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Lula anuncia programa de habitação para classe média

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Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres. Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (10), que, a partir de agora, a classe média também passa a ser assistida pelos programas de habitação do país. Lula anunciou o novo modelo de crédito imobiliário, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para essa parte da população que ganha mais de R$ 12 mil.

Durante participação no evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor habitacional, Lula disse que sempre teve “uma inquietação” para atender à necessidade de moradias da classe média.

“Um trabalhador metalúrgico, um bancário, um químico, um gráfico, um trabalhador da Caixa Econômica, um professor […] Essas pessoas não têm direito a comprar casa, porque elas nem são pobres, não estão na faixa 1, nem na faixa 2 [do Minha Casa, Minha Vida]”, disse.

“Esse programa foi feito pensando nessa gente, pensando em dar àqueles que ainda não têm direito, o direito de ter a sua casinha um pouco melhor”, afirmou.

Para o presidente, a classe média pode escolher onde morar.

“Ele não quer uma casa de 40 metros quadrados, ele quer uma casa de 80 metros quadrados. Ele não quer morar no Cafundó do Judas, ele quer morar no lugar mais próximo onde ele está habituado a morar. O que nós vamos tentar fazer é adequar as dificuldades econômicas das pessoas levando em conta o respeito à dignidade humana de morar no lugar aonde pensa que é bom morar”, disse.

O novo modelo de crédito imobiliário do país reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito.

Veja regras:

– Valor máximo do imóvel passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões

– Famílias com renda familiar entre R$ 12 mil e R$ 20 mil terão acesso ao novo financiamento

– Operações feitas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), com juros limitados a 12% ao ano

– Caixa volta a financiar 80% do valor do imóvel

Fim do compulsório

Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.

A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.  

Atualmente, 65% dos recursos captados pelos bancos da poupança precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.

Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país

Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

Transição até 2027

A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.

“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.

Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também. O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.

Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.

“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.

A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027. Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.

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Reaproveita Brasil busca apoio de Gilberto Carvalho para garantir reaproveitamento de empregados públicos demitidos após desestatizações

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Em reunião, representante com interlocução junto ao presidente Lula demonstrou receptividade à pauta e se comprometeu a buscar alternativas para viabilizar a reparação dos trabalhadores até o fim do ano

O Movimento Reaproveita Brasil (MRB), em conjunto com o Sindicato Nacional dos Advogados e Procuradores de Empresas Estatais (Sinape) e a Associação Nacional dos Procuradores de Empresas Públicas Federais (ANPEPF), avançou na articulação em defesa dos empregados públicos federais demitidos após processos de desestatização. Em reunião com Gilberto Carvalho, o movimento apresentou os fundamentos de sua reivindicação pelo reaproveitamento desses trabalhadores e solicitou apoio para a construção de uma solução jurídica e administrativa.

Segundo o relato dos representantes do movimento, Carvalho demonstrou receptividade aos argumentos apresentados e reconheceu a dimensão social da pauta. A avaliação dos participantes foi de que o veto ao Projeto de Lei (PL) 1791/2019 pode ter ocorrido sem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tivesse pleno conhecimento do alcance e dos fundamentos da proposta.

Durante o encontro, os representantes solicitaram uma alternativa concreta que permita viabilizar o reaproveitamento dos trabalhadores. Entre as possibilidades apresentadas está a edição de um decreto encaminhado pelo movimento, sem descartar outros instrumentos jurídicos e administrativos que possam atender à reivindicação.

De acordo com o presidente do Sinape, Dr. Og Pereira de Souza, o sindicato, em conjunto com o Movimento Reaproveita Brasil e a ANPEPF, tem trabalhado para construir uma solução jurídica e administrativa viável, que permita reparar essa situação e contemple todos os trabalhadores atingidos, independentemente da empresa de origem.

“Essa reunião representa um passo importante na luta pelo reaproveitamento dos empregados públicos federais demitidos em decorrência dos processos de desestatização. Estamos falando de trabalhadores que dedicaram anos de suas vidas ao serviço público e que merecem ter sua situação analisada com responsabilidade, sensibilidade social e compromisso com a justiça”, disse.

Articulação busca solução até o fim do ano

De acordo com o MRB, Gilberto Carvalho, que mantém interlocução com o presidente Lula em razão de sua trajetória política e relação histórica com o presidente, comprometeu-se a buscar, junto ao governo, uma solução para a causa até o final deste ano, independentemente do resultado das eleições.

Para o movimento, a reunião representa a abertura de um canal de diálogo político e a possibilidade de ampliar a discussão sobre os impactos das desestatizações na vida dos empregados públicos atingidos.

A iniciativa também busca assegurar que a pauta seja tratada de maneira abrangente, contemplando todos os trabalhadores que se enquadram na reivindicação, independentemente da empresa de origem.

Defesa abrange trabalhadores de diferentes empresas

O MRB, ao lado do Sinape e da ANPEPF, defende o reaproveitamento dos empregados públicos federais demitidos após processos de desestatização. Segundo o movimento, a atuação conjunta pretende fortalecer a reivindicação e ampliar a mobilização em torno de uma solução que alcance todos os trabalhadores envolvidos.

A proposta é apresentada pelas entidades como uma medida de reparação social, com o objetivo de buscar alternativas para os profissionais desligados em decorrência desses processos.

Mobilização continua nas redes sociais

Após a reunião, o movimento destacou a importância de manter a mobilização e ampliar a divulgação da pauta nas redes sociais. A estratégia é fortalecer a visibilidade da reivindicação, conquistar novos apoiadores e manter a pressão para que o diálogo institucional resulte em medidas concretas.

O MRB considera que a continuidade da articulação política, aliada à participação dos trabalhadores, será fundamental para o avanço das negociações.

A mobilização pelo reaproveitamento segue em andamento, com as entidades defendendo a construção de uma solução que contemple os empregados públicos federais demitidos após os processos de desestatização. Instagram do movimento: https://www.instagram.com/p/Det-1duzQUz/

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Equatorial Goiás realiza obras de modernização da rede elétrica em Rio Verde, Jataí e São Luis de Montes Belos nesta semana

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Intervenções em ruas específicas podem exigir interrupções temporárias e previamente programadas no fornecimento; locais e horários podem ser consultados no site da companhia.

Goiânia, 19 de outubro de 2026 – A Equatorial Goiás realiza, ao longo desta semana, obras de manutenção e modernização da rede elétrica em Rio Verde, Jataí e São Luis de Montes Belos. Os serviços poderão exigir a interrupção temporária do fornecimento de energia em trechos específicos das cidades. A orientação é que os consumidores consultem antecipadamente se suas ruas estão incluídas na programação e se organizem para os períodos previstos de desligamento.

            As intervenções são necessárias para melhorar a segurança, a estabilidade e a confiabilidade do sistema elétrico. Os trabalhos envolvem serviços como substituição de postes, transformadores, cabos e cruzetas, além do livramento de árvores próximas à rede. Durante a execução, o desligamento temporário é uma medida de segurança para permitir que os profissionais realizem as atividades de manutenção.

 Bairros com previsão de desligamento

            Em Rio Verde, os serviços estão previstos para trechos Assentamento Fortaleza II, Assentamento Rio Doce, Bairro Santo Agostinho, Bairro Santo Antônio de Lisboa, Jardim das Margaridas, Jardim Goiás, Parque das Laranjeiras, Residencial Porto Seguro, Setor Industrial, Setor Morada do Sol e algumas localidades da zona rural.

            Em Jataí, as intervenções poderão ocorrer em ruas e trechos do bairro Jardim Paraíso, além de localidades da zona rural.

            Em São Luís de Montes Belos, as intervenções estão programadas em ruas e trechos dos bairros Vila Nova, Centro e Vila Aeroporto.

Atenção: os desligamentos não abrangem necessariamente todos os moradores desses bairros. As interrupções ocorrerão em ruas específicas, conforme o cronograma das equipes. Por isso, é importante verificar se o endereço está incluído na programação antes da data prevista para o serviço.

 Como consultar os desligamentos programados

A Equatorial Goiás comunica os consumidores com antecedência sobre as interrupções programadas, por meio de cartas, carro de som, redes sociais e do site oficial da companhia.

 Para consultar as regiões que terão ações nos próximos dias e os horários previstos, basta acessar este link https://go.equatorialenergia.com.br/consulta-desligamento-programado/ e filtrar sua cidade.

A consulta antecipada permite que os consumidores se planejem para a interrupção temporária, organizem suas atividades e evitem imprevistos durante a execução dos serviços.

 Atendimento ao cliente

Em caso de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a Equatorial Goiás pelos seguintes canais:

Central de atendimento: 0800 062 0196.

Agências presenciais: a lista completa está disponível no site oficial da companhia.

 Sobre a Equatorial Goiás

A Equatorial Goiás é uma empresa do Grupo Equatorial, holding brasileira do setor de utilities e um dos maiores grupos de distribuição de energia do país. Em Goiás, atende cerca de 3,8 milhões de pessoas em 237 municípios, cobrindo 98,7% do território estadual, o que corresponde a uma área de 336.871 km².

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Rio Verde vence GEA de virada e garante acesso ao Goianão 2027

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Verdão bate o Grêmio Anápolis por 2 a 1 no Jonas Duarte e confirma retorno à elite do futebol goiano após oito anos

Fotos: Johnny Augusto

O Rio Verde está de volta à elite do futebol goiano. O Verdão do Sudoeste venceu o Grêmio Anápolis por 2 a 1, de virada, neste sábado (03), no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, e garantiu matematicamente o acesso ao Campeonato Goiano de 2027.

A partida começou com o Grêmio Anápolis tomando a iniciativa. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Dionatan abriu o placar para os donos da casa. A resposta rio-verdense, porém, foi rápida. Aos 24 minutos, Matheus Chaves marcou e deixou tudo igual no Jonas Duarte.

O Rio Verde manteve a pressão em busca da vitória e conseguiu a virada com Iago Martins, fazendo 2 a 1 e colocando o Verdão ainda mais perto do tão esperado retorno à primeira divisão.

Com o apito final, começou a festa rio-verdense. Depois de oito anos longe da elite estadual, o clube confirmou o acesso com duas rodadas de antecedência, coroando uma campanha marcada pela regularidade e pela liderança na Divisão de Acesso.

Em 16 rodadas disputadas, o Rio Verde soma 32 pontos, com nove vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. A equipe é a primeira a garantir matematicamente uma das duas vagas para o Goianão 2027.

Agora, a missão do Verdão é completar a campanha com mais uma conquista. Já com o acesso assegurado, o time entra nas duas últimas rodadas em busca do título da Divisão de Acesso, que poderá marcar de forma ainda mais especial o retorno do clube ao principal cenário do futebol goiano.

Na elite em 2027, o Rio Verde se juntará a Goiás, Atlético-GO, Vila Nova, Anapolina, Agro, Jataiense, Crac, Anápolis, Goiatuba e Aparecidense. Bom Jesus, Goianésia e Mineiros seguem entre os principais candidatos à segunda e última vaga de acesso.

Oito anos depois, o Verdão do Sudoeste está de volta. Rio Verde é novamente primeira divisão!

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