antecipada de situações que podem comprometer o fornecimento de energia, permitindo que as equipes realizem intervenções antes que ocorram interrupções no sistema. A estratégia faz parte do trabalho contínuo da distribuidora para fortalecer a qualidade do serviço prestado aos mais de 3,8 milhões de unidades consumidoras atendidas em Goiás.
Segundo o superintendente técnico da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, os drones representam um importante avanço na forma como a concessionária monitora a rede elétrica. “A utilização dos drones nos permite ampliar a cobertura das inspeções e obter informações mais detalhadas sobre as condições da rede elétrica. Isso aumenta a eficiência das equipes, melhora o planejamento das manutenções e contribui para um fornecimento de energia cada vez mais seguro e confiável para os clientes”, destaca.
Como funcionam na prática?

Os drones são utilizados em inspeções detalhadas em áreas urbanas e rurais, inclusive em locais de difícil acesso. Equipados com câmeras de alta precisão, eles conseguem avaliar a condição de cabos, estruturas e equipamentos com elevado nível de detalhamento, permitindo identificar desgastes, danos e possíveis falhas que muitas vezes não seriam percebidos em inspeções realizadas exclusivamente em solo.
Além de ampliar a produtividade das equipes, a tecnologia também contribui para a segurança operacional, reduzindo a necessidade de deslocamentos em áreas de difícil acesso e possibilitando avaliações mais completas das estruturas da rede elétrica.
O uso dos drones acompanha uma tendência já adotada em diversos setores da economia, como agronegócio, mineração e construção civil, onde a tecnologia é empregada para monitoramento, mapeamento e inspeções técnicas com mais agilidade, precisão e segurança.
Além das inspeções tecnológicas, as ações preventivas da Equatorial Goiás incluem o livramento de rede, realizado quando há necessidade de afastamento de vegetação próxima à rede elétrica, limpeza de faixa, substituição e manutenção de equipamentos e reforço da infraestrutura do sistema por meio de obras de ampliação e modernização.
A companhia também executa o Plano de Demanda Máxima, que monitora transformadores e alimentadores estratégicos para garantir maior segurança operacional e confiabilidade ao fornecimento de energia nos períodos de maior consumo.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás integra o Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e o terceiro maior grupo de distribuição de energia do País. O grupo atende mais de 56 milhões de pessoas por meio de sete concessionárias. Em Goiás, são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, distribuídas em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual.
ECONOMIA
Mais de 4 mil produtos brasileiros podem sofrer tarifa de até 37,5% para entrar nos EUA
Estudo da CNI estima impacto sobre US$ 14,9 bilhões em exportações e alerta para prejuízos às cadeias produtivas dos dois países

Um total de 4.187 produtos brasileiros, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações, poderão ser afetados, caso o governo dos Estados Unidos confirme novas tarifas de importação sobre o Brasil. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Atualmente, esses produtos já estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, aplicada com base na Seção 122 da legislação comercial norte-americana e válida até 24 de julho.
Antes de decidir sobre novas medidas, o governo dos Estados Unidos realizará, nesta semana, audiências públicas para discutir duas propostas que podem ampliar a tributação sobre produtos brasileiros. A primeira decorre da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação comercial americana e prevê uma tarifa adicional de 25%. A segunda faz parte de uma investigação sobre trabalho forçado, que abrange diversos países, incluindo o Brasil, e propõe uma sobretaxa de 12,5%.
Se ambas forem implementadas, os produtos sujeitos às duas medidas passarão a enfrentar uma tarifa total de 37,5% — um acréscimo de 27,5 pontos percentuais em relação à alíquota atualmente em vigor. Dos itens potencialmente atingidos, 62% são bens intermediários utilizados como insumos em cadeias produtivas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a medida atingirá principalmente produtos manufaturados, com impactos sobre a indústria brasileira e também sobre empresas norte-americanas que utilizam esses bens.
“Repor produtos manufaturados sempre é muito mais complexo do que repor commodities no mercado internacional, porque tem especificações de cada país, de cada região e de cada demanda. Isso nos preocupa bastante e, por isso, estamos colocando todos os esforços possíveis para termos o melhor resultado”, afirma.
Segundo Alban, a expectativa da indústria é reverter as propostas ou ampliar a lista de exceções para reduzir significativamente o universo de mais de 4 mil produtos afetados.
Prejuízo para Brasil e Estados Unidos
Entre os 13 principais produtos brasileiros que poderão ser atingidos pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil é o principal fornecedor do mercado norte-americano em 11 deles.
Produto sujeito a sobretaxa de até 37,5% Principais exportadores para os EUA (Market Share)
Ferro-gusa não ligado
1 – Brasil (73,3%)
2 – Ucrânia (17,9%)
3 – África do Sul (2,9%)
Açúcar de cana em forma sólida, bruto
1 – Brasil (52,9%)
2 – México (31,6%)
3 – El Salvador (5,5%)
Sebo não comestível
1 – Brasil (37,5%)
2 – Canadá (21,3%)
3 – Austrália (19,1%)
Álcool etílico não desnaturado
1 – Brasil (72,3%)
2 – Canadá (18,5%)
3 – África do Sul (6,9%)
Molduras de madeira padrão de pinho
1 – Brasil (59,4%)
2 – México (13,5%)
3 – Vietnã (8,6%)
Tabaco curado por fumaça ou processado
1 – Brasil (72,0%)
2 – Zimbábue (17,6%)
3 – Filipinas (3,2%)
Peptonas e seus derivados
1 – Brasil (33,1%)
2 – União Europeia (23,2%)
3 – China (20,5%)
Compensado de pinus
1 – Brasil (99,6%)
2 – Chile (0,4%)
Granito monumental ou de construção
1 – Brasil (48,9%)
2 – Índia (23,9%)
3 – União Europeia (15,7%)
Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira
1 – Brasil (57,8%)
2 – China (30,9%)
3 – Canadá (5,3%)
Hidróxido de alumínio
1 – Brasil (47,5%)
2 – União Europeia (18,0%)
3 – Canadá (17,0%)
Fonte: elaborado pela CNI com base em estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC). A análise utiliza dados de 2024 como ano-base para capturar a estrutura das exportações brasileiras aos EUA antes das alterações nos fluxos comerciais decorrentes das medidas tarifárias.
Para Alban, isso demonstra que as medidas também poderão prejudicar a economia dos Estados Unidos.
“O Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos. Nós temos uma relação de complementaridade importante para ambos os lados. Em 11 dos 13 maiores produtos de exportação que serão afetados, o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos. Ou seja, a medida também afeta os interesses norte-americanos”, destaca.
CNI acompanha audiências em Washington
O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo representará a CNI na audiência pública marcada para esta terça-feira (7), em Washington (EUA), sobre a proposta de tarifa adicional de 25%. Dos 80 inscritos para participar, 66 deverão se manifestar contra a medida.
A investigação foi aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Em junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio dos Estados Unidos.
Como resultado, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para 1.698 códigos tarifários, entre eles, café, suco de laranja e carne.
Alban contesta os fundamentos da investigação e afirma que não há evidências de discriminação contra os Estados Unidos.
“Um dos pontos levantados é o desmatamento. Em 2025, o Brasil registrou uma redução de cerca de 61% no desmatamento. É óbvio que, lamentavelmente, poderá ter um contexto geopolítico envolvido nessa decisão. Por isso, esperamos que nossos representantes consigam sensibilizar [as autoridades americanas] com argumentos técnicos”, diz.
Paralelamente, o USTR concluiu uma investigação sobre trabalho forçado envolvendo quase 90 países. O Brasil foi incluído entre as nações que, segundo o órgão, não adotam ou não aplicam de forma efetiva restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Nesse caso, a proposta é aplicar uma tarifa adicional de 12,5%, com isenção para 1.655 códigos tarifários. Quando as duas medidas incidem simultaneamente sobre determinados produtos, a sobretaxa pode chegar a 37,5%.
Alban defende que o governo brasileiro conduza as negociações de forma técnica, sem politizar o debate.
“Queremos que o governo brasileiro faça sua parte de forma competente e técnica, sem envolver aspectos políticos, para que possamos manter uma relação comercial normal, estável e crescente com os Estados Unidos.”
A expectativa é de que a decisão final seja anunciada até 15 de julho. Mesmo em caso de resultado desfavorável, Alban afirma que a CNI continuará atuando junto ao governo brasileiro e às autoridades americanas para revisar as medidas e ampliar a lista de produtos isentos das tarifas. Fonte: Brasil 61
ECONOMIA
Operação identifica furto de energia em imóvel usado para cultivo de maconha em Anápolis
Ligação irregular abastecia equipamentos de alto consumo em imóvel investigado por tráfico de drogas; distribuidora alerta para os riscos e consequências do crime

Goiânia, 3 de julho de 2026 – Uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e equipes técnicas da Equatorial Goiás identificou uma ligação clandestina de energia elétrica em um imóvel utilizado para o cultivo de maconha, em Anápolis. A irregularidade foi constatada durante operação policial de combate ao tráfico de drogas.
O apoio da distribuidora foi solicitado pela autoridade policial para realização de verificação técnica no imóvel. Durante o levantamento cadastral, foi constatado que a unidade consumidora havia sido encerrada em abril de 2026 e, portanto, não possuía fornecimento regular de energia. No local, entretanto, foi identificado um medidor instalado de forma irregular, sem qualquer vínculo com unidade consumidora cadastrada, caracterizando indícios de furto de energia.
A ligação clandestina abastecia uma estrutura destinada ao cultivo de maconha, composta por estufa, aparelhos de ar-condicionado, sistema de iluminação e outros equipamentos de elevado consumo energético. O ocupante do imóvel foi preso pela Polícia Civil e responderá pelos crimes apurados na investigação, inclusive pelo furto de energia elétrica. O prejuízo causado à distribuidora ainda está sendo apurado.

Furto de energia é crime e oferece riscos
A Equatorial Goiás alerta que o furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. “Esse caso demonstra a importância da integração entre a Equatorial Goiás e as forças de segurança no combate ao furto de energia. Além de ser um crime que causa prejuízos ao sistema elétrico e à sociedade, a ligação clandestina representa um risco real de acidentes graves, como choques e incêndios”, destaca Johnathan da Costa de Jesus, gerente de Segurança Empresarial da Equatorial Goiás.
Outro impacto é a sobrecarga da rede elétrica, que pode comprometer a qualidade do fornecimento de energia e provocar interrupções no serviço para consumidores que utilizam a energia de forma regular.

Denúncias
Nas ações de combate ao furto de energia, a distribuidora destaca a importância da participação da sociedade. Denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio da Central de Atendimento, pelo telefone 0800 062 0196 ou por meio do site https://www.equatorialenergia.com.br
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².
ECONOMIA
Equatorial Goiás conclui mais de 90 mil obras e serviços para fortalecer rede elétrica em apenas três meses
Volume de ações equivale a mais de mil intervenções por dia em diferentes regiões do estado; iniciativas incluem obras, modernização, expansão, inspeções e melhorias na infraestrutura elétrica

Goiânia, 29 de junho de 2026 – A Equatorial Goiás concluiu 90.873 obras e serviços voltados ao fortalecimento da rede elétrica em todo o estado durante o primeiro trimestre de 2026. O volume de atividades equivale a uma média superior a mil intervenções por dia, realizadas para ampliar a capacidade do sistema, modernizar equipamentos, reforçar a infraestrutura e aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia para a população.
Os resultados estão disponíveis no Trabalhômetro, plataforma criada pela distribuidora para dar transparência às ações executadas em Goiás e permitir que a população acompanhe os avanços realizados em diferentes regiões do estado.
Na prática, os números representam um intenso trabalho de campo que envolve desde inspeções preventivas e substituição de equipamentos até obras de expansão, modernização tecnológica e melhorias estruturais na rede elétrica. Ao longo dos primeiros três meses do ano, foram realizadas, em média, 42 intervenções por hora, ou aproximadamente uma ação a cada minuto e meio.
Para o superintendente Técnico da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, os resultados refletem o esforço contínuo da companhia para fortalecer o sistema elétrico goiano e preparar a rede para acompanhar o crescimento do estado. “São milhares de ações realizadas diariamente por equipes espalhadas por todas as regiões de Goiás. Muitas vezes, esse trabalho acontece de forma preventiva e passa despercebido pela população, mas é justamente ele que contribui para tornar o sistema mais robusto, moderno e preparado para atender os clientes com mais qualidade e segurança”, destaca.

Entre as atividades contabilizadas pelo Trabalhômetro estão obras de expansão da infraestrutura elétrica, modernização de equipamentos, inspeções preventivas, melhorias operacionais, renovação de ativos e intervenções voltadas ao aumento da confiabilidade da rede.
Norte e Sudoeste lideram volume de serviços
A região Norte de Goiás, atendida pelas bases de Anápolis e Uruaçu, concentrou o maior volume de ações realizadas no período, com 19.643 serviços executados. Em seguida aparece a região Sudoeste, que reúne municípios atendidos pelas bases de Iporá e Montes Belos, com 18.407 ações concluídas.
Também registraram volumes expressivos de atividades as regiões Centro, Nordeste e Sul do estado, demonstrando a capilaridade das ações executadas pela distribuidora para fortalecer o sistema elétrico em todas as regiões goianas.
Segundo Roberto Vieira, além de ampliar a transparência, o Trabalhômetro permite que a população tenha uma dimensão mais clara dos investimentos e das ações realizadas diariamente pela companhia. “O objetivo é aproximar a população desse trabalho que acontece todos os dias. A plataforma mostra, de forma simples e acessível, os esforços que vêm sendo realizados para modernizar a rede elétrica, ampliar sua capacidade e melhorar a experiência dos clientes em todo o estado”, afirma.
Transparência e acompanhamento em tempo real
Pioneiro entre as distribuidoras de energia do país, o Trabalhômetro reúne informações sobre obras, melhorias, inspeções, modernizações e demais serviços realizados pela Equatorial Goiás. A plataforma permite o acompanhamento dos resultados por região e reforça o compromisso da companhia com a transparência e a prestação de contas à sociedade.
Sobre a Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o terceiro maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,8 milhões de unidades consumidoras, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 quilômetros quadrados.
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