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Deputada federal Marussa Boldrin destaca segurança jurídica e financiamento como pilares para expansão do biometano em Goiás

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A deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO) foi uma das painelistas do “Workshop Oportunidades do Biometano para Indústria e o setor de Transportes”, realizado na quarta-feira (11), às 14h, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia. O evento foi promovido pela própria Fieg, em parceria com a Secretaria-Geral de Governo de Goiás (SGG) e o Governo de Goiás, reunindo lideranças políticas, técnicas e empresariais para debater o papel estratégico do biometano na transição energética.

Ao lado do deputado federal Arnaldo Jardim e do subsecretário de Energia Renato Lyra, Marussa destacou os avanços regulatórios e o ambiente de segurança jurídica que vêm consolidando o biometano como alternativa viável e competitiva para a indústria e o transporte pesado.

“Hoje o biometano já é um investimento seguro no Brasil. O marco legal está consolidado, com a Lei do Combustível do Futuro, a regulação da ANP e a equiparação do biometano ao gás natural pela Nova Lei do Gás. Isso garante previsibilidade regulatória, demanda crescente e integração ao mercado energético. Do ponto de vista tributário e econômico, os incentivos à infraestrutura, a possibilidade de contratos de longo prazo e a agenda nacional de descarbonização dão segurança para investimentos de 10 a 20 anos, especialmente em estados como Goiás, onde há matéria-prima, escala e apoio institucional”, afirmou a deputada.

Biometano como vetor estratégico de descarbonização

No painel “O Uso do Biometano nos Transportes como Vetor Estratégico de Descarbonização e Desenvolvimento Nacional”, Marussa reforçou que o combustível renovável, obtido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos agropecuários, agroindustriais e urbanos, representa uma solução madura, escalável e alinhada à vocação produtiva do Brasil.

Ela ressaltou que, diferentemente de outras rotas ainda em estágio inicial, o biometano já conta com tecnologia dominada, modelos de negócio estruturados e compatibilidade com a infraestrutura existente de gás natural, podendo ser aplicado de forma imediata em frotas pesadas, ônibus urbanos, caminhões de longa distância, máquinas agrícolas e operações fora de estrada.

Segundo a parlamentar, o principal desafio atual está na ampliação da escala. “Hoje o principal gargalo do biometano no transporte de cargas não é tecnológico, é de escala. A infraestrutura de abastecimento ainda é limitada, o custo inicial dos veículos é mais alto e o financiamento está começando a se estruturar. Mas isso já está mudando: a expansão das plantas de biometano, os corredores verdes, a equiparação regulatória ao gás natural e linhas de crédito verde tendem, no curto e médio prazo, a reduzir custos e garantir suprimento contínuo. Com escala e previsibilidade, o biometano se torna competitivo, especialmente para frotas dedicadas e rotas fixas”, pontuou.

Atuação legislativa estruturante

Durante o debate, foi destacado o protagonismo da deputada na consolidação de instrumentos legais para acelerar a transição energética. Marussa foi relatora da Lei do Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), que passou a permitir que veículos, máquinas e infraestrutura movidos a biometano, biogás, etanol e gás natural sejam elegíveis ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

A parlamentar também é autora da Emenda nº 42 à Medida Provisória nº 1328, que inclui biocombustíveis e gás natural no rol de acesso ao financiamento, ampliando as possibilidades de crédito e reduzindo riscos para investidores.

Com isso, sua atuação conecta política climática, política energética e política de transportes, criando condições para a formação de um mercado robusto de mobilidade sustentável no país, com geração de emprego, renda e inovação.

Indústria e transporte no centro da transição

Presente ao evento, o presidente da Fieg ressaltou que o biometano representa uma oportunidade concreta para aumentar a competitividade da indústria goiana e reduzir custos logísticos no médio prazo. Segundo ele, a integração entre setor produtivo e poder público é fundamental para garantir escala, infraestrutura e segurança regulatória, permitindo que Goiás se consolide como referência nacional na produção e no uso do combustível renovável.

Já o deputado Arnaldo Jardim destacou que o Brasil reúne condições únicas para liderar a agenda global de biocombustíveis, especialmente pela força do agronegócio e pela capacidade de transformar resíduos em energia limpa, agregando valor à produção e contribuindo para o cumprimento das metas climáticas internacionais.

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Presidente Lula visita Rio Verde e destaca avanços na educação e na saúde pública

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em Rio Verde na tarde de 2 de junho de 2026, durante agenda oficial em Goiás voltada às áreas da saúde e da educação. Após compromissos em Catalão, o chefe do Executivo federal visitou o Hospital Municipal Universitário (HMU), referência regional em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de outras autoridades, Lula conheceu a estrutura da unidade hospitalar, que ganhou destaque nacional ao realizar, em janeiro deste ano, a primeira cirurgia robótica pelo SUS na região utilizando o sistema Da Vinci X. A tecnologia permite procedimentos de alta complexidade com maior precisão, menor trauma aos pacientes e recuperação mais rápida.

A visita presidencial colocou Rio Verde no centro das atenções nacionais ao evidenciar os investimentos e os avanços tecnológicos da saúde pública municipal. O HMU é uma unidade 100% SUS e tem se consolidado como referência em atendimento especializado para a população do sudoeste goiano.

O Hospital Universitário da UniRV atende atualmente cerca de 700 mil habitantes de 28 municípios e passou a integrar o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A unidade também faz parte do seleto grupo de hospitais brasileiros que realizam cirurgia robótica totalmente pelo SUS. Em janeiro deste ano, entrou para a história ao realizar os primeiros procedimentos de prostatectomia radical robótica do Centro-Oeste utilizando o Sistema Cirúrgico Robótico Da Vinci X.

Para o superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Nilton Pereira, o modelo implantado em Rio Verde demonstra como a educação de qualidade pode fortalecer a saúde pública.

“É fundamental que os hospitais do Brasil, especialmente os do SUS, tenham parcerias com universidades. Aqui não se trata apenas de uma parceria, mas de um hospital construído conjuntamente pela Universidade e pelo município. A UniRV desenvolve um ensino de excelência em diversas áreas da saúde e, com essa estrutura, promove, juntamente com a cidade, um dos melhores hospitais do SUS em Goiás e, certamente, do Brasil. É o primeiro hospital do Centro-Oeste a realizar cirurgia robótica pelo SUS”, afirmou.

Nilton também destacou o potencial da instituição para a formação de especialistas.

“Nosso desejo, por meio do programa Agora Tem Especialistas, é ampliar cada vez mais a formação de profissionais em áreas prioritárias para o SUS. A UniRV reúne todas as condições para se tornar uma referência ainda maior na formação de especialistas. Parabenizo o reitor e a Prefeitura por essa iniciativa que valoriza tanto o ensino quanto a assistência à população.”

O prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, ressaltou a importância da parceria institucional que possibilitou a concretização do projeto.

“Quero agradecer ao reitor Barella Netto e a toda a equipe da UniRV por acreditarem nesse projeto e investirem em uma estrutura que beneficia não apenas Rio Verde, mas toda a região. Hoje colhemos os frutos de um trabalho construído com responsabilidade, planejamento e compromisso com as pessoas.”

O reitor Barella Netto destacou a importância da visita para a instituição e para a comunidade acadêmica.

“Para nós, da Universidade de Rio Verde, é uma grande honra receber o presidente da República, o ministro da Saúde e demais autoridades para apresentar esta obra extraordinária, construída com recursos da Universidade de Rio Verde e do município. Este hospital demonstra nossa excelência no atendimento à população, na formação profissional, na pesquisa e no desenvolvimento da saúde pública. É um projeto que representa o compromisso da UniRV com a educação de qualidade e com a transformação social.”

A presença do presidente em Rio Verde foi considerada um marco para o município, especialmente pelo reconhecimento nacional da estrutura hospitalar local e pela visibilidade dada aos serviços de saúde oferecidos à população da região.

A agenda presidencial em Goiás também incluiu a inauguração da sede definitiva do Instituto Federal Goiano e do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão, reforçando o foco do governo federal em ações voltadas à educação e à saúde.

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Senado aprova projeto que cria política para estudantes superdotados

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Texto prevê aceleração de estudos e agrupamentos por interesses

O Senado aprovou na quarta-feira (27) o projeto de Lei (PL) 1049/2026 que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD), para dar atendimento especializado e desenvolver esses alunos. O projeto  passará por análise presidencial para sanção.

A AH/SD é uma condição do neurodesenvolvimento que inclui potencial intelectual e capacidade de aprendizagem elevados.

Pelas regras aprovadas, esses estudantes deverão receber atendimento especializado que pode incluir aceleração de estudos, agrupamentos de estudantes pares ou grupos de interesse, e acesso a programas de enriquecimento, diferenciação ou aprofundamento curricular.

O texto prevê ainda a criação de centros de referência em altas habilidades ou superdotação em colaboração com estados e municípios. Os recursos devem vir do Fundo Social do Pré-sal, de loterias por quota fixa (bets), do salário-educação direcionado ao Fundeb,  e d recursos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Subnotificação

Dados do Censo Escolar de 2025 registraram cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados com AH/SD. Os números, entretanto podem ser maiores, segundo entidades como a Associação Mensa Internacional.

Para tratar a subidentificação nos censos escolares, o projeto cria um mecanismo de triagem anual de estudantes com instrumentos pedagógicos como o estudo de caso, de caráter exclusivamente pedagógico e indicativo. Ou seja, a triagem não poderá ser usada como laudo, parecer clínico ou comprovação diagnóstica.

Os resultados da triagem educacional terão caráter confidencial para subsidiar o planejamento pedagógico e encaminhamentos subsequentes.

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“Conquista histórica e civilizatória”, diz Lula sobre fim da escala 6×1

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como uma “conquista histórica e civilizatória” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise do Senado Federal.

Ao comentar a votação, Lula afirmou que a mudança representa um marco nas relações de trabalho brasileiras e reforça o compromisso do país com melhores condições de vida para a população trabalhadora.

“Conquista histórica e civilizatória”, declarou o presidente ao comentar a aprovação da proposta que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada semanal dos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A aprovação do fim da escala 6×1 com redução de jornada e sem redução de salário, pela Câmara, é uma conquista histórica e civilizatória.

Um compromisso assumido pelo Governo do Brasil.

A PEC aprovada pela Câmara prevê o fim da tradicional escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e descansa apenas um. Pela nova regra, a jornada será limitada a cinco dias de trabalho semanais, com dois dias de descanso remunerado.

Redução da jornada ocorrerá sem corte salarial

O texto aprovado pelos deputados determina que a redução da carga horária ocorrerá sem qualquer redução de salários. A proposta estabelece uma fase de transição até a implementação definitiva das 40 horas semanais.

Dois meses após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores passarão a ter direito automático a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Nesse primeiro momento, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais.

A redução definitiva para 40 horas semanais ocorrerá 14 meses após a promulgação da PEC.

O governo federal acompanhou de perto as negociações em torno da proposta, considerada uma das mais importantes mudanças trabalhistas das últimas décadas. Integrantes da base governista defenderam a medida como instrumento de melhoria da qualidade de vida, aumento da produtividade e fortalecimento da saúde física e mental dos trabalhadores.

Debate sobre qualidade de vida ganhou força

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos anos no Brasil, impulsionado por movimentos sindicais, pesquisadores e parlamentares que passaram a apontar os impactos negativos das jornadas extensas sobre a saúde e o convívio familiar dos trabalhadores.

Defensores da proposta argumentam que modelos com mais dias de descanso tendem a reduzir afastamentos por adoecimento, elevar a produtividade e ampliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A PEC aprovada pela Câmara é resultado da articulação entre diferentes propostas apresentadas no Congresso Nacional. O texto final foi relatado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e unificou iniciativas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Érika Hilton (Psol-SP).

Setores essenciais terão regras específicas

Apesar da criação da regra geral de 40 horas semanais, o texto prevê exceções e regimes diferenciados para determinadas categorias profissionais, especialmente em setores considerados essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.

A proposta também estabelece mecanismos de transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e contratos terceirizados vinculados à administração pública.

Agora, a PEC seguirá para votação no Senado Federal, onde precisará novamente ser aprovada em dois turnos por três quintos dos parlamentares para entrar definitivamente em vigor. Fonte: 247

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